
Escritório de Advocacia é
Alvo de Incêndio Criminoso em Iporá-GO: Suspeitos Alegam Intimidação a Mando de
Facção
Na madrugada do dia 24 de
dezembro de 2021, o escritório de advocacia Costa e Nikel, localizado na
Avenida Quintino Vargas, bairro Mato Grosso, em Iporá-GO, foi alvo de um
atentado criminoso. Segundo registros da ocorrência policial, dois homens
utilizaram material inflamável para provocar danos ao imóvel, situado ao lado
da clínica de hemodiálise Neflocenter.
A ação dos criminosos foi
interceptada graças à atuação rápida da Polícia Militar. Durante patrulhamento
de rotina, os policiais perceberam uma motocicleta com dois ocupantes em
atitude suspeita. Ao dar ordem de parada, os indivíduos desobedeceram e empreenderam
fuga por diversas ruas da cidade. A perseguição terminou quando os suspeitos
abandonaram o veículo em uma estrada vicinal nas proximidades do Residencial
Ipê e tentaram se esconder em uma área de mata, mas foram localizados.
Um dos suspeitos foi
preso e identificado como Jean. Ele era o condutor da moto. O outro envolvido,
identificado como Maicon, conseguiu fugir. A motocicleta foi apreendida e
levada ao pátio do Batalhão da PM por infrações aos artigos 162-I, 175 e 195 do
Código de Trânsito Brasileiro. Jean foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil,
onde permaneceu à disposição da Justiça.
Segundo os primeiros
relatos colhidos pela polícia, a motivação do crime seria uma tentativa de
intimidação contra os profissionais do escritório. Um dos suspeitos teria
afirmado que o atentado foi encomendado por um indivíduo conhecido como
“Nissim”, supostamente ligado à facção criminosa Comando Vermelho, com base em
Aragarças (GO). Ainda segundo os relatos, o crime teria sido uma forma de
quitar uma dívida com a organização criminosa, já que os envolvidos temiam
represálias.
Durante as investigações
preliminares, a Polícia Militar constatou que tanto Jean quanto Maicon possuem
antecedentes criminais e já estiveram presos no presídio de Aragarças.
Em publicações nas redes
sociais, Jean Gleifersson, o suspeito detido, afirmou que foi agredido por
policiais militares e integrantes do GPT (Grupo de Patrulhamento Tático)
durante a prisão. Disse ainda que passou a noite sob tortura e que optou pelo
direito ao silêncio, não prestando depoimento. Segundo ele, “os policiais
disseram o que queriam, não o que realmente aconteceu”.
A reportagem aguarda
posicionamento oficial da Polícia Civil sobre as denúncias de agressão feitas
pelo suspeito. O caso segue sob investigação e poderá ter desdobramentos nos
próximos dias, incluindo a prisão do segundo envolvido e o aprofundamento das conexões
com organizações criminosas.
2 comentários:
Queria deixar aqui que neste dia fui agridido por policiais militares e da gpt tbm passei a noite sobre tortura...sei que minha conduta foi errada mas nao julga a forma dos policiais agirem e tbm nao prestei nenhum tipo de depoimento optei pelo meu direito ao silencio eles disseram o que queria nao o que aconteceu obg
Seria muito proficional passar as duas partes do ocorrido
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