segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Câmara Municipal de Israelândia nega afastamento do Prefeito. Pedido/Denúncia partiu de dois eleitores

 Dois moradores de Israelândia, Deusdete Pereira da Silva e Daniel Pereira, protocolaram carta junto à Câmara de Vereadores do município e também ao Ministério Público solicitando providências em relação à suposta ausência frequente do prefeito TheoSandro Figueiredo. Segundo os denunciantes, o chefe do Executivo municipal estaria permanecendo fora da cidade por período superior ao permitido pela legislação, que estabelece o limite de 15 dias sem autorização legislativa.

A demanda foi recebida pela Câmara de Vereadores de Israelândia e encaminhada pelo presidente da Casa, Valtenes Luiz Tosta, para análise do assessor jurídico, o advogado Paulo Régis Távara Diniz. Após a avaliação técnica, o parecer apontou que a denúncia não apresentava fundamento legal suficiente.

Mesmo com o entendimento jurídico desfavorável, o pedido foi levado à apreciação do plenário. Em votação unânime, os vereadores rejeitaram a solicitação, com placar de 9 votos a 0. O presidente da Câmara informou ainda que manteve conversa com o prefeito, que teria se comprometido a não se ausentar do município de forma prolongada.

Denunciante afirma abandono político

Um dos autores da denúncia, o vigilante Deusdete Pereira da Silva, conhecido como Dete, manifestou publicamente insatisfação com o desfecho do caso. Em entrevista à reportagem, ele afirmou sentir-se abandonado por pessoas que, segundo ele, inicialmente teriam incentivado a apresentação da denúncia, mas posteriormente se afastaram.

Dete declarou que a motivação para o pedido de providências estaria relacionada à possibilidade, ventilada pelo prefeito, de anulação do concurso público por meio do qual foi contratado. Ele também alegou que os vereadores não teriam se reunido formalmente com o prefeito sobre o assunto e criticou a postura de parlamentares que, em sua avaliação, recuaram após o protocolo da denúncia.

O caso segue sem novos desdobramentos oficiais após a rejeição do pedido pelo Legislativo municipal.

O prefeito de Israelândia, TheoSandro Figueiredo, não está descumprindo a legislação municipal quanto à sua permanência fora da cidade. De acordo com esclarecimentos prestados pela assessoria jurídica da Prefeitura, a administração vem sendo conduzida de forma regular por meio de ferramentas digitais, o que caracteriza exercício legal das funções, mesmo à distância.

O advogado da assessoria jurídica do Executivo municipal apresentou os fundamentos legais ao denunciante Deusdete Pereira da Silva, que teria reconhecido a legalidade da situação. Conhecido como Dete, ele afirmou estar arrependido da denúncia e declarou que o assunto “morre ali”, sem intenção de novos questionamentos.

Moradores apoiam o prefeito

Moradores ouvidos pela reportagem manifestaram apoio ao prefeito e criticaram a denúncia. Para João Bastos, de 61 anos, natural de Iporá e residente em Israelândia desde os 5 anos de idade, a acusação não procede. Segundo ele, o episódio seria motivado por implicância política.

Outro morador, Américo, que vive há cerca de 40 anos no município, classificou o caso como “uma grande baderna”. “O prefeito não merece isso”, afirmou.

Composição da Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Israelândia é composta pelos seguintes parlamentares:

  • Divino Pereira Campos (PMDB)
  • Eguinaldo Pinto Farias (PTB)
  • Gildázio Pereira de Lima (PTB)
  • Lázaro Fernandes Lamonier (PMDB)
  • Márcia Pires Barbosa (PR)
  • Orlandi Ferreira de Oliveira (PR)
  • Rousymar Antônio Cláudio (PMDB)
  • Valtenes Luiz Tosta (PTB)
  • Wandes Alves das Neves (PSDB)

Com os esclarecimentos jurídicos e a retratação do denunciante, o episódio é considerado encerrado no âmbito político e administrativo do município.

 




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