Salário
milionário na Seleção: técnico pode receber mais de R$ 170 mil por dia; de onde
sai o dinheiro da CBF?
Por Pedro Claudio em 24 de fevereiro de 2026
Por curiosidade, pesquisei notícias publicadas na imprensa e, com o apoio da inteligência artificial, desenvolvi este texto.
A curiosidade que me moveu pode ser a mesma de muitos leitores: entender números, contrastes e escolhas que cercam o futebol brasileiro. Mais do que simples curiosidade, trata-se de uma inquietação com viés social.
A matéria não tem a intenção de desmerecer profissionais ou instituições, mas de provocar reflexão. Em um país marcado por profundas desigualdades, comparar cifras milionárias com a realidade da maioria da população é um exercício legítimo de jornalismo e cidadania.
Leia, reflita e tire suas próprias conclusões.
O técnico
da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, tem um dos maiores salários do
futebol mundial entre comandantes de seleções nacionais. O contrato atual prevê
vencimentos de cerca de 10 milhões de euros por ano, o equivalente a
aproximadamente R$ 63 milhões anuais.
Na
prática, isso significa:
- R$ 5,3 milhões por mês
- Cerca de R$ 173 mil por
dia
- Aproximadamente R$ 7,2
mil por hora
Além do
salário fixo, o contrato prevê um bônus de 5 milhões de euros (cerca de R$
31,7 milhões) caso o Brasil conquiste a Copa do Mundo de 2026. A
Confederação também negocia a renovação do vínculo até 2030, mantendo bases
salariais semelhantes, com ajustes em metas e premiações.
De onde sai o dinheiro?
O salário
é pago pela Confederação Brasileira de Futebol, entidade privada
responsável pela gestão do futebol no país. A CBF não utiliza recursos do
governo federal para custear salários da comissão técnica.
As
principais fontes de receita da entidade são:
Venda de
direitos de jogos da Seleção e competições organizadas pela CBF para emissoras
de televisão e plataformas digitais.
Grandes
empresas patrocinam a Seleção Brasileira, pagando valores milionários para
expor suas marcas.
Premiações
Valores
pagos pela FIFA por participação e desempenho em competições
internacionais, especialmente Copas do Mundo.
Venda de
ingressos, produtos oficiais e acordos comerciais.
Segundo
balanços divulgados nos últimos anos, a CBF movimenta receitas anuais que
superam a casa do bilhão de reais.
O contraste social
Enquanto
o treinador recebe cerca de R$ 173 mil por dia, o salário mínimo no
Brasil em 2026 é de R$ 1.621,00 por mês. Em termos comparativos, o
técnico ganha em um único dia o equivalente a mais de 100 salários
mínimos mensais.
O
contraste inevitavelmente levanta questionamentos:
- O investimento é justificado
pelo retorno esportivo e financeiro?
- O sucesso da Seleção
movimenta a economia e gera empregos indiretos?
- Ou o distanciamento entre a
realidade do torcedor e os valores pagos ao futebol de elite provoca
desconexão?
Há motivo para torcer?
Historicamente,
o desempenho da Seleção impacta diretamente receitas publicitárias, consumo e
mobilização popular. Um título mundial amplia contratos, atrai investimentos e
fortalece a marca do futebol brasileiro.
Por outro
lado, em um país de profundas desigualdades sociais, os números chamam atenção
e alimentam debates sobre prioridades e valores.
No fim, a
pergunta permanece no ar:
entre cifras milionárias e paixão nacional, o torcedor comum ainda encontra
motivo para torcer?