quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Aumento do orçamento de Iporá reacende debate sobre aplicação dos recursos públicos

 


Foto: Professor Paulo Alves 

As gestões públicas geralmente iniciam o ano com planejamento e definição do orçamento. As prefeituras elaboram a Lei Orçamentária Anual (LOA), que é enviada ao Poder Legislativo. Esse instrumento define quanto o município pretende arrecadar ao longo do ano e estabelece onde e como os recursos públicos serão aplicados. Trata-se de uma lei fundamental para o funcionamento da administração pública.

A explicação é do professor Paulo Alves, da rede estadual de ensino, graduado em Gestão Pública e com experiência de dois mandatos como vereador em Iporá. Ele chama a atenção para a importância que a sociedade deve dar à Lei Orçamentária, por se tratar do principal planejamento financeiro do município.

Em relação a Iporá, Paulo Alves informa que o orçamento municipal para o ano de 2026 é de R$ 207.068.887,09 (duzentos e sete milhões, sessenta e oito mil, oitocentos e oitenta e sete reais e nove centavos). O orçamento entra em vigor em 1º de janeiro e segue até 31 de dezembro. Segundo sua análise, houve um acréscimo significativo em comparação com o ano anterior, quando o orçamento foi de aproximadamente R$ 166 milhões.

De acordo com o professor, o valor é calculado com base na média da arrecadação dos últimos anos, o que demonstra, segundo ele, que a arrecadação do município de Iporá está em crescimento. “Temos mais dinheiro em caixa”, afirma. Com esse argumento, Paulo Alves defende que não se justificam atrasos no pagamento de servidores públicos municipais ou a interrupção de serviços essenciais.

Ele alerta ainda que a sociedade deve acompanhar de perto a execução do orçamento, especialmente os vereadores, que têm a responsabilidade constitucional de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos. O montante de R$ 207 milhões representa uma média aproximada de R$ 17 milhões por mês. “Não dá para fazer tudo o que o município precisa, mas dá para fazer muita coisa”, avalia.

Paulo Alves também defende a adoção do orçamento participativo, modelo que envolve a sociedade e os segmentos organizados na discussão da elaboração e, principalmente, da execução do orçamento, priorizando as reais necessidades da população. Segundo ele, esse mecanismo fortalece a fiscalização e contribui para a aplicação correta dos recursos públicos, atendendo aos anseios da comunidade.