quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Carnal em Iporá



















Fonte: http://www.i7news.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=503:carnaipora2013-prefeitura-divulga-atracoes-do-carnaval&catid=36:saude

Curva da morte na G0 060 é agravada com óleo na pista

O vereador de Iporá Suélio Gomes da Silva (PR) foi procurado por diversas pessoas para intervir junto ao governo por melhorias naquela via. 

Veja: www.i7news.com.br

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da mulher

8 de Março: aprendendo a fazer sabotagem - Edmilson Schinelo


Terça-feira, 6 de março de 2012 - 14h20min

Edmilson Schinelo é assesor do CEBI. Colaborou no livro Bíblia e Negritude - Pistas para uma leitura afro-descendente e em outros títulos.

Entre as comemorações do mês de março, destaca-se o dia 8, Dia Internacional da Mulher. É um dia de festa e de luta. E é bom que seja assim, pois a humanidade precisa celebrar suas conquistas, principalmente as que se efetivaram com muita luta. Mas é bom também que seja um dia de resgate da história, o que nem sempre é garantido, há muita gente interessada em esquecer as revoluções feitas pelos pequenos.

É preciso ter presente as vidas das 129 mulheres que no 08 de março de 1857 morreram queimadas numa fábrica em Nova Iorque. A razão já é conhecida: diante da justa reivindicação por melhores condições de trabalho, os patrões ordenaram que as portas fossem trancadas e a fábrica incendiada. Na concepção dos patrões, elas estavam fazendo sabotagem!

Mas essa história de sabotagem feita por mulheres é um pouco mais antiga. Com a Revolução Industrial, mulheres e crianças eram levadas às fábricas para trabalharem quatorze, dezesseis horas por dia, sem direito a descanso, em péssimas condições de higiene, sem qualquer segurança, quase sem remuneração. A história não foi capaz de registrar as milhares de mortes ocorridas, em função da fome, do cansaço, da falta de segurança das máquinas. Ironicamente, costuma-se chamar a esse tipo de morte de “acidentes de trabalho” e não de assassinato! Vale a pena conhecer melhor esse período, uma boa ajuda para isso é o filme Dans: Um grito de Justiça. Quem tiver a oportunidade, deve assistir.

A sabotagem foi então a primeira forma de resistência das mulheres, no começo de forma isolada, e depois em grupos organizados. Tais mulheres utilizavam um grosseiro tamanco de madeira que, logo descobriram, poderia ter uma outra função: se enfiassem aquele tamanco nas engrenagens das máquinas, elas travariam. E enquanto o patrão as concertasse, as mulheres poderiam respirar, descansar, dialogar, tramar, organizar a resistência e a luta..

Em francês, a palavra utilizada para dizer “tamanco” é “sabot”, daí surgiu o termo “sabotagem”, para referir-se à atitude que punha tanto medo naqueles que se achavam tão poderosos.

O que se segue abaixo é um convite para que leiamos o Magnificat na perspectiva de quem quer continuar a fazer sabotagem, por acreditar no Deus que “derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes” (Lc 1,52).

Um poema de mulheres pobres

“Magnificat” é o título latino muito cedo dado ao “Cântico de Maria”, o belo poema de Lc 1, 46-56. Mas engana-se quem pensa que Maria pronunciou tudo aquilo de improviso, dando uma de repentista. O poema é uma coletânea de versos extraídos do Primeiro Testamento, tendo como pano de fundo o chamado Cântico de Ana (1 Sm 2,1-10). E nesse sentido é poema de mulheres pobres, não só por marcar o encontro de Maria e Isabel, mas por se constituir em memória de um grupo que por nós precisa ser melhor conhecido.

Ao atribuir o poema a Maria, a comunidade de Lucas quer, entre outras coisas afirmar que a jovem mãe fazia parte dos ‘anawîn, os “pobres de Javé”. Desde a época da destruição do país pela Babilônia , que aconteceu por volta de 587 a.C., o povo israelita começa a esperar o restaurador do reino davídico, o Messias. Com o passar do tempo, vão se constituindo grupos e partidos, cada um com sua teologia própria, cada um esperando um messias que viesse satisfazer seus interesses. Começam a se formular compreensões diferentes dessa figura. Os fariseus, por exemplo, aguardavam a chegada de um messias que viesse restaurar o reino davídico a partir da exigência do cumprimento total da Lei de Moisés. Os zelotas, por sua vez, aguardavam um messias guerrilheiro que expulsasse a dominação romana por meio de uma revolução armada.

Apesar dos poucos registros históricos, sabemos da existência de um outro grupo que se reunia para louvar ao Deus dos pobres, na espera de um messias que viesse do meio dos pobres, tal como havia profetizado Zacarias: “Eis que o teu rei vem a ti; ele é justo e vitorioso, humilde[1], montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta” (Zc 9,9). Trata-se dos ‘anawîm, os “pobres de Javé”. Desse grupo faziam parte, provavelmente, Isabel e Zacarias, os pais de João Batista, justos diante de Deus (Lc 1,5-6); o justo e piedoso Simeão, que aguardava a consolação de Israel (Lc 2, 25); a profetiza Ana, com seus oitenta e quatro anos de sonho e esperança (Lc 2, 36-38). E Maria, com seu noivo José, que também era justo, conforme Mt 1,19. Parece que o termo “justo” é um adjetivo freqüentemente atribuído às pessoas participantes do grupo dos ‘anawîm.

É notável a liderança das mulheres entre os ‘anawîm. Muito provavelmente em seus momentos de encontro, de oração, elas iam coletando frases do Primeiro Testamento e compondo canções como o Magnificat. Os capítulos iniciais do evangelho de Lucas recolhem ainda o chamado Cântico de Zacarias (Lc 1, 68-75), outro exemplo desses poemas. Maria sabia de cor essas canções, elas eram a história do seu povo.

Composição de mulheres que conhecem bem as Escrituras

Numa cultura onde as mulheres não tinham acesso às letras, chama a atenção como no Magnificat se fazem presentes os textos bíblicos. É evidente a força feminina na manutenção da história através da memória oral, visto que a escrita estava ligada a pequenos grupos, normalmente de homens detentores do poder. Vamos citar alguns textos apenas, mas vale olhar com mais calma para descobrir outras. Assim perceberemos como Maria e as suas companheiras conheciam bem a história de seu povo e dela tiravam forças para lutar.

A principal fonte inspiradora do Magnificat é o Cântico de Ana, mulher estéril, por isso discriminada e humilhada. Na amargura, chora e derrama a sua alma diante de Deus (1 Sm 1,10.15). Mas sabe expressar a sua gratidão ao se tornar mãe de Samuel: “eu o pedi a Javé” (1 Sm 1, 20). Muito sabiamente, o redator de 1Sm a ela atribui o poema presente em 1Sm 2,1-10. “O meu coração exulta em Javé, a minha força se exalta em meu Deus... O arco dos poderosos é quebrado, os fracos são cingidos de força” (vv 1.4-5).

Entretanto, o Magnificat percorre vários livros do Primeiro Testamento. Isaías havia dito: Transbordo de alegria em Javé, a minha alma se alegra em meu Deus, porque ele me vestiu com vestes de salvação, cobriu-me com um manto de justiça.. (Is 61,10). Hab 3,18 diz algo semelhante: “Eu me alegrarei em Javé, exultarei no Deus de minha salvação. A figura do “servo sofredor” também é retomada, quando o poema diz que o Senhor “socorreu Israel seu servo”(Lc 1,54). Vale conferir Is 41, 8-20, um belo cântico de esperança: “Tu és meu servo, eu te escolhi, não te rejeitei. Não temas, porque eu estou contigo, não fiques apavorado, pois eu sou o teu Deus. Não temas, vermezinho de Jacó, e tu bichinho de Israel. Eu mesmo te ajudarei”. (Is 41, 9-10.14).

O livro dos Salmos é muito visitado: 89,11; 98,3; 103,17; 107,9; 111, 9. Do Gênesis, evoca-se a figura da bem-aventurada Lia, companheira de Jacó, quando engravidou pela segunda vez: “Que felicidade! As mulheres me felicitarão” (Gn 30,13). E também a promessa feita às matriarcas e aos patriarcas do povo, por meio de Abraão (Gn 12; Gn 15). Explícita ainda é a citação de Gn 22 18: “Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra”.

A fé num Deus que é capaz de travar as engrenagens

Uma vez um príncipe escreveu a Lutero pedindo-lhe orientações de como cumprir bem sua função de dirigente do povo, sem ser mais um opressor. Foi na época em que o próprio Lutero estava sendo oprimido e perseguido. Conhecedor das Escrituras que era, não exitou em responder: “coloque em prática o que está escrito no Magnificat, aprenda de Maria que Deus que derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes!”

Não sabemos se o príncipe seguiu o conselho de Lutero. O que podemos afirmar é que Lutero não concordava coma a imagem de uma Maria meiga, mansa, que aceitava tudo passivamente. Essa Maria é criação do machismo que reinou na cristandade e ainda reina na maioria das igrejas cristãs, principalmente em nível institucional. Uma pessoa assim não teria força para cantar e praticar um poema como o Magnificat.

Ao contrário, o que descobrimos no poema são mulheres organizadas e dispostas a enfrentar o sistema estabelecido para preservar a memória (Lc 1,54). Mulheres que têm pressa quando é preciso expressar a solidariedade e por isso enfrentam montanhas (Lc 1,39). Mulheres que sabem cantar com a alma (1,46), que sabem sentir que estão grávidas do novo, que lhes salta no ventre (1,44). Mulheres que pregam a revolução das estruturas de forma corajosa e contundente porque acreditam num Deus que dispersa os homens de coração orgulhoso (1,51) e é capaz de cumular de bens os famintos, despedindo os ricos de mãos vazias (1,53).

Foi assim que essas mulheres acabaram fazendo sabotagem! Começaram a travar as engrenagens do tão bem organizado Império Romano. Delas aprenderam mais tarde as mulheres da Revolução Industrial, usando até mesmo seus tamancos para depor os poderosos de seus tronos (1,52).

E de mulheres lutadoras de hoje também somos convidadas e convidados a aprender. Aprender do sonho daquelas que sabem de seus direitos, às vezes até assegurados no papel, mas ainda ilusórios na prática.

Para aqueles que detêm as riquezas que nós, mulheres e homens ajudamos a produzir, a máquina capitalista funciona bem, é perfeita. Mas nós sabemos que não. E é por isso que somos capazes de travar suas engrenagens. E enquanto eles ficam perplexos diante de nossa sabotagem, a criança já está saltando de alegria em nosso ventre!



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[1] O termo “humilde” é a tradução do hebraico ‘anî. O profeta Sofonias já havia feito o seguinte convite aos pobres e humildes (‘anawîm): “Procurem a Javé, vós todos os pobres da terra, que realizais a sua ordem. Procurem a justiça, procurem a pobreza (Sf 2,3).





Interpretação feminista do relato da criação - Leonardo Boff

Terça-feira, 6 de março de 2012 - 14h00min

As teólogas feministas nos despertaram para traços antifeministas no atual relato da criação de Eva (Gn 1,18-25) e da queda original (Gn 3,1-19), o que veio reforçar na cultura o preconceito contra as mulheres. Consoante este relato, a mulher é formada da costela de Adão que, ao vê-la, exclama: "eis os ossos de meus ossos, a carne de minha carne; chamar-se-á varoa (hebraico: ishá) porque foi tirada do varão (ish); por isso o varão deixará pai e mãe para se unir a sua varoa: e os dois serão uma só carne"(2,23-25).

O sentido originário visava mostrar a unidade homem/mulher. Mas, a anterioridade de Adão e a formação a partir de sua costela foi, porém, interpretada como superioridade masculina. O relato da queda soa também antifeminista: "Viu, pois, a mulher que o fruto daquela árvore era bom para comer..tomou do fruto e o comeu; deu-o também a seu marido e comeu; imediatamente se lhes abriram os olhos e se deram conta de que estavam nus"(Gn 3,6-7).

Interpreta-se a mulher como sexo fraco, pois foi ela que caiu na tentação e, a partir daí, seduziu o homem. Eis a razão de seu submetimento histórico, agora ideologicamente justificado: "estarás sob o poder de teu marido e ele te dominará"(Gn 3,16).

Há uma leitura mais radical, apresentada por duas teólogas feministas, entre outras: Riane Eisler (Sacred Pleasure, Sex Myth and the Politics of the Body,1995) e Françoise Gange (Les dieux menteurs 1997) que aqui resumo. Estas autoras partem do dado histórico de que houve uma era matriarcal anterior à patriarcal. Segundo elas, o relato do pecado original seria introduzido no interesse do patriarcado como uma peça de culpabilização das mulheres para arrebatar-lhes o poder e consolidar o domínio do homem. Os ritos e os símbolos sagrados do matriarcado teriam sido diabolizados e retroprojetados às origens na forma de um relato primordial, com a intenção de apagar totalmente os traços do relato feminino anterior. O atual relato do pecado original coloca em xeque os quatro símbolos fundamentais do matriarcado.

O primeiro símbolo atacado é a mulher em si que na cultura matriarcal representava o sexo sagrado, gerador de vida. Como tal ela simbolizava a Grande-Mãe. Agora é feita a grande sedutora.

No segundo, desconstrói-se o símbolo da serpente que representava a sabedoria divina que se renovava sempre como se renova a pele da serpente.

No terceiro, desfigura-se a árvore da vida, tida como um dos símbolos principais da vida, gestada pelas mulheres, agora colocada sob o interdito: "não comais nem toqueis de seu fruto" (3,3).

No quarto, se distorce o caráter simbólico da sexualidade, tida como sagrada, pois permitia o acesso ao êxtase e ao conhecimento místico, representada pela relação homem-mulher.

Ora, o que faz o atual relato do pecado original? Inverte totalmente o sentido profundo e verdadeiro desses símbolos. Desacraliza-os, diaboliza-os e transforma o que era bênção em maldição.

A mulher é eternamente maldita, feita um ser inferior, sedutora do homem que "a dominará" (Gen 3,16). O poder de dar a vida será realizado entre dores (Gn 3,16).

A serpente será maldita, feita inimigo fidagal da mulher que lhe ferirá a cabeça mas que será mordida no calcanhar (Gn 3,15).

A árvore da vida e da sabedoria cai sob o signo do interdito. Antes, na cultura matriarcal, comer da árvore da vida era se imbuir de sabedoria. Agora comer dela significa perigo letal (Gn 3,3).

O laço sagrado entre o homem e a mulher é substituído pelo laço matrimonial, ocupando o homem o lugar de chefe e a mulher de dominada (Gn 3,16).

Aqui se operou uma desconstrução profunda do relato anterior, feminino e sacral. Hoje todos somos, bem ou mal, reféns do relato adâmico, antifeminista e culpabilizador como está no Gênesis.

Por que escrever sobre isso? É para reforçar o trabalho das teólogas feministas que nos apontam quão profundas são as raízes da dominação das mulheres. Ao resgatarem o relato mais arcaico, feminista, elas visam propor uma alternativa mais originária e positiva na qual apareça uma relação nova com a vida, com os gêneros, com o poder, com o sagrado e com a sexualidade.

[Leonardo Boff escreveu com Rose Marie Muraro o livro "Feminino&Masculino", Record 2010].



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Júnior da Friboi foi apresentado em Iporá como candidato em 2014

Na noite desta segunda-feira, 31, aconteceu na rua Catalão no centro de Iporá, residência de Naçoitan Araújo Leite uma reunião política para apresentação de Júnior da Friboi como postulante ao cargo de Governador do Estado pelo PSB nas eleições de 2014... Saiba mais

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um passeio pela história


Vila Velha - Espírito Santo.

Interesante reflexão sobre economia

Temos que abandonar o mito do crescimento econômico infinito’
4/10/2011 4:26, Por Redação, com BBC - de Londres


Há vinte anos, a queda do Comunismo no Leste Europeu parecia provar o triunfo do capitalismo. Mas teria sido uma ilusão?

Os constantes choques no sistema financeiro internacional nos últimos anos levaram a agência inglesa de notícias BBC a perguntar a uma série de especialistas se eles acham que o capitalismo fracassou.

Neste texto, Tim Jackson, professor da Universidade de Surrey e autor do livro Prosperity without Growth – Economics for a Finite Planet (Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito), defende o abandono do mito do crescimento infinito:

Toda sociedade se aferra a um mito e vive por ele.
O nosso mito é o do crescimento econômico.

Nas últimas cinco décadas, a busca pelo crescimento tem sido o mais importante dos objetivos políticos no mundo.

A economia global tem hoje cinco vezes o tamanho de meio século atrás. Se continuar crescendo ao mesmo ritmo, terá 80 vezes esse tamanho no ano 2100.

Esse extraordinário salto da atividade econômica global não tem precedentes na história. E é algo que não pode mais estar em desacordo com a base de recursos finitos e o frágil equilíbrio ecológico do qual dependemos para sua sobrevivência.

Na maior parte do tempo, evitamos a realidade absoluta desses números. O crescimento deve continuar, insistimos.

As razões para essa cegueira coletiva são fáceis de encontrar.

“Os dias de gastar dinheiro que não temos
em coisas das quais não precisamos
para impressionar as pessoas com as quais
não nos importamos chegaram ao fim“
Tim Jackson

O capitalismo ocidental se baseia de forma estrutural no crescimento para sua estabilidade. Quando a expansão falha, como ocorreu recentemente, os políticos entram em pânico.

As empresas lutam para sobreviver. As pessoas perdem seus empregos e em certos casos suas casas.

A espiral da recessão é uma ameaça. Questionar o crescimento é visto como um ato de lunáticos, idealistas e revolucionários.

Ainda assim, precisamos questioná-lo. O mito do crescimento fracassou. Fracassou para as 2 bilhões de pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia.

Fracassou para os frágeis sistemas ecológicos dos quais dependemos para nossa sobrevivência.

Crise e oportunidade

Mas a crise econômica nos apresenta uma oportunidade única para investir em mudanças. Para varrer as crenças de curto prazo que atormentaram a sociedade por décadas.

Para um compromisso, por exemplo, para uma reforma radical dos mercados de capitais disfuncionais.

A especulação sem controle em commodities e em derivativos financeiros trouxeram o mundo financeiro à beira do colapso há apenas três anos. Ela precisa ser substituída por um sentido financeiro mais longo e lento.

Consertar a economia é apenas parte da batalha. Também precisamos enfrentar a intrincada lógica do consumismo.

Os dias de gastar dinheiro que não temos em coisas das quais não precisamos para impressionar as pessoas com as quais não nos importamos chegaram ao fim.

Viver bem está ligado à nutrição, a moradias decentes, ao acesso a serviços de boa qualidade, a comunidades estáveis, a empregos satisfatórios.

A prosperidade, em qualquer sentido da palavra, transcende as preocupações materiais.

Ela reside em nosso amor por nossas famílias, ao apoio de nossos amigos e à força de nossas comunidades, à nossa capacidade de participar totalmente na vida da sociedade, em uma sensação de sentido e razão para nossas vidas.

sábado, 7 de maio de 2011

Romaria de Nossa Senhora Auxiliadora, oração e reflexão da palavra

A Romaria de Nossa Senhora Auxiliadora 2011 tem como tema ,Amor de Cristo, fonte de União e todos os dias é desenvolvido no intervalo na reza do terço um sub-tema. No dia 05 de maio, dia das comunicações desenvolvemos esse assunto: Unidos pela Comunicação do bem. Tivemos como texto bíblico iluminador Ef 5, 8-14

Animador Pedro Cláudio


Hoje , 05 de maio é o dia das comunicações, por isso a coordenação da festa de Nossa Senhora Auxiliadora indicou esse assunto, UNIDOS PELA COMUNICAÇÃO DO BEM, que nos auxilia a viver o tema geral, AMOR DE CRISTO, FONTE DE UNIÃO. Esse dia,05 de maio, foi criado para lembrar o meio de comunicação de massa, o telefone, podemos lembrar também do rádio, da TV, dos Jornais, das revistas, da internet e de uma série de meios de comunicação que nos faz próximos e distantes ao mesmo tempo. Grande parte desses meios de comunicação de massa nós não podemos controlar. Cada um tem uma linha editorial, seguindo a orientação de um interesse, político, econômico ou mesmo religioso, que muitas vezes longe dos interesses da cristandade. Proponho aqui um olhar diferente, um olhar para nós mesmos, porque aí sim, temos o poder de mudar, de dar um novo rumo, podemos fazer a diferença, a partir de nós mesmo.

Vivemos a comunicação desde a concepção, somos a própria comunicação e fazemos uso desse Ser conforme as nossas aspirações, e às vezes, pela comunicação ganhamos um tesouro, as vezes pela comunicação perdemos mil tesouros. O momento é propício para parar um pouco e fazer o exercício de analisar o nosso jeito de viver esse Ser comunicação, de construir nossas relações, nossas vidas pela comunicação.

É através da comunicação e pela fé, que existimos como Cristãos, podemos conferir isso em Gêneses, no texto da criação que nos trás um poema, onde diz que no princípio, Deus Criou o Céu e a Terra, A terra estava sem forma e vazia, as trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas, Deus disse: Que exista a luz!. (Gen 1,1-3 a). Portanto, a comunicação nos fez enxergar, nos fez nascer. Mas adiante no Evangelho, prólogo de João : No começo a Palavra já existia: A Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus. No começo ela estava voltada para Deus (Jo 1,1-2). É a valorização da comunicação. Agora, o texto que lemos hoje Ef 5,8-14 nos desafia a viver essa comunicação hoje, conforme os preceitos do Criador, comportar como filhos da Luz, diz São Paulo na carta aos Efésios , é praticar o bem, com justiça e verdade. O texto que lemos condena a omissão diante das injustiças, chama de morto, quem que esconde, São Paulo também nos chama para um despertar para a luz, que certamente irá iluminar nosso caminho para uma vida cristã digna. Temos a garantia, que Cristo resplandecerá em nós, quando agindo assim. Tiago no capítulo 3 clareia um pouco mais sobre como devemos viver a comunicação, ele orienta a um controle de nossa língua, uma parte do corpo que pode abençoar e amaldiçoar, a língua é um fogo da maldade, o homem sábio e santo é aquele capaz de se controlá-la ao falar, de colocar freio no corpo todo.

Portanto, o Cristão tem o dever de viver com responsabilidade, de discernir o que é agradável ao senhor, pois , assim sendo, estaremos mais próximos de Cristo.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!





Pedro Claudio Rosa

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um desafio à intelligencia Acadêmica


No dia 27 de março morreu aos 88 anos de idade perto de Salvador o teólogo da libertação José Comblin. Belga de nascimento, optou por trabalhar na América Latina, pois se dava conta de que o Cristianismo europeu era crepuscular e via em nosso Subcontinente espaço para a criatividade e um novo ensaio da fé cristã articulada com a cultura popular. Ele encarnava o novo modo de fazer teologia, inaugurado pela Teologia da Libertação, que é ter um pé na miséria e outro na academia. Ou dito de outro modo: articular oUm desafio à intelligentziLeonardo Boffa acadêmica

Teólogo, filósofo e escritor
Adital
grito do oprimido com a fé libertadora da mensagem de Jesus, partindo sempre da realidade contraditória e não de doutrinas e buscar coletivamente uma saída libertadora a partir do povo.

Viveu pobre e despojado no Nordeste brasileiro. E mesmo lá, onde se presume não haver condições para uma produção intelectual aprimorada, escreveu dezenas de livros, muitos deles de grande erudição. Logicamente aproveitava as temporadas que passava na Universidade de origem, a de Lovaina, para se reciclar. Assim escreveu um dos melhores livros sobre a Ideologia da Segurança Nacional, dois volumes sobre a Teologia da Revolução, um detalhado estudo sobre o Neoliberalismo: a ideologia dominante na virada do século. E dezenas de livros teológicos, exegéticos e de espiritualidade entre os quais destaco: O Tempo da Ação; Cristãos rumo ao século XXI e Vocação para a Liberdade. Foi assessor de Dom Helder Câmara em sua luta pelos pobres e de Dom Leônidas Proaño, bispos dos índios em Riobamba no Equador.

Devido a suas ideias, foi em expulso do Brasil pelos militares em 1972. Foi trabalhar no Chile de onde os militares também o expulsaram em 1980. De regresso ao Brasil, se dedicou a dar corpo à sua profunda convicção: a de que o novo cristianismo no Brasil deverá nascer da fé do povo. Criou várias iniciativas de evangelização popular que vinham sob o nome de Teologia da Enxada. Inspirou-se no Padre Ibiapina e do Padre Cícero, os grandes missionários do Nordeste, pois mais que administrar sacramentos e fortalecer a instituição eclesiástica, exerciam a pastoral do aconselhamento e da consolação dos oprimidos, coisa que eles mais buscam.

Ele é um dos melhores representantes do novo tipo de intelectual que caracteriza os teólogos da libertação e dos agentes de pastoral que estão nesta caminhada: operar a troca de saberes, vale dizer, tomar a sério o saber popular, "de experiências feito”, banhado de suor e sangue mas rico em sabedoria e articulá-lo com o saber acadêmico, crítico e comprometido com as transformações sociais. Essa troca enriquece a uns e a outros. O intelectual repassa ao povo um saber que o ajuda avançar e o povo obriga o intelectual a pensar os problemas candentes e se enraizar no processo histórico. A Intelligentzia acadêmica possui uma dívida social enorme para com os pobres e marginalizados. Em grande parte as universidades representam macroaparelhos de reprodução da sociedade discricionária e fábricas formadoras de quadros para o funcionamento do sistema imperante. Mas há de se reconhecer também, não obstante seus limites, o fato de que foi e é um laboratório do pensamento contestatário e libertário.

Mas não houve ainda um encontro profundo entre a universidade e a sociedade, fazendo uma aliança entre a inteligência acadêmica e a miséria popular. São mundos que caminham paralelos e não são as extensões universitárias que cobrirão esse fosso. Tem que ocorrer uma verdadeira troca de saberes e de experiências. Ignorante é aquele que imagina ser o povo ignorante. Este sabe muito e descobriu mil formas de viver e sobreviver numa sociedade que lhe é adversa.

Se há algum mérito nos teólogos da libertação (eles existem aqui e pelo mundo afora e Roma não conseguiu exterminá-los) é ter feito este casamento. Por isso não se pode pensar num teólogo da libertação senão metido nos dois mundos, para juntos tentarem gestar uma sociedade mais igualitária que, no dialeto cristão, tenha mais bens do Reino que são justiça, dignidade, direito, solidariedade, compaixão e amor.

O Padre José Comblin nos deixou o exemplo e o desafio.

[Leonardo Boff escreveu Teologia do cativeiro e da libertação, Vozes 1998].

sexta-feira, 11 de março de 2011

FÉ EM DEUS OU FÉ NOS HOMENS

A cada dia que passamos, que vivenciamos novas situações podemos mudar nosso pensar, nossas concepções de vida, novo jeito de encarar a vida e de viver. Assim parece ser a história da humanidade, desde o seu início até os dias atuais. É preciso refletir sobre o nosso caminhar, para projetar próximos passos, pensar para não dar passos errados e cair no abismo. Assim é a vida de quem se propõe a aprender, e, acredito, nunca é tarde para isso. FÉ EM DEUS OU FÉ NOS HOMENS? Eis a questão, como diz William Shakespeare.
A nossa frágil formação pode nos levar a um mundo de ilusões, e isso pode ser perigoso. Mas a vida não é uma ilusão?  O sonho que alimenta nossas vidas não é uma ilusão.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Teologia da prosperidade, um contra testemunho cristão

O MILAGRE EM MIM DEVE SER O MILAGRE EM TODOS, DEUS NÃO ENXERGA SEUS FILHOS DE MODO DIFERENTE.
A cada dia que se passa a Palavra de Deus nos aparece mais atual, mais envolvente, mais apaixonante para quem tem o contato com Ela, e ao mesmo tempo nós cristãos, estamos cada dia mais distantes, mas longe.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Judiciário deve ser obediente à Palavra de Deus

No lançamento da pedra fundamental para a construção do prédio do novo fórum de Israelândia Go,dia 13 de janeiro de 2011, um fato me chamou a atenção: A  fala do Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Paulo Teles, homem de fé, que conserva em sua sala uma imagem de Nossa Senhora.
O desembargador citou um texto bíblico de Lc 18,1-9, uma parábola da viúva, para dar a sua opinião sobre o perfil de um bom Juiz. Ele profetizou: "Aqui em Israelândia, nesse fórum que vai ser construído, não ficará nenhum juiz que não seja temente a Deus, que não respeite aos homens, que não receba com igualdade todas as pessoas, seja ele um senador ou seja um humilde cidadão dessa comunidade". O desembargador disse ainda, que o juiz deve viver com simplicidade, tem que interagir com a comunidade, tem que dar abertura para o morador da cidade tenha a liberdade se saber o preço  de sua camisa, onde ele compra o pão, pra que time torce etc... Claro que ele não defende um estilo de vida franciscano para os magistrados, mais quer que seja uma pessoa do povo, que não suba num pedestal, que não vida numa redoma de vidro. Ouvir isso de uma pessoa de posses, de um intelectual, de alguém que tem o poder de decidir sobre o destino de muitas pessoas é muito bom. Pelo menos mostra um pouco  de humanidade nesse mundo onde tudo parece natural, onde o rico é rico e o pobre tem que ser pobre, onde alguns só falam e outros só escutam e obedecem.
Quiçá a profecia do desembargador Paulo Teles se transforme em ação no judiciário, que a redoma de vidro seja quebrada, que  juízes , promotores e tantos outros serventuários da justiça possam respirar o povo, viver o povo e servir ao povo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Governador Alcides Rodrigues quem terá saudades?....

O médico Alcides Rodrigues deixa o governo sem deixar marcas, sem realizar grandes obras, mas com a informação de que pegou um estado com muitas dívidas e sem dinheiro em caixa, mas uma coisa é certa, muitas promessas anunciadas e não cumpridas. A foto mostra o momento em que o então governador concedia uma entrevista sobre o asfaltamento. Eu como repórter da Rádio Rio Claro indaguei o Governador se agora essa obra iria sair, já que tive a oportunidade de cobrir por 3 vezes o seu anúncio: Com Maguito Vilela, Naphilati Alves e com o próprio Marconi Perillo, disse " Não é balela, não é conversa fiada, ninguém está aqui para jogar confete em ninguém, as máquinas já estão aqui...." Em setembro de 2009 no site Goiás agora, saiu essa notícia: Obras - 
25/09/2009 - 
Alcides confere asfalto entre Montes Claros e Diorama

O governador Alcides Rodrigues retomou nesta manhã as obras de implantação e pavimentação da GO-174, entre Montes Claros e Diorama. Alcides conferiu de carro o trecho de 16km onde serão executadas a terraplenagem e a construção de capa com Tratamento Superficial Duplo. Com investimentos de R$ 7,14 milhões, a obra tem papel fundamental para o desenvolvimento econômico da região Oeste ao formar um novo corredor de tráfego. A GO-174 passa a ser uma opção para quem sai de Minas Gerais e do Sul do Estado em direção ao Mato Grosso e a Bacia do Araguaia. A rodovia liga a BR-070 à BR-452, em Rio Verde. Nada foi feito e a promessa continuou

Um dos últimos feitos em Iporá no dia 10 de junho para instalar a Estação de Tratamento de Esgoto  -ETE , garantiu em palanque a retomada da obra de asfalto da Rodovia 174 Diorama a Montes Claros, trecho que na época já deveria ter sido asfaltado e ele, o então governador, disse que não sabia que a obra estava paralisada. Até o fim do seu governo e nada foi feito. Nesse mesmo dia , 10 de junho, o governador atendeu apelo da população e determinou que fosse feito o esgoto para fazer funcionar a clínica de hemodiálise de Iporá, obra que ficaria pronta em 45 dias. Terminou o Governo e nada.

Poderia ter pelo menos uma explicação sobre o fato,  mas isso não aconteceu aconteceu. O povo dessa região Oeste de Goiás continua sem o benefício. Na G0 174 lama, poeira e muito buraco, na clínica de hemodiálise, depois de muito tempo a obra começou, mais sete meses depoisda promessa de 45 dias  ainda não foi concluída. Não tem como fazer balanço positivo, se na espera dessa obra faleceram Domingos Arantes e tantas outras pessoas que necessitavam do tratamento. Não é politicagem, que fazemos ao escrever esse texto, mas é constatação. E agora Marconi... Será que o filho de Palmeiras será melhor que o filho de Santa Helena para essa região? Ou os nobres vereadores de Iporá terão de pedir de volta o título de cidadania concedido aos dois?

Quem viver verá,......