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Padre Reginaldo Manzote |
terça-feira, 8 de maio de 2018
Maria é quem nos ensina a viver e a sofrer
sexta-feira, 16 de março de 2018
Crônica – Vamos pensar um pouco?
Crônica – Vamos pensar um pouco?
Por Pedro Cláudio – De Iporá, Goiás
Somos burros de carga.
Não os de quatro patas, mas os de CPF. E o pior: burros contundidos,
machucados, vilipendiados. Vivemos puxando o carro pesado de uma sociedade que
aprendeu a fazer de nós suporte — da elite, do sistema, da fé, dos impostos, do
luxo alheio.
O cidadão comum sempre
sustentou o topo. A pirâmide social não virou de cabeça pra baixo, só ganhou
uma maquiagem. Éramos servos na Idade Média, agora somos “contribuintes”. Antes
o rei mandava cortar cabeças, hoje mandam cortar salários, direitos e esperança.
É a mesma nobreza, só que com crachá e redes sociais.
Vejamos: pagamos impostos
em tudo. No pão, no feijão, na luz, no combustível. Pagamos IPVA para ter
direito a estradas — e, como se não bastasse, ainda enfiaram o pedágio no meio.
“Pra quê?”, você me pergunta. Eu também me pergunto.
Pagamos pela energia e
ainda cobramos de nós mesmos a iluminação pública. Pra quê?
Pagamos por escolas
públicas, mas temos que sustentar colégios militares — a “solução mágica” para
a educação — pagos por você, mantidos pelo Estado. Pra quê?
E, em nome de Jesus,
ainda nos cobram 10% do que ganhamos, o tal dízimo. Dizem que é pra “manter a
obra”. Que obra? Obra de ostentação? Templos monumentais, carros de luxo,
palácios para os “ungidos”? O povo crê, oferta, sofre — e ora pela salvação dos
seus próprios opressores. Pra quê?
Estamos vivendo o replay
mal dublado da Revolução Francesa. Os chicotes mudaram de mão, mas a chibata
segue firme nas costas do povo. Até nossos juízes agora querem
“auxílio-moradia”. Pra quê? Moram em castelos? Será que o aluguel do castelo tá
caro?
A humanidade insiste em
viver esse teatro. Uns poucos no palco, a maioria na plateia — aplaudindo,
pagando o ingresso, e limpando o chão no fim. As cidades já não são mais
invadidas como antes, mas cada cidadão é uma cidade saqueada por dentro. Um
município de carne, com rua chamada “Esperança”, bairro “Dignidade”, ponte
“Oportunidade” — tudo interditado.
A carga é dos pobres.
Sempre foi. E a luta é silenciosa: cada um tentando passar o peso ao ombro do
outro. O rico vive leve, flutua. O pobre sua, mas sorri na selfie. Afinal,
somos racionais, dizem. Mas será que somos mesmo funcionais?
Talvez sejamos apenas...
resilientes. Ou resignados. Ou loucos. Ainda tentando achar lógica num sistema
onde quem carrega o mundo nas costas nunca chega ao topo.
Vamos pensar um pouco?
Um sonho em Goiás : Diorama a Montes Claros: G0 174 um trecho esquecido.
O sonho da região Oeste Goiano, asfalto para G0 174 |
Em nome de Jesus você me serve
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Católicos reunidos em Londrina PR: Igreja deve ser mais atuante nas causas sociais. 14
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14ª Intereclesial Londrina PR |
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Encontro de CBs pede igreja contra desigualdade. |
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Concurso da Prefeitura de Iporá, horário e locais das provas definidos.
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ilustração |
FUNDAMENTAL
|
Agente de Serviços de Higiene e alimentação
Agente de Serviços Gerais
Gari
Agente Comunitário de Saúde
Agente de Combate de Endemias
Agente de Vigilância
Agente de Serviços e Obras Públicas
Eletricista
Motorista
|
Portões
abertos das 14 à 15
|
MÉDIO
|
Técnico em Enfermagem
Administrativo
Auxiliar de Laboratório
Fiscal de Obras e Posturas
Fiscal de Tributos
Fiscal de Vigilância Sanitária
Técnico em Laboratório
Técnico em Radiologia
|
Portões
abertos das 08 à 09
|
SUPERIOR
|
Enfermeiro
Médico
Odontólogo
Assistente Social
Farmacêutico
Fisioterapeuta
Nutricionista
Psicólogo
Profissional da Educação I:
- Educação Física
- Geografia
- História
- Letras
- Pedagogia
Profissional da Educação I:
- Intérprete
- Inclusão
|
Portões
abertos das 13 à 14
|
Iporá Goiás - Duas mulheres presas por crimes violentos
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Médico de sucesso 10 anos de profissão decide ser Padre.
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Foto: Dom Carmelo, diác. Pablo, pais e amigos |
Pablo deixa para trás um consultório montado, excelente rendimento financeiro para viver sem luxo, só pensando em evangelizar, trabalhar para o bem do próximo. Ele mesmo admite que como ser humano, passou e passa por algumas dúvidas e crises mas que nunca deixou a dúvida sobrepor à sua vocação.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
DROGAS O MAL DOS TEMPOS MODERNOS: Jovem reincidente é preso em Iporá
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Imagem da PM |
IPORÁ GO - Comércio sustentáculo da economia, CDL vai buscar união dos comerciantes.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Crônica | A prisão chamada Terra

Crônica | A prisão
chamada Terra
Por Pedro Claudio –
Jornalista, Radialista, estudante de Teologia e História
Imagine duas pessoas
presas em um mesmo espaço. Um local fechado, sem portas, sem janelas. A única
abertura é pequena — por onde chega, todos os dias, uma porção exata de
alimento, suficiente para manter os dois vivos. Nem mais, nem menos. Uma medida
milimetricamente calculada.
Mas há uma regra não
escrita nessa prisão: se um comer mais do que lhe cabe, o outro morre. Simples
assim. Não há reservas, não há estoque, não há misericórdia do tempo. É o
equilíbrio ou o fim. Um excesso de um lado é a escassez do outro.
Agora imagine que essa
prisão é o nosso planeta. A Terra. Esse lugar imenso, onde nos movemos achando
que somos livres, mas estamos todos presos entre o nascer e o morrer. O tempo é
o carcereiro, e a natureza, a única fonte de sustento.
Olhe ao seu redor. Veja o
que você consome. Preste atenção na gordura acumulada, nas sacolas que não
param de chegar, no armário cheio de comida, na conta bancária crescendo como
se isso fosse garantia de alguma eternidade. Está sobrando, não está?
Enquanto isso, nas ruas,
nas periferias, em outros cantos da cidade ou do mundo, há pessoas que sequer
recebem a pequena porção diária. Gente que morre de fome — literalmente —
porque alguém mais decidiu que precisava de mais. Só mais um pouco. Só mais um
luxo. Só mais um exagero.
Somos iguais, feitos da
mesma matéria, filhos do mesmo pó e com o mesmo destino: voltar à terra. Mas
mesmo nessa igualdade biológica, construímos desigualdades brutais. Dividimos o
mundo em castas invisíveis, em muros reais e simbólicos. Criamos a falsa ilusão
de que podemos viver bem enquanto o outro vive mal. E aplaudimos isso.
Nos orgulhamos do que
chamamos de conquistas: "fruto do meu trabalho", dizemos. Mas
esquecemos que muita riqueza nasce do suor dos outros. E, pior: muitos acumulam
não para viver, mas para que sobre. E, quando alguém ousa questionar isso, a
resposta vem com a ira de quem protege um território — “isso é meu!”.
Fazemos do acúmulo um
escudo. Do egoísmo, uma virtude. A cesta básica, o dízimo, a caridade
esporádica nos tranquilizam a consciência — mas não mudam o sistema que permite
que uns tenham muito enquanto outros não têm nada.
Vivemos, no fundo, como
se essa prisão chamada Terra fosse um espaço de disputa e não de convivência.
Como se a sobrevivência de um fosse indiferente à morte do outro. Mas o
equilíbrio — lembre-se — é o que mantém os dois vivos. Quando um cai, a
estrutura toda balança.
Talvez ainda haja tempo
para mudar. Talvez ainda possamos reaprender a dividir. A viver com o
suficiente. A entender que o que nos sobra pode ser o que falta a alguém. E
que, no final das contas, ninguém sai vivo da prisão — mas é possível sair com
dignidade.
Porque, afinal,
humanidade não se mede pelo que se tem. Mas pelo quanto se reparte.
Crônica | A prisão
chamada Terra
Por Pedro Claudio –
Jornalista, Radialista, estudante de Teologia e História
Imagine duas pessoas
presas em um mesmo espaço. Um local fechado, sem portas, sem janelas. A única
abertura é pequena — por onde chega, todos os dias, uma porção exata de
alimento, suficiente para manter os dois vivos. Nem mais, nem menos. Uma medida
milimetricamente calculada.
Mas há uma regra não
escrita nessa prisão: se um comer mais do que lhe cabe, o outro morre. Simples
assim. Não há reservas, não há estoque, não há misericórdia do tempo. É o
equilíbrio ou o fim. Um excesso de um lado é a escassez do outro.
Agora imagine que essa
prisão é o nosso planeta. A Terra. Esse lugar imenso, onde nos movemos achando
que somos livres, mas estamos todos presos entre o nascer e o morrer. O tempo é
o carcereiro, e a natureza, a única fonte de sustento.
Olhe ao seu redor. Veja o
que você consome. Preste atenção na gordura acumulada, nas sacolas que não
param de chegar, no armário cheio de comida, na conta bancária crescendo como
se isso fosse garantia de alguma eternidade. Está sobrando, não está?
Enquanto isso, nas ruas,
nas periferias, em outros cantos da cidade ou do mundo, há pessoas que sequer
recebem a pequena porção diária. Gente que morre de fome — literalmente —
porque alguém mais decidiu que precisava de mais. Só mais um pouco. Só mais um
luxo. Só mais um exagero.
Somos iguais, feitos da
mesma matéria, filhos do mesmo pó e com o mesmo destino: voltar à terra. Mas
mesmo nessa igualdade biológica, construímos desigualdades brutais. Dividimos o
mundo em castas invisíveis, em muros reais e simbólicos. Criamos a falsa ilusão
de que podemos viver bem enquanto o outro vive mal. E aplaudimos isso.
Nos orgulhamos do que
chamamos de conquistas: "fruto do meu trabalho", dizemos. Mas
esquecemos que muita riqueza nasce do suor dos outros. E, pior: muitos acumulam
não para viver, mas para que sobre. E, quando alguém ousa questionar isso, a
resposta vem com a ira de quem protege um território — “isso é meu!”.
Fazemos do acúmulo um
escudo. Do egoísmo, uma virtude. A cesta básica, o dízimo, a caridade
esporádica nos tranquilizam a consciência — mas não mudam o sistema que permite
que uns tenham muito enquanto outros não têm nada.
Vivemos, no fundo, como
se essa prisão chamada Terra fosse um espaço de disputa e não de convivência.
Como se a sobrevivência de um fosse indiferente à morte do outro. Mas o
equilíbrio — lembre-se — é o que mantém os dois vivos. Quando um cai, a
estrutura toda balança.
Talvez ainda haja tempo
para mudar. Talvez ainda possamos reaprender a dividir. A viver com o
suficiente. A entender que o que nos sobra pode ser o que falta a alguém. E
que, no final das contas, ninguém sai vivo da prisão — mas é possível sair com
dignidade.
Porque, afinal,
humanidade não se mede pelo que se tem. Mas pelo quanto se reparte.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Pedágio na G0 060 Piranhas a Goiânia está passando na assembleia.
sábado, 9 de dezembro de 2017
Mulher condenada a 123 anos de prisão por estupro das filhas.
Inscrições do Sisu serão abertas em 29 de janeiro
Foto UEG Iporá- Goiás |
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
• CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO PASSA A TER FORMATO DE CARTÃO INTELIGENTE
domingo, 3 de dezembro de 2017
2018 Quiçá aconteça um milagre: entre cruzes e esperanças, um novo ano se anuncia
Quiçá aconteça um
milagre: entre cruzes e esperanças, um novo ano se anuncia
Por Pedro Cláudio – Jornalista, radialista, estudante de Teologia e História
Final de ano é tempo de
recomeços. É Natal, é virada de calendário, é esperança depositada num novo
ciclo que, talvez, seja mais justo que o anterior. Para muitos, o desejo é de
fartura, paz e prosperidade para si e para os seus. Para outros, é simplesmente
sobreviver. Cada qual carrega sua cruz, e nem todas pesam o mesmo, embora todas
exijam resistência.
No entanto, ao chegar o
fim de 2017, a sensação que paira é de que a tempestade ainda não passou — ou,
quem sabe, apenas começou. O cenário político foi marcado por escândalos
sucessivos, corrupção disseminada, reformas aprovadas a toque de caixa que penalizam
justamente os que mais precisam do Estado. A Previdência, reconfigurada para
excluir os frágeis; a nova legislação trabalhista, que fragiliza os direitos
conquistados com décadas de luta. Até o salário mínimo, em sua essência
protetiva, foi reduzido a uma cifra simbólica, insuficiente para garantir
dignidade.
No campo religioso, o que
se vê também causa espanto. A fé, que deveria consolar, ensinar e transformar,
muitas vezes se transforma em palco de vaidades e exploração. Líderes que
pregam uma coisa, mas vivem de outra forma. “Faça o que eu digo, mas não faça o
que eu faço.” E assim, muitos pastores se ocultam sob mantos de santidade para
manter seus impérios — não espirituais, mas financeiros.
Diante disso, a pergunta
se impõe: quem nos salvará? Um político que se dizia honesto, mas se corrompeu
no poder? Um empresário bem-sucedido que só deseja blindar os seus? Líderes
religiosos que confundem fé com comércio? Em meio à desesperança, reconheçamos:
há, sim, quem ainda luta com ética, fé e dignidade. Mas, como se diz, uma
andorinha só não faz verão.
2018 chega cercado de
incertezas, e talvez só uma revolução profunda — não necessariamente armada,
mas moral, ética e espiritual — possa nos tirar do lamaçal. Que revolução seria
essa? Francesa, russa, cubana? Ou uma silenciosa revolução de consciência, de
escolhas individuais e coletivas que alterem o curso da história?
É preciso sabedoria para
atravessar o mar de lama sem se sujar, como quem caminha sobre águas
turbulentas com os pés firmes na esperança e os olhos voltados ao bem comum. É
preciso carregar a cruz — não como fardo que nos abate, mas como resistência ao
sistema que exclui, oprime e desumaniza.
Como nos ensina o
Evangelho de Mateus (19,16-26), a salvação não está no acúmulo, mas no
desprendimento. Não está no templo luxuoso, mas na prática da justiça. Não está
na aparência da piedade, mas no amor ao próximo. Um jovem rico se entristeceu
ao ouvir que para seguir Jesus teria que repartir seus bens com os pobres. A
cruz do desapego foi demais para ele.
Talvez essa também seja a
cruz da humanidade hoje: a dificuldade de abrir mão dos privilégios em favor de
um bem maior. Como disse Jesus, “Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo
é possível.”
Se ninguém quiser ouvir,
que ao menos se leia. E se ninguém ler, que se grite. Porque, mesmo diante do
silêncio dos poderosos e da surdez dos templos, ainda há os que insistem na
esperança. E quiçá aconteça um milagre.