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sábado, 2 de maio de 2020

A dor é minha companhia, a saudade meu carma, a ressurreição a esperança.


Por Pedro Claudio Rosa

Na madrugada de 19 de janeiro de 2020, parte do meu mundo desabou: faleceu Marlene Eva de Paula Rosa, minha digníssima e eterna esposa, como eu a chamava. Não há tempo que cure essa dor; a ferida não se fecha. Mesmo passados — hoje, 2 de maio de 2020 — exatos 104 dias, o tempo sem ela é como comida sem tempero: tudo se tornou insosso, sem gosto.




O que me mantém de pé, mesmo em meio à perturbação da alma, é a missão que me foi dada: cuidar dos filhos, acolher o amor dos parentes, dos amigos e da comunidade, e, sobretudo, sustentar-me na fé que recebi de meus pais e da Sagrada Escritura.

"Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância quanto aos que adormeceram, para que não fiqueis tristes como os outros que não têm esperança. Com efeito, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos igualmente que Deus, por meio de Jesus, reunirá consigo os que adormeceram. Eis o que temos a vos dizer, de acordo com a Palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que permanecermos até a vinda do Senhor, não passaremos à frente dos que tiverem adormecido, pois o Senhor mesmo, à sua ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, descerá do céu. E os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que permanecermos, seremos arrebatados, junto com eles, entre nuvens, ao encontro do Senhor nos ares. E, assim, estaremos sempre com o Senhor."
(1Ts 4,13-17Bíblia Sagrada, tradução oficial da CNBB)




A morte, na minha condição humana, me abate. Mas a certeza da ressurreição e do reencontro com todos os que amo me fortalece e reanima.

Vivendo aqui em Sacramento, como cristão católico, creio fielmente no que está escrito:

"De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe."
(Mt 19,6)

Unidos para sempre pela Palavra de Deus.


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Destempero que pode levar a ruína


E agora Jair?


Jair Messias Bolsonaro, presidente da república é um peixe que é fisgado o tempo todo, ele é vítima de suas próprias atitudes desastradas, é típico de quem, não tem a devida compreensão dos fatos e/ou não se deixa assessorar.

Cito o último caso Mariele Franco e a notícia da Globo no jornal Nacional do dia 29/10/2019. A reação é típica de alguém que não tem autocontrole, e mesmo não tendo culpa no fato, caso que deverá ser amplamente apurado em investigação policial, deixa ficar a dúvida, não por meio do material noticiado, mas devido a reação  do senhor presidente. Sem fazer a defesa da Globo, nem precisa disso, cito, que ela se ateve aos fatos, noticiou e se fez público com responsabilidade os fatos, inclusive tomou-se o cuidado de verificar um possível álibi do presidente citado. Não há nada demais, apenas o destempero de quem não se resolve na vida privada, não sabe lidar com as consequências de ser o mandatário do país, e acaba por promover uma vergonhosa reação.

Na minha visão, reação intempestiva só serve para mostrar a fragilidade da pessoa que quer passar uma imagem de homem forte e inatingível. Foi fisgado, e quanto mais se debate, mais se torna fraco,  pode ser tirado do leito d’água a qualquer momento, se for bagre africano vai respirar até encontrar a próxima poça, se for um lambari vai agonizar e morrer.

Para o bem do Brasil que o elegeu penso que seria importante o presidente recompor as forças, mudar comportamento, não nadar contra a correnteza, ser sutil nas declarações, e não confundir forças contrárias como inimigas, mas que nos apresentam dúvidas a serem esclarecidas. Agora, se tem culpa no cartório, aí sim, tem-se motivo para tal intempestividade.  

Opinião Pedro Claudio - Licenciado em História UEG, 32 anos de radiojornalismo comunitário. Escrito em 30/10/2019

sábado, 14 de setembro de 2019

Brasil em chamas: entre a crise ambiental e o colapso moral


Brasil em chamas: entre a crise ambiental e o colapso moral

Por Pedro Claudio Rosa – Licenciado em História, Jornalista, Radialista e Diácono Permanente na Igreja Católica Apostólica Romana

Vivemos tempos difíceis em todo o Brasil. Não bastasse a instabilidade política, a polarização ideológica, as reformas controversas — trabalhista, previdenciária —, e os escândalos que abalaram as instituições, como a Lava Jato e a Vaza Jato, o país ainda enfrenta um cenário alarmante de devastação ambiental. É fogo por todos os lados. Os meses de julho, agosto e setembro de 2019, no pleno século XXI, registraram uma onda de incêndios que consumiram grandes áreas do Cerrado, da Mata Atlântica e da Amazônia. A fauna e a flora sofrem; os rios secam. O país arde em chamas — literal e simbolicamente.

Em meio ao caos, até a rádio, meio de comunicação considerado por muitos obsoleto, transmite o clamor desesperado de líderes indígenas pela proteção dos Caiapós e de outras comunidades ameaçadas. A situação remete àqueles tempos antigos em que, na ausência de explicações científicas, buscava-se sentido nos desígnios divinos. Se estivéssemos na Idade Média, talvez tudo isso fosse visto como um castigo de Deus pelos pecados da humanidade.

Mas hoje, os estudiosos apontam causas bem mais concretas: o tempo seco, a ganância desmedida, o avanço descontrolado do agronegócio e o uso político do fogo, inclusive como instrumento de pressão e desestabilização. Fato é que o ser humano — esse ser racional — parece ter abdicado da razão. Vivemos um tempo em que a ignorância veste capa de convicção, e o individualismo se sobrepõe ao bem comum.

Recordo com saudade dos tempos da minha infância, nas décadas de 70 e 80, quando a fé popular era forte nesta região. Via minha mãe, Luzia Joaquina Rosa, rezar ao pé do cruzeiro, com flores e água, pedindo chuva. E a chuva vinha. Hoje, parece que perdemos até a fé. Acumulamos diplomas, debatemos teologia, discutimos política, mas esquecemos de amar, de cuidar, de viver com compaixão.

A polarização nos fragmenta. Ser de direita ou de esquerda virou rótulo de guerra. Uns defendem o crescimento econômico e a propriedade privada, outros os direitos humanos e a igualdade social. Mas ninguém parece disposto a enxergar que estamos todos no mesmo barco — e que ele está fazendo água. Em vez de unirmos esforços para salvar o que resta, preferimos discutir quem tem razão, enquanto afundamos.

Falta-nos inteligência emocional e espiritual para compreender a gravidade da situação. Falta-nos humildade para reconhecer erros e coragem para mudar. Falta-nos fé — não apenas religiosa, mas fé no ser humano, no coletivo, na esperança.

Talvez seja hora de rezar mais. A oração pode não mudar o clima de imediato, mas pode mudar corações. E corações transformados são capazes de atitudes novas. Oremos, sim — mas também plantemos, cuidemos, eduquemos, escutemos.

Porque, do jeito que vamos, só nos restará o vazio de uma terra arrasada e o eco de nossas próprias escolhas. E que Deus tenha piedade de nós.

 


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Mundo atual, eu tenho a força



Crônica: A minha força pode expor minha fraqueza
Por Pedro Cláudio

Vivemos tempos em que o grito é confundido com razão, e a força — muitas vezes disfarçada de opinião — nada mais é que a máscara de uma fragilidade mal resolvida. Há em nós, humanos, uma mania antiga e persistente: querer conduzir o enredo, ditar o rumo, escrever o último capítulo da história como se fôssemos os únicos autores da verdade.

Isso sempre existiu, mas neste início de século XXI, tornou-se um espetáculo diário. Nas redes sociais, qualquer um se transforma em especialista. Não importa o tema: ciência, política, religião ou até meteorologia. O saber cede espaço à convicção. Não se consulta a fonte, ignora-se o contexto, e o pretexto é sempre o mesmo — eu tenho o direito de opinar.

Sim, todos temos esse direito. Mas o que poucos lembram é que junto dele vem o dever da responsabilidade. Quando a minha força de opinar se torna uma imposição, quando transformo minha voz em sentença e meu palanque em tribunal, corro o risco de revelar, sem perceber, a minha maior fraqueza: o medo de estar errado.

E aí está o problema. Passo a desqualificar tudo que me contraria. Se a notícia me incomoda, o problema não sou eu — é o jornal, é a imprensa, é o jornalista. De um segundo para o outro, passo a rotular: esquerdista, direitista, comunista, golpista, vendido. O adjetivo que escolho depende, é claro, da minha própria posição diante dos fatos.

Em vez de mudar de canal, desligar a TV, rolar a tela para cima ou buscar uma nova fonte, faço questão de consumir o conteúdo só para atacá-lo. Parece contraditório, e é. Mas também é humano. E perigoso.

Mais perigoso ainda é quando essa opinião rasa ganha microfone, púlpito, tribuna. Quando uma liderança, escolhida para representar um grupo, ignora o coletivo e impõe a sua visão como se fosse única. Essa força performática, teatral, gritante — que se pretende firmeza — pode colocar em risco todo um conjunto que não foi consultado, mas que será julgado pela fala de um só.

A humanidade, que já assistiu “bestializada” a muitos absurdos, como bem descreveu Aristides Lobo em 1889, agora assiste atônita às novas formas de manipulação. Lutamos ao lado de quem prega a intolerância, idolatramos discursos que ignoram os pobres, inferiorizam os negros, vilanizam os indígenas. E tudo isso em nome de um progresso que não hesita em arrancar árvores, contaminar rios, sufocar florestas.

Talvez um dia sejamos capazes de entender que a verdadeira força está em saber ouvir. Que o verdadeiro poder está em recuar, reconhecer limites, permitir o contraponto. E que a maturidade não se mede em decibéis, mas na sabedoria de saber quando calar é o maior gesto de respeito.

Porque, no fim das contas, a minha força — quando usada para calar o outro — não passa de um reflexo do que mais me apavora: o vazio que grita dentro de mim.

 


domingo, 10 de fevereiro de 2019

2019 - Perder ou ganhar, qual a melhor saída?


Perder ou ganhar, qual a melhor saída?

Crônica | Por Pedro Cláudio, estudante de Teologia , história -  jornalista e radialista

A história da humanidade é atravessada por disputas. Desde que o Homo erectus descobriu o fogo, ali por volta de 79 a.C., acendeu-se mais do que brasas — acendeu-se o desejo de poder. Quem dominava o fogo era mais forte, mais respeitado, mais temido. Era um sinal de controle, de vantagem, de sobrevivência. Desde então, pouca coisa mudou no coração do ser humano. Continuamos, século após século, disputando. Mas agora, não apenas pela sobrevivência, e sim pelo status, pelo ego, pelo espelho.

Na modernidade — ou pós-modernidade, se preferirem os mais antenados —, ninguém quer perder. Perder é quase sinônimo de fracassar. O ser humano quer vencer sempre. Ser o melhor no emprego, o mais bonito na rede social, o mais forte na academia, o mais inteligente na roda de conversa. O problema é que essa busca por estar por cima, muitas vezes, faz com que a gente perca a própria essência. Vencer, a qualquer custo, nos transforma.

As disputas, mesmo nas modalidades esportivas que deveriam ser celebrações do talento e da coletividade, acabam por alimentar o individualismo e a rivalidade desmedida. Já não se joga pelo time, mas pelo destaque individual. Já não se participa para somar, mas para sobressair. E, nesse mundo onde o ter se sobrepõe ao ser, criamos uma cultura do descarte, da indiferença, da eliminação do outro.

Estamos todos dentro de um funil sem fundo — cada um querendo sua parte maior, sua vitória pessoal, sua glória, mesmo que às custas do próximo. E o mais perigoso: vamos nos acostumando com isso, vamos achando normal. Afinal, dizem, é assim que o mundo funciona. Mas a que custo?

Vivemos um tempo em que os valores que poderiam nos nortear estão sendo relativizados ou simplesmente ignorados. O senso de limite se esvai. Vale tudo. Vale passar por cima, mentir, manipular, calar a verdade. Não se teme mais nada. Deus virou personagem secundário, quando não uma figura descartável. A vida após a morte? Bobagem. Coisa de gente ingênua ou "sem estudo", como ouço por aí.

Mas e se estivermos errados? E se essa busca desenfreada por vencer for, na verdade, uma corrida rumo ao abismo? Seremos todos kamikazes modernos, detonando a própria vida em nome de uma vaidade que, no fim, não salva, não cura e não permanece.

Talvez perder, às vezes, seja a melhor saída. Perder para si mesmo, para o orgulho, para o ego. Perder para ganhar em humanidade, em empatia, em compaixão. Porque nem sempre quem chega primeiro vence. Às vezes, a grande vitória está em parar, respirar e deixar o outro passar.

E você? Está mesmo ganhando? Ou só perdendo tempo?


Pedro Cláudio é jornalista e radialista.

 


domingo, 6 de janeiro de 2019

Em tempos de intolerância, o diálogo é a arma dos que ainda acreditam na democracia


Em tempos de intolerância, o diálogo é a arma dos que ainda acreditam na democracia

Por Pedro Claudio Rosa Jornalista, radialista Diácono católico

Vivemos um momento histórico marcado por conflitos de ideias e identidades. Em todo o mundo — especialmente no Brasil e nos Estados Unidos —, o debate sobre o modo de viver em sociedade tem se tornado cada vez mais intenso e polarizado. Questões como desigualdade social, direitos civis, ideologias políticas e liberdade de expressão estão no centro das discussões, muitas vezes mais carregadas de emoção do que de razão.

É natural que, diante de tantas mudanças e incertezas, as pessoas se sintam instigadas a defender suas posições. O problema é quando a defesa de ideias transforma-se em ataque ao outro. A polarização ideológica tem provocado um cenário preocupante de intolerância, em que discordar virou sinônimo de hostilidade. Expressões como "sou de esquerda" ou "sou de direita" têm se tornado rótulos que, em vez de abrir diálogo, selam muros de exclusão e desconfiança.

A sociedade atual parece dividir-se entre espectros ideológicos que, em muitos casos, sequer são plenamente compreendidos. Termos como socialismo, comunismo, globalismo e ideologia de gênero são utilizados, por vezes, sem o devido entendimento de seus significados históricos e teóricos. O debate público torna-se raso, alimentado por paixões e desinformações, ao invés de ser baseado em estudo, escuta e reflexão.

Nesse contexto, é urgente resgatar a importância do diálogo. Em tempos de intolerância, os verdadeiros tolerantes devem agir com inteligência, disposição e equilíbrio. Nunca com imposição. A convivência democrática exige escuta ativa: observar o outro sem filtros ideológicos, tentar entender suas motivações, analisar os contextos. Só então é possível formar um julgamento justo — não para combater o outro como inimigo, mas para compreender que a diferença de opinião é parte essencial da vida em sociedade.

Julgar não deve ser um ato automático, e sim um processo fundamentado na empatia e no discernimento. Ações precipitadas, ofensas nas redes sociais e atitudes de desdém não constroem pontes. Ao contrário, reforçam abismos.

A pergunta que se impõe a cada cidadão é: como me comporto diante do diferente? Qual é a minha postura nas redes sociais, no ambiente de trabalho, nas rodas de conversa? Estou contribuindo para uma sociedade mais democrática e justa ou apenas replicando intolerância com novas roupagens?

O momento é desafiador, sim — mas também é oportuno. O desafio está em agir com consciência e sabedoria. O diálogo, ainda que difícil, é a via mais promissora para construir uma sociedade menos agressiva e mais justa. É preciso, mais do que nunca, abandonar o ódio e adotar o respeito. É hora de ouvir, refletir, compreender — e só então agir.

Para quem busca entender melhor o vocabulário político contemporâneo e os conceitos em debate, o G1 publicou uma reportagem útil: Globalismo, ideologia de gênero, politicamente correto: o que significam os termos usados pela equipe de Bolsonaro.

O conhecimento é a base do diálogo — e o diálogo, a ponte para o respeito mútuo.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

2018 Por onde caminha a humanidade?


Iporá, 17 de setembro de 2018

Diácono Pedro Claudio — Opinião

 

Para onde caminha a humanidade?

 

Essa pergunta já foi tema de livros, debates acadêmicos, conteúdo escolar, rodas de conversa e até oração. No entanto, responder a ela segue sendo um desafio, pois a cada dia somos confrontados com a instabilidade e os conflitos que habitam o próprio ser humano. Definitivamente, somos seres conflituosos — e nem precisamos de teses ou estatísticas para enxergar isso. Basta observar a realidade ao nosso redor, nesse tempo presente, para perceber o quanto somos vulneráveis diante de visões de mundo cada vez mais divergentes. E, sobretudo, o quanto somos influenciáveis.

 

Voltemos a 1789. A Revolução Francesa rompeu com uma sociedade piramidal e opressora, aboliu privilégios e anunciou os ideais de Liberté, Égalité, Fraternité — liberdade, igualdade e fraternidade para todos. Um novo mundo parecia possível. Mas bastou o poder mudar de mãos para os ideais se dissiparem. Os líderes se dispersaram, as promessas se esvaziaram. E embora o mundo não tenha voltado a ser como era, tampouco seguiu o rumo sonhado. O mesmo se repete, sob outras roupagens, até os dias de hoje.

 

Em 2018, ano de mais uma eleição no Brasil, vemos repetir-se a mesma lógica: discursos inflamados em defesa da democracia, da justiça social, de um salário digno. Mas, quando o poder é alcançado, muitos se esquecem das promessas. Como dizia minha mãe: “Bobo quando nunca comeu melado, quando vai comer se lambuza”. O poder, quando mal exercido, embriaga e corrompe. Os justiceiros de ontem empunham o mesmo chicote de seus opressores — e começam a bater. Trocam-se os personagens, mas o enredo é o mesmo: “farinha do mesmo saco”.

 

A história recente do Brasil carrega marcas profundas da ditadura militar: vidas ceifadas, torturas, censura, exílios e suicídios. A esperança era de que esse capítulo tivesse sido superado. Que não mais se ouviria falar em AI-5. Mas foi um ledo engano. O chicote apenas trocou de mãos — e continua a ser usado.

 

A verdade é que a humanidade caminha entre contradições. O pensamento e o agir humano, muitas vezes, fogem à lógica. Como num jogo de futebol, como dizia o saudoso técnico Arnor Teodoro: “O jogo é jogado e o lambari é pescado”. Nada é garantido. Tudo é incerto.

 

Vejamos: há cristãos empunhando a bandeira do algoz de Cristo. Defensores da vida que clamam pela morte de seus semelhantes em nome da segurança ou da propriedade. E o fazem com convicção. Falam de ética, mas propõem o aborto. Falam de justiça, mas defendem a pena de morte. A incoerência virou regra, não exceção.

 

Nos anos 70, Tião Carreiro e Pardinho já cantavam:

"Onde é que nós estamos, ô meu Deus, tem dó da gente,

Mundo velho já deu, flor carunchou toda a semente,

Virou um rolo de cobra, serpente engole serpente,

Quem vive lesando a pátria dando pulo de contente,

E o pobre trabalhador é o escravo na corrente."

 

E assim segue a humanidade, com suas ilusões e quedas, com sua fé e contradições. É por isso que, diante de tanta incerteza, justifica-se ainda hoje o apelo contido em uma das mais antigas orações cristãs. Que nossa esperança não se perca. Que nossa fé, ainda que provada, siga firme:

 

Salve Rainha

 

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus,

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


domingo, 12 de novembro de 2017

AGONIA DO POVO, BRASIL, BRASILEIRO!



Num país onde a corrupção corre solta, onde a indignação da maioria do povo não é capaz de promover a recuperação do dano causado aos cofres públicos, onde a descoberta do crime não se transforma em punição, mas em benesses — como prisão domiciliar em mansões ou privilégios em prisões, com conforto de boa alimentação, entretenimento, banho de sol e coleguismo com os outros encarcerados —, não se pode levar nada a sério.

Um país onde o trabalhador paga o pato pelos crimes do colarinho branco, com leis severas criadas para beneficiar os ricos; um país onde se paga pela aposentadoria e talvez nunca se tenha direito a ela; um país onde os pobres são tratados com desdém nas filas de hospitais — aqui, não existe seriedade, nem esperança!

Aqui, igrejas, em nome de Deus, exploram o povo, constroem grandes templos, garantem conforto a quem deveria apenas servir e, em nome da liberdade religiosa, permite-se enganar o próximo, pois nunca haverá punição.

Aqui, na terra do faz de conta, a transparência é turva, a torpeza é garantia de futuro, o grito não ecoa, a fé engana e a vida vale apenas a bala da arma ou a sujeira da faca.

Revolução... Pra quê? Revoltar-se... pra quê? Recorrer a quem?

Aqui, os salvadores da pátria são algozes, os heróis são vilões, os santos são demonizados, e os sonhos, pesadelos!

Despertar-se, jamais! Acordar?... Não existe esperança na terra de ninguém. Aqui, a vida está sempre por um vintém. Aqui é terra de ninguém.

Pedro Claudio Rosa
Um ninguém na multidão
Iporá, Goiás, 12 de novembro de 2017


Se quiser, também posso sugerir uma versão ainda mais refinada para publicação formal ou literária. Gostaria?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

2017 - A educação vai transformar Iporá! polo de Educação já é realidade FAI anuncia odonto e medicina.

Prof. José Junior Diretor do IF Goiano Iporá

Iporá se consolida como polo regional de ensino superior e transforma cenário educacional no Oeste Goiano

Por Pedro Claudio | Iporá News

Iporá vive um novo tempo na educação. Reconhecida como polo regional de ensino superior, a cidade concentra atualmente importantes instituições de formação acadêmica que têm ampliado o acesso ao conhecimento e transformado a realidade de centenas de jovens do Oeste Goiano.

Com unidades da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), além dos polos da UNIP (Universidade Paulista), Unopar (Universidade do Paraná), Anhanguera de Goiânia e da FAI (Faculdade de Iporá), a cidade oferece diversas opções de cursos superiores, permitindo que muitos estudantes permaneçam na região para realizar seus estudos, sem a necessidade de migrarem para os grandes centros urbanos — embora essa realidade ainda ocorra em alguns casos.


Professor Fonseca,- Diretor da FAI com Duílio Siqueira vice Prefeito
Prof. Valdir Specian diretor da UEG

Entre as instituições que mais se destacam está a Faculdade de Iporá (FAI), que completou em 2017 uma década de existência. Fundada pelos professores Fonseca e Dina, a FAI começou sua história com apenas dois cursos — Administração e Ciências Contábeis — e 120 alunos. Hoje, oferece 15 cursos de graduação nas áreas de saúde, humanas, exatas e sociais, incluindo Psicologia, Farmácia, Enfermagem, Engenharia Civil, Direito, Pedagogia, entre outros. Os cursos são todos autorizados, reconhecidos e bem avaliados pelo Ministério da Educação (MEC). Para os próximos anos, a faculdade planeja expandir ainda mais, com a criação dos cursos de Odontologia e, possivelmente, de Medicina a partir de 2019.

Apesar do crescimento, o professor Fonseca admite que a FAI enfrenta desafios financeiros. A instituição depende, em parte, de políticas públicas de fomento ao ensino superior, como o FIES, programa do Governo Federal que nos últimos anos teve parcelas em atraso, o que afetou diretamente o caixa da faculdade. Atualmente, a instituição conta também com bolsas da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e luta pelo apoio de políticas municipais, mesmo sabendo que o ensino superior não é responsabilidade direta do município.

Mesmo assim, Fonseca destaca que a FAI já gera 120 empregos diretos em Iporá, reforçando a importância do ensino superior como motor de desenvolvimento social e econômico local.

Com o fortalecimento das instituições de ensino, Iporá transforma seu perfil: de cidade interiorana para centro irradiador de educação, oportunidades e formação profissional. Este avanço representa também um novo desafio para outros setores sociais, como a política, os meios de comunicação e as igrejas, que precisam se atualizar frente a uma população cada vez mais instruída e exigente.

A cidade que já formou gerações de professores pela UEG agora forma profissionais das mais diversas áreas, moldando uma nova realidade para Iporá e sua região. A educação está em movimento, e Iporá é, hoje, protagonista dessa transformação.

 


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Guerra do bem contra o mal: Governo lança pacote de benefícios.

Raquel Teixeira e Marconi Perilo (foto divulgação SEDUC)
Interessante o jogo de interesse, cada um defende o seu lado, o importante é que tem alguém agindo, o difícil é nós pobres mortais fazermos as leituras nas entrelinhas de tudo. Mas valos lá!

O Governo de Goiás descobriu as redes sociais, além do bom uso que fazem do rádio e da TV, na mais recente publicação via facebook  temos a seguinte notícia.

Da parte do Governo vem a notícia de que está sendo editado um pacote de benefícios da educação, e falam que é o maior pacote de benefícios na educação que goiás já viu. O porta voz dessa notícia marketing do Governo é a Secretária de Educação Raquel Teixeira, diz ela “ É tanta coisa boa que fica até difícil falar, mas precisamos compartilhar com vocês essa alegria, além de deixar o nosso muito obrigado a todos que acreditaram que conseguiríamos trazer reais melhorias na educação de Goiás. Dá só uma olhada:  Reajuste para professores efetivos de 7,64%, de 34% para temporários e 21% para os servidores administrativos, vale-alimentação de R$500 reais para todos os servidores da educação (efetivos, temporários e comissionados), gratificação por dedicação nas escolas em tempo integral, aumento de 20% na merenda e de 58% no Proescola. E isso é só o começo. Tudo isso é uma reafirmação do compromisso de priorizar a educação no nosso Estado, colocando Goiás no topo quando o assunto é Ensino Público de qualidade.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Porque Iporá faz romaria?

Estamos em romaria, estamos em viagem rumo a um mundo revelado por Deus nas sagradas escrituras pela vida do povo, pela tradição que perpassa o tempo, de geração em geração. 

O caminhar Cristão é constante, a romaria acontece todos os dias de nossa existência terrena, e nesses dias, 19 de abril a 24 de maio, fazemos memória de nossa história em oração, que a exemplo de Maria, a mãe de Jesus, nos permite refletir sobre as nossas opções de vida.

Em Iporá, como em todo o mundo cristão, Maria é amada, venerada, como àquela que se permitiu ser o sacrário vivo de Deus. Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra Lc 1,38, com esse sim, Maria nos permitiu ver Deus na forma humana, por meio de uma família.

Adicionar legenda
 Aí destacamos também a figura de José, àquele que se permitiu deixar de lado o orgulho, a vaidade para aceitar ver sua santa prometida em casamento se tornar mãe da humanidade de Deus. Mt,1,20-21 Enquanto José pensava nisso, o anjo do senhor lhe apareceu em sonho, e disse: “José, filho de Davi, não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você lhe dará o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos pecados.”. 

É por este motivo que estamos em romaria, porque Jesus nos foi mostrado, o caminho nos foi aberto, as opções nos foram postas. Quem quiser acreditar que siga.





A Festa deste ano tem a coordenação geral do Movimento de Cursilho, um grupo da igreja católica que tem em sua premissa o ato de Evangelizar os ambientes, e a temática escolhida foi: Feliz de Ti que acreditastes, e a cada momento desses 36 dias iniciado em 19 de abril, somos chamados à reflexão, a um olhar para Maria, com amor,ternura, agradecimento e fé, porque Jesus nos mandou acreditar. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Rádio sucesso em Iporá, atende o gosto popular conquista audiência.

João Izá recebe comerciante
As rádios Felicidade FM e Rio Claro 760 AM de Iporá Goiás, são  emissoras da Fundação Dom Stanislau Van Melis, entidade mantida pela igreja Católica,  diocese São Luís de Montes Belos e que mantém viva as tradições culturais de todo o povo da região Oeste de Goiás.

Essas emissoras procuram ter uma participação ativa na vida da comunidade, priorizam a evangelização com espaço aberto para as transmissões religiosas, mensagens bíblicas e reflexões, tudo para levar o ouvinte a pensar a sua vida,  tendo como ponto norteador a Palavra de Deus. 

Evangelizar é também ter presença firme e forte no seio da sociedade, é se comportar com uma visão crítica nas coberturas jornalísticas, seja política, seja eventos sociais e nos movimentos cotidiano do povo, isso, sem partidarismo, sem paixão, mas com o retrato da realidade, o que for será, essas emissoras não empunham bandeira. 

Uender Gomes locutor/operador deu áudio
Essa tem sido a marca das rádios Felicidade FM e Rio Claro AM, que no meio do povo nunca esquece as preferencias dos ouvintes, não vira as costas para aquilo que o ouvinte pede, por isso, transmite futebol, paixão nacional, por isso, insere em sua programação músicas que o povo gosta, sucesso de momento, músicas que estão no gosto popular, e entre elas, músicas com forte teor religioso. Certamente é por isso que essas emissoras tem a preferencia do público ouvinte e conquista confiança de toda uma população ao longo de muitos anos.

Romildo Silva, desperta a população as 5h
A programação da rádio Rio Claro por exemplo, com raras exceções, é fruto de uma pesquisa de opinião liderada por um profissional capacitado, Eronides Guimarães Filho, que criou a estrutura principal existente hoje, salvo algumas mudanças ocorridas depois, mas tomou-se o cuidado de não afetar a intenção inicial. Entendemos que audiência se conquista, não com imposição, com ideias de nossa cabeça, mas ouvindo o povo, nada goela abaixo tem efeito positivo e vida longa.

As emissoras dirigida pelo diácono Carlos Alberto, tem mantida essa programação, trabalhando de encontro com os anseios do povo, o que tem garantido credibilidade, aceitação da população, conservado a audiencia, mesmo em meio a tantas adversidades, que a modernidade oferta.



Que Deus nos guie, para que nunca nos distanciemos do povo, motivo de nossa existência!


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Construir a história na modernidade, um desafio imenso.

O sol claro também pode nos cegar
Você já pensou sobre a importância das mensagens que deixa nas redes sociais? nas mensagens que assina ao compartilhar?  Vamos refletir um pouco, a partir de nosso próprio pensar.

Escrever o cotidiano do povo, contar a história, registrar a realidade é prestar serviços às gerações, mas distorcer, mentir, omitir, inventar, dar rumo aos fatos segundo a sua visão é matar o futuro.

Nuvens escuras separam realidade
Existem cronistas raivosos, interesseiros, que só veem o lado negativo, ou que não querem se comprometer, são água com açúcar para todos, uma auto proteção, esses não sabem o mal que fazem, e estamos cheios desses tipos.  Alguns cronistas de plantão tentam adivinhar, profetizar segundo a sua vontade, isso é trair a realidade, criar fantasias. Existem também os que relatam o que veem mas são traídos pela miopia, são bem intencionados, não deturpam a bel prazer ou para se auto proteger mas não sabem o que fazem brincam com tudo, são descompromissados, e existem também os que são técnicos, céticos, não permitem influencias, guiam-se por aquilo que testemunham. Esses, acredito, são poucos, mas eles existem, o difícil é identifica-los.

É com essa opinião sobre os tempos modernos, onde todos são imprensa, também sobre os profissionais que atuam no mercado é que faço um alerta: cuidado com o que escutam, com o que leiam; cuidado com as redes sociais, cuidado com as opiniões alheias, guiem-se por caminhos tortos, mas nunca se perca no labirinto da vida.

Digo mais ainda, cuidado com o que a gente mesmo escreve, podemos condenar, ser julgadores com sentenças prontas, podemos nos enganar e enganar os outros. Se temos o livre arbítrio, para descrever fatos, que tenhamos atenção, mesmo quando somos testemunhas oculares, a miopia pode levar a caminhos estranhos e sem volta, pode nos levar a um abismo profundo.

O cuidado com as notícias dever ser constante, nesta semana,26 de janeiro, o G1 noticiou que  o Google excluiu 200 sites de seu serviço de publicidade por inserir notícias falsas. Segundo a nota,essa atitude faz parte do esforço para combater a proliferação de notícias falsas. Foram descobertos 550 sites suspeitos de apresentar conteúdo enganoso para seus usuários, desses 340 sofreram alguma forma e punição. 

Que tenhamos cronistas construtores da paz, da harmonia, que relatam a realidade nua e crua mas que saibam enxergar nas entrelinhas uma luz que acenda a esperança, que nos leve a um mundo melhor a todos.

Pedro Claudio Rosa de Iporá Goiás