Ao aproximar a campanha eleitoral 2026 é bom pensar um pouco
Divergir faz parte da democracia. Ter posições
diferentes, defender ideias opostas e até fazer críticas mais firmes é
legítimo. O que não se pode normalizar é a escalada da agressividade — seja em
palavras, gestos ou atitudes que estimulem a violência. Quando isso acontece,
perde-se o foco do que realmente importa: melhorar a vida das pessoas.
Iporá, assim como qualquer comunidade, precisa ser
exemplo de respeito. Aqui, todos convivem nos mesmos espaços, enfrentam
desafios semelhantes e compartilham a mesma realidade. Transformar divergência
política em conflito pessoal só enfraquece a sociedade e afasta soluções
concretas.
Muitas vezes, surge a tentativa de entender de
onde vem tanto ódio no debate político, inclusive entre grupos que defendem
valores como “Deus, Pátria e Família”. Para alguns, isso soa como incoerência.
Mas, mais importante do que buscar uma explicação única, é reconhecer que esse
ambiente de confronto permanente não contribui em nada — pelo contrário,
empobrece o debate público e afasta a população das discussões que realmente
fazem diferença no dia a dia.
Quando a política passa a ser guiada por
provocações, generalizações e ataques — seja contra a direita, contra a
esquerda ou qualquer outro grupo — o resultado é sempre o mesmo: mais
polarização e menos solução. E isso não é exclusividade de um lado. Esse
comportamento tem se espalhado, muitas vezes impulsionado por estratégias
políticas e pela dinâmica das redes sociais.
Defender a paz não é ser neutro ou omisso. É
ter firmeza para afirmar que nenhum projeto político justifica o desrespeito ao
outro. É possível debater com responsabilidade, criticar com argumentos e
disputar ideias sem ultrapassar os limites da convivência.
No
fim das contas, o que a população espera é algo simples: equilíbrio, respeito e
foco em coisas reais — saúde, educação,
economia, qualidade de vida. Mais do que entender o ódio, o desafio é
superá-lo. Porque política não deve ser sobre inimigos, mas sobre soluções. E
isso exige maturidade, responsabilidade e a capacidade de conviver com quem
pensa diferente.
Por Pedro Claudio, a partir de episódios políticos na campanha eleitoral de 2026.
Iporá, 15 de abril de 2026



