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Militar da reserva vítima do transito. |
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Militar da reserva vítima do transito. |
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Foto divulgação |
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Vereadores na Clinica foto: Enio Dionatan |
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Lucimar Moraes foto: Enio Dionatan |
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Advogado defensor Palmestron Cabral. |
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G0 174 - saindo de Diorama Go p/ Montes Claros Go |
Foto: G0 060 próximo a Iporá Go |
Iporá, 17 de setembro de
2018
Diácono Pedro Claudio —
Opinião
Para onde caminha a
humanidade?
Essa pergunta já foi tema
de livros, debates acadêmicos, conteúdo escolar, rodas de conversa e até
oração. No entanto, responder a ela segue sendo um desafio, pois a cada dia
somos confrontados com a instabilidade e os conflitos que habitam o próprio ser
humano. Definitivamente, somos seres conflituosos — e nem precisamos de teses
ou estatísticas para enxergar isso. Basta observar a realidade ao nosso redor,
nesse tempo presente, para perceber o quanto somos vulneráveis diante de visões
de mundo cada vez mais divergentes. E, sobretudo, o quanto somos
influenciáveis.
Voltemos a 1789. A
Revolução Francesa rompeu com uma sociedade piramidal e opressora, aboliu
privilégios e anunciou os ideais de Liberté, Égalité, Fraternité — liberdade,
igualdade e fraternidade para todos. Um novo mundo parecia possível. Mas bastou
o poder mudar de mãos para os ideais se dissiparem. Os líderes se dispersaram,
as promessas se esvaziaram. E embora o mundo não tenha voltado a ser como era,
tampouco seguiu o rumo sonhado. O mesmo se repete, sob outras roupagens, até os
dias de hoje.
Em 2018, ano de mais uma
eleição no Brasil, vemos repetir-se a mesma lógica: discursos inflamados em
defesa da democracia, da justiça social, de um salário digno. Mas, quando o
poder é alcançado, muitos se esquecem das promessas. Como dizia minha mãe: “Bobo
quando nunca comeu melado, quando vai comer se lambuza”. O poder, quando mal
exercido, embriaga e corrompe. Os justiceiros de ontem empunham o mesmo chicote
de seus opressores — e começam a bater. Trocam-se os personagens, mas o enredo
é o mesmo: “farinha do mesmo saco”.
A história recente do
Brasil carrega marcas profundas da ditadura militar: vidas ceifadas, torturas,
censura, exílios e suicídios. A esperança era de que esse capítulo tivesse sido
superado. Que não mais se ouviria falar em AI-5. Mas foi um ledo engano. O
chicote apenas trocou de mãos — e continua a ser usado.
A verdade é que a
humanidade caminha entre contradições. O pensamento e o agir humano, muitas
vezes, fogem à lógica. Como num jogo de futebol, como dizia o saudoso técnico
Arnor Teodoro: “O jogo é jogado e o lambari é pescado”. Nada é garantido. Tudo
é incerto.
Vejamos: há cristãos
empunhando a bandeira do algoz de Cristo. Defensores da vida que clamam pela
morte de seus semelhantes em nome da segurança ou da propriedade. E o fazem com
convicção. Falam de ética, mas propõem o aborto. Falam de justiça, mas defendem
a pena de morte. A incoerência virou regra, não exceção.
Nos anos 70, Tião
Carreiro e Pardinho já cantavam:
"Onde é que nós
estamos, ô meu Deus, tem dó da gente,
Mundo velho já deu, flor
carunchou toda a semente,
Virou um rolo de cobra,
serpente engole serpente,
Quem vive lesando a
pátria dando pulo de contente,
E o pobre trabalhador é o
escravo na corrente."
E assim segue a
humanidade, com suas ilusões e quedas, com sua fé e contradições. É por isso
que, diante de tanta incerteza, justifica-se ainda hoje o apelo contido em uma
das mais antigas orações cristãs. Que nossa esperança não se perca. Que nossa
fé, ainda que provada, siga firme:
Salve Rainha
Salve, Rainha, Mãe de
misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os
degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de
lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós
volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso
ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, santa Mãe
de Deus,
Para que sejamos dignos
das promessas de Cristo.
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Atletas de Jesus, alegria contagiante em 20 anos. |
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Coordenador Mauro e esposa na Celebração |
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grupo de mulheres abraçam a causa em atletas de Jesus |
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Prof. Magno, Ms Vanderlan, Secr. Haiyzza e ms Favorito. |
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Psicóloga e sexóloga Paula Mikaelle |
Setembro Amarelo: Região Oeste de Goiás Alerta para Crescente Número de Suicídios
Durante este mês, o Brasil promove a campanha Setembro Amarelo, voltada à conscientização e prevenção do suicídio. Criada em 2014, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a realidade alarmante do suicídio no país e no mundo, além de divulgar formas de prevenção e acolhimento.
Na região Oeste de Goiás, os números reforçam a urgência do tema. Em entrevista às rádios Rio Claro AM e Felicidade FM, o delegado Antônio Machado relatou o caso de um homem de 38 anos que tirou a própria vida em Ivolândia, em agosto de 2018. O caso foi o quarto suicídio registrado na cidade em um período de um ano. Com apenas 2.500 habitantes, o índice é considerado alto. Já em Aurilândia, município com cerca de 3 mil moradores, foram cinco suicídios registrados apenas em 2017.
Cristão e sensível à causa, o delegado afirma que, na rotina policial, procura dar atenção especial a pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, como dependentes químicos, pessoas em crise familiar, deprimidas ou ansiosas. “É necessário estar atento às anormalidades comportamentais e acolher com respeito e humanidade”, declarou.
Machado também revelou que se aprofundou em pesquisas sobre o tema e percebeu que a religiosidade isoladamente não impede o suicídio. Ele cita que mesmo em países de maioria cristã, como no continente americano, os índices são similares aos de nações com outras crenças. “É uma questão muito complexa para se atribuir a uma única causa”, disse, ressaltando a importância de reflexões como as feitas por Dom Carmelo Scampa, bispo da diocese de São Luís de Montes Belos, com quem costuma trocar impressões sobre o tema.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, o que representa uma morte a cada 40 segundos. A taxa global gira em torno de 10,4 óbitos por 100 mil habitantes, e o problema afeta países de todas as culturas, religiões e classes sociais.
A psicóloga e sexóloga Paula Mikaelle, da Clínica Amparo Saúde, em Iporá, esteve nos estúdios das rádios Rio Claro AM e Felicidade FM, no último dia 12 de setembro, para reforçar a importância da campanha. Segundo ela, o suicídio se tornou uma emergência de saúde pública, especialmente em regiões do interior como o Oeste Goiano, onde cresce o número de casos.
Ela ressaltou que o suicídio não escolhe idade, com ocorrências desde jovens até idosos. Casos como o de um adolescente de 15 anos em Diorama, um homem de 38 em Ivolândia e uma idosa de 87 anos em Jaupaci são exemplos da diversidade do público afetado. Para Mikaelle, o isolamento provocado pelo uso excessivo de tecnologia e a falta de conexão emocional entre as pessoas agravam ainda mais o cenário. “É preciso melhorar o acolhimento e prestar atenção especial aos mais vulneráveis, como os depressivos, dependentes químicos e pessoas com transtornos emocionais”, defende.
A professora e pesquisadora Fernanda Zanolli Freitas, da Unesp de Araraquara (SP), também colaborou com a reportagem. Segundo ela, o suicídio é um mal silencioso, muitas vezes imperceptível aos que estão por perto. “Quem pensa em tirar a própria vida nem sempre verbaliza diretamente o desejo, mas pode deixar sinais. O problema é que, ao identificá-los, muitas pessoas fogem da responsabilidade de ajudar, por medo ou despreparo”, alerta.
Especialistas defendem que o Setembro Amarelo deve ir além da conscientização. Ele deve ensinar como agir diante de alguém em sofrimento. “Precisamos de uma sociedade mais empática e disposta a ouvir, sem julgamento, quem está em sofrimento emocional. O silêncio pode ser fatal, mas a escuta pode salvar vidas”, concluem.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando pensamentos suicidas, procure ajuda. Ligue para o CVV – Centro de Valorização da Vida no número 188, disponível 24 horas, gratuitamente, em todo o Brasil.
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Palmestron Cabral - advogado de defesa |
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Rosirene está em prisão domiciliar |
J-GO julgará recurso do
MP contra prisão domiciliar de mulher condenada por matar marido com 40 facadas
O Tribunal de Justiça de
Goiás (TJ-GO) vai julgar, no próximo dia 6 de setembro, às 13h, um recurso do
Ministério Público contra a decisão que concedeu prisão domiciliar a Rosirene
Rodrigues da Silva, condenada por matar o marido com 40 golpes de faca. O crime
ocorreu no Natal de 2016, em Iporá.
Após ser presa, a defesa,
conduzida pelo advogado Palmestron Cabral, solicitou a liberdade da ré. O
pedido foi atendido parcialmente pelo juiz responsável pelo caso, que
determinou a prisão domiciliar — decisão considerada inédita no município. O
Ministério Público recorreu, buscando a revogação do benefício, e agora o caso
será analisado pelo TJ-GO.
O crime
Rosirene Rodrigues da
Silva é apontada como autora do assassinato de Erasmo Silva Gonçalves, de 36
anos. O corpo foi encontrado boiando no Rio Caiapó, nas proximidades da ponte
da GO-221, entre Iporá e Palestina de Goiás, no dia 25 de dezembro de 2016.
A vítima, natural de
Iporá, era trabalhador braçal e residia no bairro Parque das Estrelas. Segundo
familiares e conhecidos, Erasmo era uma pessoa pacata, sem inimizades
conhecidas. Ele deixou dois filhos. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico
Legal e identificado por familiares cinco dias depois, em 30 de dezembro
daquele ano.
O julgamento do recurso
pode resultar no retorno de Rosirene ao regime fechado, caso o Tribunal acate o
pedido do Ministério Público.
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Zé Vaqueiro preso em 2011 |
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Edson Messias presidente do Sindicato |
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Moisés Lemes - ENEL Distribuição Goiás |
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Adailton Leite - Presidente do Sindicato Rural |