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sábado, 2 de maio de 2020
Para manter a democracia é preciso ter, coragem, A QUEM DIGA e dinheiro. Será?.
sábado, 14 de setembro de 2019
Brasil em chamas: entre a crise ambiental e o colapso moral

Por Pedro Claudio Rosa –
Licenciado em História, Jornalista, Radialista e Diácono Permanente na Igreja
Católica Apostólica Romana
Vivemos tempos difíceis
em todo o Brasil. Não bastasse a instabilidade política, a polarização
ideológica, as reformas controversas — trabalhista, previdenciária —, e os
escândalos que abalaram as instituições, como a Lava Jato e a Vaza Jato, o país
ainda enfrenta um cenário alarmante de devastação ambiental. É fogo por todos
os lados. Os meses de julho, agosto e setembro de 2019, no pleno século XXI,
registraram uma onda de incêndios que consumiram grandes áreas do Cerrado, da
Mata Atlântica e da Amazônia. A fauna e a flora sofrem; os rios secam. O país
arde em chamas — literal e simbolicamente.
Em meio ao caos, até a
rádio, meio de comunicação considerado por muitos obsoleto, transmite o clamor
desesperado de líderes indígenas pela proteção dos Caiapós e de outras
comunidades ameaçadas. A situação remete àqueles tempos antigos em que, na
ausência de explicações científicas, buscava-se sentido nos desígnios divinos.
Se estivéssemos na Idade Média, talvez tudo isso fosse visto como um castigo de
Deus pelos pecados da humanidade.
Mas hoje, os estudiosos
apontam causas bem mais concretas: o tempo seco, a ganância desmedida, o avanço
descontrolado do agronegócio e o uso político do fogo, inclusive como
instrumento de pressão e desestabilização. Fato é que o ser humano — esse ser
racional — parece ter abdicado da razão. Vivemos um tempo em que a ignorância
veste capa de convicção, e o individualismo se sobrepõe ao bem comum.
Recordo com saudade dos
tempos da minha infância, nas décadas de 70 e 80, quando a fé popular era forte
nesta região. Via minha mãe, Luzia Joaquina Rosa, rezar ao pé do cruzeiro, com
flores e água, pedindo chuva. E a chuva vinha. Hoje, parece que perdemos até a
fé. Acumulamos diplomas, debatemos teologia, discutimos política, mas
esquecemos de amar, de cuidar, de viver com compaixão.
A polarização nos
fragmenta. Ser de direita ou de esquerda virou rótulo de guerra. Uns defendem o
crescimento econômico e a propriedade privada, outros os direitos humanos e a
igualdade social. Mas ninguém parece disposto a enxergar que estamos todos no mesmo
barco — e que ele está fazendo água. Em vez de unirmos esforços para salvar o
que resta, preferimos discutir quem tem razão, enquanto afundamos.
Falta-nos inteligência
emocional e espiritual para compreender a gravidade da situação. Falta-nos
humildade para reconhecer erros e coragem para mudar. Falta-nos fé — não apenas
religiosa, mas fé no ser humano, no coletivo, na esperança.
Talvez seja hora de rezar
mais. A oração pode não mudar o clima de imediato, mas pode mudar corações. E
corações transformados são capazes de atitudes novas. Oremos, sim — mas também
plantemos, cuidemos, eduquemos, escutemos.
Porque, do jeito que
vamos, só nos restará o vazio de uma terra arrasada e o eco de nossas próprias
escolhas. E que Deus tenha piedade de nós.
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Morte na G0 060, no período de emergência decretado pelo Governo.

O que causa estranheza é o silencio do governo para essa situação, não se fala em como será a recuperação, reconstrução da ponte, obra iniciada e parada. O decreto de emergência serviu pra quê?
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
2019 Mineração é um cavalo de Tróia para as cidades.
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Jarbas Vieira - MAM |
Rede Diocesana alerta:
mineração pode representar riscos para comunidades locais
Por Pedro Claudio
A Rede Diocesana de
Rádio, atenta aos fatos que impactam a vida da população, reforça seu papel de
conscientização e reflexão crítica sobre temas que muitas vezes chegam à
sociedade de forma distorcida ou superficial. Um desses temas, que ganha
destaque, é a mineração — atividade cercada de promessas de progresso,
mas que pode esconder graves consequências sociais e ambientais.
O que para muitos
municípios parece um atalho para o desenvolvimento econômico, pode se revelar
um verdadeiro “fogo de palha”: brilha intensamente no início, mas logo se
apaga, deixando apenas cinzas e prejuízos. Essa é a avaliação de Jarbas
Vieira, representante do Movimento Pela Soberania Popular na Mineração
(MAM), organização que atua desde 2002 junto às comunidades afetadas por
empreendimentos minerários no Brasil.
O caso de Iporá: alívio
disfarçado
Em meados dos anos 2000,
a cidade de Iporá, no Oeste de Goiás, chegou a vislumbrar a instalação
de um projeto de exploração de níquel, o que trouxe expectativas de
geração de empregos e aquecimento econômico. No entanto, com a crise financeira
global de 2008, o projeto foi interrompido — e hoje, para especialistas, como o
professor Valdir Specian, geógrafo da UEG de Iporá, essa “frustração”
pode ter sido uma sorte disfarçada.
Segundo o professor, o
município escapou de uma série de impactos que costumam acompanhar esse tipo de
atividade, e que são observados em dezenas de outras cidades do país.
Efeitos colaterais da
mineração
Jarbas Vieira explica que
a chegada de grandes projetos minerários altera profundamente a rotina e a
estrutura social dos municípios. “Quando uma mina se instala, vem uma leva de
trabalhadores de várias regiões do país. Isso gera aumento da prostituição, do
consumo de drogas, da violência, da exploração sexual — inclusive de menores —
além de outras formas de degradação social”, afirma.
Para ele, o retorno
financeiro para as cidades é ínfimo frente aos prejuízos. “As comunidades arcam
com as consequências ambientais, como a contaminação das águas e o
desmatamento, e também perdem sua identidade e modo de vida. Tudo isso para
atender a interesses econômicos externos, que nada deixam de legado positivo”.
Panorama nacional:
impacto em 3.500 municípios
Hoje, mais de 2.000
municípios brasileiros recebem a Compensação Financeira pela Exploração
Mineral (CFEM), conhecida como o "royalties da mineração". Além
disso, o MAM estima que outros 1.500 municípios enfrentam a mineração de
forma irregular ou ilegal. Somados, são cerca de 3.500 cidades onde o
extrativismo mineral está presente.
O Brasil concentra 92%
da sua mineração legalizada em apenas três estados: Minas Gerais, Goiás
e Pará, com 62 municípios abrigando as maiores operações minerárias. Apesar
da magnitude econômica, o impacto real sobre as comunidades locais é motivo de
grande preocupação.
Consciência e resistência
Organizado em 13
estados brasileiros, o MAM atua com ações concretas para ampliar o debate
sobre os direitos das populações locais e os limites da mineração predatória. A
proposta do movimento é que a atividade mineral seja repensada com base na
soberania popular, respeitando os limites ambientais e sociais de cada
território.
A Rede Diocesana de Rádio
reforça: informar é essencial. Só com conhecimento e participação social será
possível construir uma sociedade que não troque sua saúde, sua água e sua
dignidade por promessas passageiras de crescimento.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Iporá Goiás - Lançado projeto de revitalização da Cachoeirinha.
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CPMG no Parque |
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Cachoeirinha Iporá Goiás |
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Alunos CPMG em ação |
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
IPORÁ GOIÁS - Combate ao câncer encontra forças para confraternizar
Não há espaço para a tristeza onde impera a fé

Iporá Goiás - Colégio Militar sai as ruas para lembrar o nascimento de Jesus.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Iporá Goiás - Rede de proteção ao idoso, é preciso garantir a aplicação da lei que gera qualidade de vida.

Promotor Cauê Ponce
A Constituição Federal, o Estatuto do Idoso de 2003 amparam essa numerosa parcela da sociedade, agora o desafio da rede é transformar em realidade na vida prática o que está escrito, mas essa não é uma tarefa fácil.

Juiz Samuel


terça-feira, 20 de novembro de 2018
Dindim para trabalhadores o pagamento Abono Salarial ano-base 2017

Assessoria de imprensa
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