Hoje é Domingo, Pé de Cachimbo
Por Pedro Cláudio
Neste domingo, 14 de junho, bateu uma saudade daqueles tempos em que a infância era vivida nas ruas, nos quintais e nas calçadas. Uma época em que não existiam internet, redes sociais, celulares ou jogos eletrônicos. A diversão nascia da criatividade, das amizades e das brincadeiras simples que marcaram gerações.
Lembrei-me de uma parlenda folclórica muito conhecida:
Hoje é domingo,
pé de cachimbo.
O cachimbo é de ouro,
bate no touro.
O touro é valente,
bate na gente.
A gente é fraca,
cai no buraco.
O buraco é fundo,
acabou-se o mundo.
Quem cresceu ouvindo esses versos certamente sorri ao recordá-los. Eram palavras passadas de criança para criança, de pais para filhos, preservando uma cultura popular rica e espontânea.
Também vieram à memória brincadeiras que hoje quase desapareceram. Uma delas era o famoso "passar o anel", quando a expectativa tomava conta de todos para descobrir quem estava com o objeto escondido entre as mãos. Outra era a tradicional roda da "Ciranda, Cirandinha", que reunia crianças em cantorias e movimentos simples, mas cheios de alegria.
As lembranças mostram como o tempo passa. As gerações mudam, os costumes se transformam e novas tecnologias ocupam espaço em nossas vidas. Mas a memória tem o poder de guardar momentos especiais e de nos lembrar que a felicidade muitas vezes estava nas coisas mais simples.
Ao recordar essas brincadeiras e cantigas, percebemos que tudo passa na vida. Ficam as histórias, as lembranças e a gratidão por ter vivido um tempo em que a imaginação era a principal tecnologia disponível.
E você, de qual brincadeira da infância sente mais saudade?