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Advogado defensor Palmestron Cabral. |
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
TJ GO mantém Horácio Neto livre até fim do processo.
GO 174 Diorama Montes Claros, asfalto em andamento.
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G0 174 - saindo de Diorama Go p/ Montes Claros Go |

terça-feira, 18 de setembro de 2018
Goiás - Idosos tem direito ao transporte gratuito.
Foto: G0 060 próximo a Iporá Go |
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
2018 Por onde caminha a humanidade?
Iporá, 17 de setembro de
2018
Diácono Pedro Claudio —
Opinião
Para onde caminha a
humanidade?
Essa pergunta já foi tema
de livros, debates acadêmicos, conteúdo escolar, rodas de conversa e até
oração. No entanto, responder a ela segue sendo um desafio, pois a cada dia
somos confrontados com a instabilidade e os conflitos que habitam o próprio ser
humano. Definitivamente, somos seres conflituosos — e nem precisamos de teses
ou estatísticas para enxergar isso. Basta observar a realidade ao nosso redor,
nesse tempo presente, para perceber o quanto somos vulneráveis diante de visões
de mundo cada vez mais divergentes. E, sobretudo, o quanto somos
influenciáveis.
Voltemos a 1789. A
Revolução Francesa rompeu com uma sociedade piramidal e opressora, aboliu
privilégios e anunciou os ideais de Liberté, Égalité, Fraternité — liberdade,
igualdade e fraternidade para todos. Um novo mundo parecia possível. Mas bastou
o poder mudar de mãos para os ideais se dissiparem. Os líderes se dispersaram,
as promessas se esvaziaram. E embora o mundo não tenha voltado a ser como era,
tampouco seguiu o rumo sonhado. O mesmo se repete, sob outras roupagens, até os
dias de hoje.
Em 2018, ano de mais uma
eleição no Brasil, vemos repetir-se a mesma lógica: discursos inflamados em
defesa da democracia, da justiça social, de um salário digno. Mas, quando o
poder é alcançado, muitos se esquecem das promessas. Como dizia minha mãe: “Bobo
quando nunca comeu melado, quando vai comer se lambuza”. O poder, quando mal
exercido, embriaga e corrompe. Os justiceiros de ontem empunham o mesmo chicote
de seus opressores — e começam a bater. Trocam-se os personagens, mas o enredo
é o mesmo: “farinha do mesmo saco”.
A história recente do
Brasil carrega marcas profundas da ditadura militar: vidas ceifadas, torturas,
censura, exílios e suicídios. A esperança era de que esse capítulo tivesse sido
superado. Que não mais se ouviria falar em AI-5. Mas foi um ledo engano. O
chicote apenas trocou de mãos — e continua a ser usado.
A verdade é que a
humanidade caminha entre contradições. O pensamento e o agir humano, muitas
vezes, fogem à lógica. Como num jogo de futebol, como dizia o saudoso técnico
Arnor Teodoro: “O jogo é jogado e o lambari é pescado”. Nada é garantido. Tudo
é incerto.
Vejamos: há cristãos
empunhando a bandeira do algoz de Cristo. Defensores da vida que clamam pela
morte de seus semelhantes em nome da segurança ou da propriedade. E o fazem com
convicção. Falam de ética, mas propõem o aborto. Falam de justiça, mas defendem
a pena de morte. A incoerência virou regra, não exceção.
Nos anos 70, Tião
Carreiro e Pardinho já cantavam:
"Onde é que nós
estamos, ô meu Deus, tem dó da gente,
Mundo velho já deu, flor
carunchou toda a semente,
Virou um rolo de cobra,
serpente engole serpente,
Quem vive lesando a
pátria dando pulo de contente,
E o pobre trabalhador é o
escravo na corrente."
E assim segue a
humanidade, com suas ilusões e quedas, com sua fé e contradições. É por isso
que, diante de tanta incerteza, justifica-se ainda hoje o apelo contido em uma
das mais antigas orações cristãs. Que nossa esperança não se perca. Que nossa
fé, ainda que provada, siga firme:
Salve Rainha
Salve, Rainha, Mãe de
misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os
degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de
lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós
volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso
ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, santa Mãe
de Deus,
Para que sejamos dignos
das promessas de Cristo.
Ano do laicado - Atletas de Jesus 20 anos em Iporá Goiás
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Atletas de Jesus, alegria contagiante em 20 anos. |
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Coordenador Mauro e esposa na Celebração |
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grupo de mulheres abraçam a causa em atletas de Jesus |
Iporá Goiás - Taekwondo superando as diferenças, salvando vidas
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Prof. Magno, Ms Vanderlan, Secr. Haiyzza e ms Favorito. |
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Setembro Amarelo: Região Oeste de Goiás alerta para crescente numero de suicídios.
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Psicóloga e sexóloga Paula Mikaelle |
Setembro Amarelo: Região Oeste de Goiás Alerta para Crescente Número de Suicídios
Durante este mês, o Brasil promove a campanha Setembro Amarelo, voltada à conscientização e prevenção do suicídio. Criada em 2014, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a realidade alarmante do suicídio no país e no mundo, além de divulgar formas de prevenção e acolhimento.
Cenário Preocupante em Goiás
Na região Oeste de Goiás, os números reforçam a urgência do tema. Em entrevista às rádios Rio Claro AM e Felicidade FM, o delegado Antônio Machado relatou o caso de um homem de 38 anos que tirou a própria vida em Ivolândia, em agosto de 2018. O caso foi o quarto suicídio registrado na cidade em um período de um ano. Com apenas 2.500 habitantes, o índice é considerado alto. Já em Aurilândia, município com cerca de 3 mil moradores, foram cinco suicídios registrados apenas em 2017.
Cristão e sensível à causa, o delegado afirma que, na rotina policial, procura dar atenção especial a pessoas em situações de vulnerabilidade emocional, como dependentes químicos, pessoas em crise familiar, deprimidas ou ansiosas. “É necessário estar atento às anormalidades comportamentais e acolher com respeito e humanidade”, declarou.
Machado também revelou que se aprofundou em pesquisas sobre o tema e percebeu que a religiosidade isoladamente não impede o suicídio. Ele cita que mesmo em países de maioria cristã, como no continente americano, os índices são similares aos de nações com outras crenças. “É uma questão muito complexa para se atribuir a uma única causa”, disse, ressaltando a importância de reflexões como as feitas por Dom Carmelo Scampa, bispo da diocese de São Luís de Montes Belos, com quem costuma trocar impressões sobre o tema.
Dados Globais
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, o que representa uma morte a cada 40 segundos. A taxa global gira em torno de 10,4 óbitos por 100 mil habitantes, e o problema afeta países de todas as culturas, religiões e classes sociais.
Especialistas Apontam os Desafios Locais
A psicóloga e sexóloga Paula Mikaelle, da Clínica Amparo Saúde, em Iporá, esteve nos estúdios das rádios Rio Claro AM e Felicidade FM, no último dia 12 de setembro, para reforçar a importância da campanha. Segundo ela, o suicídio se tornou uma emergência de saúde pública, especialmente em regiões do interior como o Oeste Goiano, onde cresce o número de casos.
Ela ressaltou que o suicídio não escolhe idade, com ocorrências desde jovens até idosos. Casos como o de um adolescente de 15 anos em Diorama, um homem de 38 em Ivolândia e uma idosa de 87 anos em Jaupaci são exemplos da diversidade do público afetado. Para Mikaelle, o isolamento provocado pelo uso excessivo de tecnologia e a falta de conexão emocional entre as pessoas agravam ainda mais o cenário. “É preciso melhorar o acolhimento e prestar atenção especial aos mais vulneráveis, como os depressivos, dependentes químicos e pessoas com transtornos emocionais”, defende.
A professora e pesquisadora Fernanda Zanolli Freitas, da Unesp de Araraquara (SP), também colaborou com a reportagem. Segundo ela, o suicídio é um mal silencioso, muitas vezes imperceptível aos que estão por perto. “Quem pensa em tirar a própria vida nem sempre verbaliza diretamente o desejo, mas pode deixar sinais. O problema é que, ao identificá-los, muitas pessoas fogem da responsabilidade de ajudar, por medo ou despreparo”, alerta.
A Importância de Saber Como Agir
Especialistas defendem que o Setembro Amarelo deve ir além da conscientização. Ele deve ensinar como agir diante de alguém em sofrimento. “Precisamos de uma sociedade mais empática e disposta a ouvir, sem julgamento, quem está em sofrimento emocional. O silêncio pode ser fatal, mas a escuta pode salvar vidas”, concluem.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando pensamentos suicidas, procure ajuda. Ligue para o CVV – Centro de Valorização da Vida no número 188, disponível 24 horas, gratuitamente, em todo o Brasil.
Colégio Militar em Iporá abre 275 novas vagas para 2019.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Julgamento de mulher que matou marido com 40 facadas continua.
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Palmestron Cabral - advogado de defesa |
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Matou o marido a facadas e está em prisão domiciliar.
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Rosirene está em prisão domiciliar |
J-GO julgará recurso do
MP contra prisão domiciliar de mulher condenada por matar marido com 40 facadas
O Tribunal de Justiça de
Goiás (TJ-GO) vai julgar, no próximo dia 6 de setembro, às 13h, um recurso do
Ministério Público contra a decisão que concedeu prisão domiciliar a Rosirene
Rodrigues da Silva, condenada por matar o marido com 40 golpes de faca. O crime
ocorreu no Natal de 2016, em Iporá.
Após ser presa, a defesa,
conduzida pelo advogado Palmestron Cabral, solicitou a liberdade da ré. O
pedido foi atendido parcialmente pelo juiz responsável pelo caso, que
determinou a prisão domiciliar — decisão considerada inédita no município. O
Ministério Público recorreu, buscando a revogação do benefício, e agora o caso
será analisado pelo TJ-GO.
O crime
Rosirene Rodrigues da
Silva é apontada como autora do assassinato de Erasmo Silva Gonçalves, de 36
anos. O corpo foi encontrado boiando no Rio Caiapó, nas proximidades da ponte
da GO-221, entre Iporá e Palestina de Goiás, no dia 25 de dezembro de 2016.
A vítima, natural de
Iporá, era trabalhador braçal e residia no bairro Parque das Estrelas. Segundo
familiares e conhecidos, Erasmo era uma pessoa pacata, sem inimizades
conhecidas. Ele deixou dois filhos. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico
Legal e identificado por familiares cinco dias depois, em 30 de dezembro
daquele ano.
O julgamento do recurso
pode resultar no retorno de Rosirene ao regime fechado, caso o Tribunal acate o
pedido do Ministério Público.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
De pacato cidadão a assassino, o que passa na cabeça do ser humano.
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Zé Vaqueiro preso em 2011 |
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Região Oeste de Goiás: Conflitos internos e interesses diversos na luta pela terra.
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Edson Messias presidente do Sindicato |
Esse acampamento, agora pré-assentamento Eli Euclêncio existe desde 2007 e é coordenado por uma associação legalmente constituída, segundo os envolvidos no movimento.
Um desentendimento entre o Presidente do Sindicato, Edson Messias e o seu vice Sérgio Santos complica a já difícil solução para essa questão.
Sobre a lista de contemplados: Sérgio Santos quer que sejam assentados 35 famílias, e o presidente do sindicato diz que não se pode abrir mão do que foi acordado, 48 famílias, já que cada uma terá o pagamento do governo no valor equivalente a 2 alqueires, no máximo 3 alqueires.
Edson Messias justifica sua ausência da fazenda ocupada, segundo disse, devido a agressões sofridas lá porque está contrariando interesses deles.
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
ENEL,antiga CELG garante que vai melhorar atendimento com energia elétrica
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Moisés Lemes - ENEL Distribuição Goiás |
Pela primeira vez a empresa de distribuição de energia falou sobre os problemas enfrentados pelos consumidores nesta região. Acompanhado da jornalista Débora Silva Teixeira da diretoria de comunicação da empresa, Moisés Lemes - Responsável pela Regional de Iporá respondeu às diversas indagações e atendeu aos ouvintes.
Os investimentos tem um custo ao consumidor, o órgão regulador já foi consultado e a energia a partir de setembro poderá ser onerada em 12%
domingo, 26 de agosto de 2018
Política com precaução, é preciso inteligência
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Adailton Leite - Presidente do Sindicato Rural |
Outra opinião
WHATSAPP (064) 98137-8744
sábado, 25 de agosto de 2018
Apontado como autor da morte de Vanessa Camargo é solto novamente.
Palmestron Cabral - advogado de defesa |
A defesa alegou não haver elementos que fundamentassem a recondução do réu à prisão, alegando que o acusado é réu primário, possui endereço fixo, respondeu o processo em liberdade e cumpriu rigorosamente as medidas cautelares, e que assim não representa ameaça a ordem pública, à instrução criminal ou a aplicação da lei penal.
Diz o desembargador em sua decisão: Nesse momento de cognição primária vejo que o ato construtivo está calçado apenas da periculosidade, pois durante a instrução tentou alterar a realidade fatídica, “fantasiando e formatando a cena do crime com intenção de convencer os órgãos do estado”, visando alcançar a impunidade pelo crime que muito provavelmente cometera.
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
2018 Superlotação e risco à segurança: situação do presídio de Iporá exige solução urgente
Superlotação e risco à
segurança: situação do presídio de Iporá exige solução urgente
Por Pedro Cláudio – Jornalista e radialista
A situação do sistema
prisional em Iporá, Goiás, é alarmante e foi colocada em evidência durante o
evento Justiça Pela Paz em Casa, realizado de 20 a 24 de agosto. Em uma
mesa-redonda com a participação de advogados, juízes, promotores, policiais,
estudantes de direito e psicologia, além de lideranças comunitárias, ficou
claro que o presídio local está à beira de um colapso.
Segundo dados
apresentados no evento, o presídio de Iporá, em 23 de agosto, abrigava 138
presos, número bem acima de sua capacidade. E a situação pode piorar: há 95
mandados de prisão em fase final de tramitação ainda em 2018, e a expectativa é
de que, em 2019, mais 100 pessoas sejam presas na região.
“Uma bomba-relógio no
centro da cidade”
A gravidade foi
reconhecida publicamente pelo prefeito Naçoitan Leite, que classificou o
presídio como "uma bomba-relógio pronta a explodir a qualquer
momento". O gestor ressaltou que, além da superlotação, a localização do
presídio no centro da cidade representa risco à população.
A prefeitura já disponibilizou
um terreno para a construção de uma nova unidade prisional, mas reforça que a
responsabilidade pela obra é do governo estadual. Segundo o prefeito, existe
também uma proposta do município de que os detentos trabalhem como forma de
ressocialização e recuperação plena, o que demandaria uma nova estrutura.
Projeto de presídio
regional
O juiz de execução penal
Samuel João Martins, de Iporá, também reforçou que o projeto de construção de
um novo presídio já está pronto e que a ideia é transformar Iporá em sede de
uma unidade regional, que atenderia cidades como Caiapônia, Piranhas,
Israelândia e Aragarças.
No entanto, diante da
demora do poder público estadual, uma solução alternativa foi proposta. Os
juízes Samuel João Martins (Iporá) e Marcos Boechat Lopes Filho (Israelândia)
apresentaram à Diretoria-Geral da Administração Penitenciária de Goiás um plano
emergencial: transferir todas as mulheres presas da região para a unidade
prisional de Israelândia.
Ampliação em Israelândia:
alívio parcial
Em Israelândia, o
presídio está sendo reformado com recursos do Conselho da Comunidade, e está
prevista uma ampliação de 30 vagas específicas para o público feminino. Essa
medida pode ajudar a desafogar parcialmente o sistema prisional de Iporá, mas
depende de autorização do governo estadual para a contratação de servidores e a
compra de viatura do tipo camburão, necessária para o transporte de presas e
armamentos.
Sistema em colapso
A situação em Iporá
reflete um problema estrutural que atinge várias regiões do país: presídios
superlotados, projetos travados, falta de investimentos e risco constante à
segurança da população. A sociedade civil, o Judiciário local e os gestores
municipais tentam buscar soluções, mas, sem ações concretas do governo estadual,
a crise tende a se agravar ainda mais.
O presídio de Iporá, em
sua condição atual, não suporta mais a pressão do sistema. A construção de uma
nova unidade e a reorganização regional são urgentes e inadiáveis.