segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Médico de sucesso 10 anos de profissão decide ser Padre.

Foto: Dom Carmelo, diác. Pablo, pais e amigos
Diácono Pablo Henrique de Faria nasceu em São Luís de Montes Belos no dia : 01/03/1978, ingressou no seminário em 2013 e foi ordenado diácono no dia 13 de janeiro de 2018 em Roma pelo bispo Dom Carmelo Scampa.



O site de notícias Oeste Goiano informou em 14/01/2018 a ordenação diaconal de um médico que decidiu ser padre, mesmo após com uma carreira de sucesso como otorrinolaringologista. O fato causou espanto, estranheza em muita gente, afinal, num mundo capitalista, deixar o conforto de uma tranquilidade financeira é loucura.

Pablo deixa para trás um consultório montado, excelente rendimento financeiro para viver sem luxo, só pensando em evangelizar, trabalhar para o bem do próximo. Ele mesmo admite que como ser humano, passou e passa por algumas dúvidas e crises mas que nunca deixou a dúvida sobrepor à sua vocação.

O bispo que  acolheu e incentivou essa vocação, Carmelo Scapmpa não se espanta com essa decisão, diz ele que Pablo recebeu e atendeu a um chamado de Deus. Não devemos transformar isso em mito,  em uma coisa extraordinária, lembra que toda pessoa tem uma história, sua profissão e que cada um dos padres, deixa algo para trás quando diz sim a Deus, muitas ou poucas coisas daquilo que tem, e  ressalta que todos, médicos, advogados, seminarista, pessoas simples, de famílias pobres, ou de origem rica percorrem praticamente a mesma trajetória. Dom Carmelo diz que não é preciso se impressionar e discutir o assunto, isso é desnecessário nesse processo. Fato é, que em qualquer idade, com qualquer posição social o ser humano pode ser chamado por Deus para algo de imprevisível e imprevisto e que exige mudanças radicais de vida daquele que foi chamado.

Isso, na visão do bispo é importante, porque obriga a todos como educadores, pais e mães de família, como professores nos colégios, a terem toda uma atenção especial em duas direções: Primeiro naquilo que Deus quer de cada um, e segundo conseguir captar esse chamado para ajudar as pessoas a responder positivamente.


A diocese de São Luís de Montes Belos é bastante carente, e precisa de pessoas abertas, corajosas, destemidas que enfrentem o caminho também do sacerdócio para ser nas comunidades imagens vivas de Cristo Bom Pastor.

https://www.oestegoiano.com.br/noticias/religiao/sao-l-de-m-belos-medico-se-tornou-padre

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

DROGAS O MAL DOS TEMPOS MODERNOS: Jovem reincidente é preso em Iporá

Luta sem fim contra as drogas, uma guerra sem vencedores, todos derrotados.
Imagem da PM
É preciso descobrir mecanismo de combate ao uso de entorpecentes, as drogas ilícitas são a grande causa das prisões em todas as cidades.

Mais um jovem é preso em Iporá por envolvimento com os entorpecentes, levado para o centro de inserção social (CIS), ele está a disposição do poder judiciário desde ontem, dia 03.
O preso ao ser avistado pela polícia militar mostrou-se em atitude suspeita e foi abortado pela equipe do GPT (Grupo de Patrulhamento Tático), e com ele foi encontrada uma porção de uma substancia de cor amarelada aparentando ser CRACK e um dos bolsos.
Ao ser detido para a averiguação, o jovem acabou confessando aos policiais a destinação do possível entorpecente, que seria entregue a uma pessoa que reside em Israelândia mediante pagamento.
Prosseguindo com as averiguações, os militares encontraram outras porções suspeitas próximo a moto do abordado, quando ele acabou confessando que em sua casa havia mais e ainda que ele era um preso no regime semiaberto e que tinha a prática de comercializar drogas na região.
Na casa do suspeito, rua Joaquim Costa no Bairro São José foi encontrada maior quantidade de material suspeito, cerca de 100 gramas e uma quantia em dinheiro que eles confessaram ser proveniente da venda do produto.

O jovem, que já é conhecido da polícia por essa prática de crime foi levado para a delegacia junto com o material encontrado. 

IPORÁ GO - Comércio sustentáculo da economia, CDL vai buscar união dos comerciantes.


Com um discurso de que, mesmo em meio as dificuldades econômicas financeiras, e crise política vai se buscar a unidade em prol de um bem comum, assumiu ontem, dia 03 de janeiro de 2018, a presidência da CDL, Câmara de Dirigentes Lojistas de Iporá, o empresário farmacêutico Edmirson José Ribeiro. A solenidade aconteceu na sede da entidade na marginal Tamanduá com um público pequeno mas bem representativo.
Radivá Rocha de Carvalho que deixou a presidência, depois de alguns mandatos seguidos à frente da entidade apresentou uma longa lista de trabalhos prestados, entre eles o fato de ter conseguido a construção da sede própria, uma reivindicação antiga dos comerciantes.
O comércio de Iporá é o sustentáculo da economia, disse Edmirso ao tomar posse, ressaltando que é esse seguimento responsável direto ou indireto pela formação de muitos profissionais como médicos, engenheiros, advogados, professores e outras categorias. O comércio de Iporá gera empregos e renda na cidade e mantém a movimentação financeira.

O grande desafio agora, disse o novo presidente, é manter a união dos comerciantes, buscando a qualificação de todos, o que propiciará o desenvolvimento. A CDL pretende abraçar todas as diferentes atividades e lutar contra as perdas ocorridas recentes, de empresários que mudam de atividade, indo para a pecuária ou mesmo mudando de cidade.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Crônica | A prisão chamada Terra

Crônica | A prisão chamada Terra

Por Pedro Claudio – Jornalista, Radialista, estudante de Teologia e História

 

Imagine duas pessoas presas em um mesmo espaço. Um local fechado, sem portas, sem janelas. A única abertura é pequena — por onde chega, todos os dias, uma porção exata de alimento, suficiente para manter os dois vivos. Nem mais, nem menos. Uma medida milimetricamente calculada.

 

Mas há uma regra não escrita nessa prisão: se um comer mais do que lhe cabe, o outro morre. Simples assim. Não há reservas, não há estoque, não há misericórdia do tempo. É o equilíbrio ou o fim. Um excesso de um lado é a escassez do outro.

 

Agora imagine que essa prisão é o nosso planeta. A Terra. Esse lugar imenso, onde nos movemos achando que somos livres, mas estamos todos presos entre o nascer e o morrer. O tempo é o carcereiro, e a natureza, a única fonte de sustento.

 

Olhe ao seu redor. Veja o que você consome. Preste atenção na gordura acumulada, nas sacolas que não param de chegar, no armário cheio de comida, na conta bancária crescendo como se isso fosse garantia de alguma eternidade. Está sobrando, não está?

 

Enquanto isso, nas ruas, nas periferias, em outros cantos da cidade ou do mundo, há pessoas que sequer recebem a pequena porção diária. Gente que morre de fome — literalmente — porque alguém mais decidiu que precisava de mais. Só mais um pouco. Só mais um luxo. Só mais um exagero.

 

Somos iguais, feitos da mesma matéria, filhos do mesmo pó e com o mesmo destino: voltar à terra. Mas mesmo nessa igualdade biológica, construímos desigualdades brutais. Dividimos o mundo em castas invisíveis, em muros reais e simbólicos. Criamos a falsa ilusão de que podemos viver bem enquanto o outro vive mal. E aplaudimos isso.

 

Nos orgulhamos do que chamamos de conquistas: "fruto do meu trabalho", dizemos. Mas esquecemos que muita riqueza nasce do suor dos outros. E, pior: muitos acumulam não para viver, mas para que sobre. E, quando alguém ousa questionar isso, a resposta vem com a ira de quem protege um território — “isso é meu!”.

 

Fazemos do acúmulo um escudo. Do egoísmo, uma virtude. A cesta básica, o dízimo, a caridade esporádica nos tranquilizam a consciência — mas não mudam o sistema que permite que uns tenham muito enquanto outros não têm nada.

 

Vivemos, no fundo, como se essa prisão chamada Terra fosse um espaço de disputa e não de convivência. Como se a sobrevivência de um fosse indiferente à morte do outro. Mas o equilíbrio — lembre-se — é o que mantém os dois vivos. Quando um cai, a estrutura toda balança.

 

Talvez ainda haja tempo para mudar. Talvez ainda possamos reaprender a dividir. A viver com o suficiente. A entender que o que nos sobra pode ser o que falta a alguém. E que, no final das contas, ninguém sai vivo da prisão — mas é possível sair com dignidade.

 

Porque, afinal, humanidade não se mede pelo que se tem. Mas pelo quanto se reparte.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Pedágio na G0 060 Piranhas a Goiânia está passando na assembleia.


Está tramitando na assembleia Legislativa de Goiás, projeto de lei que autoriza o governo do estado a terceirizar as rodovias com impacto direto nesta região Oeste de Goiás. Entre os trechos indicados para a cobrança de pedágios estão de Iporá a São Luis de Montes Belos e de Iporá a Piranhas, e também de São Luis de Montes Belos a Goiânia.

 O relatório assinado pelo deputado relator: Virmondes Cruvinel opta  pela aprovação mas existem divergências, na comissão mista da assembleia houve 13 deputados favoráveis e 8 contra e com emendas rejeitadas. Havia emenda que isentava os moradores próximos dos locais de cobrança, também foi rejeitada a proposta que obrigaria uma contrapartida da empresa concessionária nos gastos com a recente reconstrução do asfalto.

Aprovada na comissão, o projeto vai agora ao plenário, e caso passe o governo estará autorizado a abrir licitação para a escolha das empresas interessadas. Em caso de aprovação, quem for de Piranhas pra Goiânia certamente passará por dois pedágios, quem for de Iporá a Goiânia pagará dois pedágios, certamente.


Houve debate na assembleia sobre os valores cobrados, a oposição fala em 8 reais, mas o presidente da AGETOP Jayme Rincón nega///
Hoje o pedágio de Goiânia a Anápolis para veículos pequenos, de passeio, está a R$ 3,90, pedágio para moto R$ 1,55 e para caminhões e ônibus a R$ 7,80.
Pelo projeto a empresa vencedora da licitação será autorizada a explorar o serviço por 35 anos em seis trechos. Além de arrecadar com a cobrança dos pedágios, a concessionária terá a responsabilidade de cuidar dos serviços  de operação, manutenção, conservação e monitoramento//

O governo justifica a medida informando a insuficiência de recursos públicos para o trabalho e a necessidade de oferecer melhores condições para o tráfego de veículos. 

sábado, 9 de dezembro de 2017

Mulher condenada a 123 anos de prisão por estupro das filhas.

Veja se tem absurdo em Goiás uma mulher foi condenada a cumprir pela por colaborar a prática do estupro de suas duas filhas. O estuprador era seu companheiro, padrasto das vítimas. O homem era um suposto religioso, inventou que as enteadas eram doentes e que precisava de um tratamento. A mãe preparava o ambiente, em uma cama, o rosto das vítimas eram tapados por um cobertor, numa espécie de cortina para que se realizasse o suposto tratamento que consistia na introdução de uma seringa nas genitálias das vítimas. Outra coisa era introduzida, e, inclusive uma das vítimas engravidou do padrasto. Os abusos sexuais aconteceram entre os anos de 1996 e 2007 e as vítimas tinham menos de 14 anos. Eles foram abusadas até por volta dos 17 anos, quando denunciaram o fato. A juíza substituta Laura Ribeiro de Oliveira, da comarca de Cachoeira Dourada, condenou uma mãe a 123 anos e 18 dias de reclusão, em regime fechado.


Fonte : Centro de Comunicação Social do TJGO

Inscrições do Sisu serão abertas em 29 de janeiro

Foto UEG Iporá- Goiás
Candidatos que fizeram Enem neste ano e tiraram nota superior a zero podem participar e concorrer a uma vaga no ensino superior.

O edital de abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi lançado, nesta sexta-feira (8), pelo Ministério da Educação. Quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano deve ficar atento: as inscrições vão de 29 de janeiro às 23h59 do dia 1º de fevereiro.

O desempenho dos candidatos no Enem deve ser publicado em 19 de janeiro. Os participantes que tirarem mais do que zero na redação podem concorrer a uma vaga no ensino superior público.

Ao todo, 130 instituições ofertaram oportunidades, entre universidades, centros universitários, institutos federais e faculdades. Das 63 universidades federais do País, 61 já aceitam a nota do Enem para ingresso nos cursos.

Nesta etapa, as vagas são destinadas à entrada nos cursos no primeiro semestre de 2018. Em maio, um novo edital deve ser lançado para preencher vagas no segundo semestre letivo.

O Sisu permite que os candidatos indiquem dois cursos, conforme a nota de corte. Enquanto o período de inscrição estiver aberto, os candidatos podem alterar quantas vezes quiserem as opções de acordo com a flutuação das notas de corte.


Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Educação

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

• CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO PASSA A TER FORMATO DE CARTÃO INTELIGENTE

CNHNova.jpeg
CNHNovaVerso.jpeg
Com o objetivo de oferecer soluções mais seguras e modernas à população brasileira, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) do Ministério das Cidades, lança a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em formato de cartão inteligente.  O documento, que hoje é emitido em papel, passa a ser em suporte de cartão plástico, do tipo policarbonato, contendo microcontrolador (chip).

Segundo o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a medida é benéfica para todos, uma vez que proporcionará maior segurança e possibilitará integração com outros países. “Buscamos a modernização, inovação como muitos países já adotaram para aumentar a segurança, reduzir a probabilidade de ocorrência de fraudes e aumentar a durabilidade”, explicou o ministro.

Até 1º de janeiro de 2019 os órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal deverão adequar seus procedimentos para adoção do novo modelo da CNH estabelecido em Resolução que será publicada nesta semana, quando revogará a Resolução CONTRAN nº 598, de 24 de maio de 2016, que regulamenta a produção e a expedição da CNH com novo layout e requisitos de segurança.

Novo modelo - O Contran contou com o suporte técnico do Centro de Pesquisa em Arquitetura da Informação (CPAI) da Universidade de Brasília (UNB), que elaborou um “Estudo de Impacto da Mudança da CNH”, que recomendou a alteração do modelo do documento, sugeriu o uso de cartão inteligente, também conhecido como smart cad que assemelha-se a um cartão de crédito convencional,  com gravação a laser dos dados variáveis e com chip. 

Além da resistência e alta durabilidade, a nova CNH considera a possibilidade de inserção de dados e informações relativos aos condutores nos chips embarcados, bem como facilitar acesso a certificados digitais. Ela amplia as possibilidades de utilização dos documentos, a consulta e verificação de inúmeros dados.

Serviços Possíveis com a nova CNH -  A nova CNH em “cartão inteligente” será equipada com um chip sem contato, de  protocolo aberto e não proprietário, independente de software e hardware, tecnologia de leitura de dados presente nos smartphones.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) controla as chaves de acesso aos dados gravados no chip e pode permitir, através de convênio, que outras entidades públicas ou privadas utilizem “pastas ou aplicações específicas” dentro do chip, sem correr o risco de leitura ou gravação indevida de dados protegidos/sigilosos.

Algumas possibilidades:

1) Fiscalização mais rápida e off line (sem o uso de dados) utilizando telefones celulares
2) Pagamento de pedágio
3) Pagamento de transporte público
4) Controle de acesso (prédios públicos, universidades, estacionamentos, etc..)
5) Identificação através de comparação biométrica (as digitais estarão carregadas dentro do chip e poderão ser usadas para validar a identidade em bancos, serviços públicos, e-Governo, etc..)



Assessoria de Comunicação Social 
Ministério das Cidades 

domingo, 3 de dezembro de 2017

2018 Quiçá aconteça um milagre: entre cruzes e esperanças, um novo ano se anuncia



Quiçá aconteça um milagre: entre cruzes e esperanças, um novo ano se anuncia
Por Pedro Cláudio – Jornalista, radialista, estudante de Teologia e História

Final de ano é tempo de recomeços. É Natal, é virada de calendário, é esperança depositada num novo ciclo que, talvez, seja mais justo que o anterior. Para muitos, o desejo é de fartura, paz e prosperidade para si e para os seus. Para outros, é simplesmente sobreviver. Cada qual carrega sua cruz, e nem todas pesam o mesmo, embora todas exijam resistência.

No entanto, ao chegar o fim de 2017, a sensação que paira é de que a tempestade ainda não passou — ou, quem sabe, apenas começou. O cenário político foi marcado por escândalos sucessivos, corrupção disseminada, reformas aprovadas a toque de caixa que penalizam justamente os que mais precisam do Estado. A Previdência, reconfigurada para excluir os frágeis; a nova legislação trabalhista, que fragiliza os direitos conquistados com décadas de luta. Até o salário mínimo, em sua essência protetiva, foi reduzido a uma cifra simbólica, insuficiente para garantir dignidade.

No campo religioso, o que se vê também causa espanto. A fé, que deveria consolar, ensinar e transformar, muitas vezes se transforma em palco de vaidades e exploração. Líderes que pregam uma coisa, mas vivem de outra forma. “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” E assim, muitos pastores se ocultam sob mantos de santidade para manter seus impérios — não espirituais, mas financeiros.

Diante disso, a pergunta se impõe: quem nos salvará? Um político que se dizia honesto, mas se corrompeu no poder? Um empresário bem-sucedido que só deseja blindar os seus? Líderes religiosos que confundem fé com comércio? Em meio à desesperança, reconheçamos: há, sim, quem ainda luta com ética, fé e dignidade. Mas, como se diz, uma andorinha só não faz verão.

 

2018 chega cercado de incertezas, e talvez só uma revolução profunda — não necessariamente armada, mas moral, ética e espiritual — possa nos tirar do lamaçal. Que revolução seria essa? Francesa, russa, cubana? Ou uma silenciosa revolução de consciência, de escolhas individuais e coletivas que alterem o curso da história?

É preciso sabedoria para atravessar o mar de lama sem se sujar, como quem caminha sobre águas turbulentas com os pés firmes na esperança e os olhos voltados ao bem comum. É preciso carregar a cruz — não como fardo que nos abate, mas como resistência ao sistema que exclui, oprime e desumaniza.

Como nos ensina o Evangelho de Mateus (19,16-26), a salvação não está no acúmulo, mas no desprendimento. Não está no templo luxuoso, mas na prática da justiça. Não está na aparência da piedade, mas no amor ao próximo. Um jovem rico se entristeceu ao ouvir que para seguir Jesus teria que repartir seus bens com os pobres. A cruz do desapego foi demais para ele.

Talvez essa também seja a cruz da humanidade hoje: a dificuldade de abrir mão dos privilégios em favor de um bem maior. Como disse Jesus, “Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível.”

Se ninguém quiser ouvir, que ao menos se leia. E se ninguém ler, que se grite. Porque, mesmo diante do silêncio dos poderosos e da surdez dos templos, ainda há os que insistem na esperança. E quiçá aconteça um milagre.

 



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Serra Azul de Caiapônia já pode migrar para o FM

Guinter Rodrigues locutor pioneiro em Caiaponia
Mais 4 rádios AM de Goiás assinam documento de migração para o FM, a informação é da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT. 

A rádio Serra Azul de Caiapônia, com 28 anos de história está na lista.

Representantes das emissoras Serra Azul de Caiapônia, gerida pela Fundação Dom Juvenal Roriz ligada a diocese de São Luís de Montes Belos é uma delas. As demais: Rádio Goiatuba LTDA de Goiatuba, rádio Difusora Serra dos Cristais LTDA de Cristalina e rádio Paranaíba LTDA de Itumbiara.

Essas 04 emissoras fazem parte de um grupo de 54 em todo o país que deverão enviar seus representantes a Brasília na quarta-feira, dia 06 de novembro de 2017 para assinar os termos aditivos das novas outorgas.

Essas emissoras AM estão aptas a migrar para o FM e devem participar do evento chamado mutirão convocado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)

A solenidade de assinatura será na sede do MCTIC, no auditório do Bloco R da Esplanada dos Ministérios, a partir das 10h, e terá a presença do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.
A ABERT avisa que para a assinatura, os representantes legais devem apresentar o documento de identidade.


Caso isso se concretize Caiapônia passará a contar com 3 emissoras transmitindo em FM (frequência modulada). Além da Serra Azul, que é AM, operam em lá a rádio comunitária Liberdade e a Serra Dourada.

O rádio é um instrumento de cidadania para a população, principalmente para as pessoas de baixa renda, algumas sem acesso a internet. Também é um meio seguro de informação, já que não opera no anonimato, além do entretenimento. 
Parabéns a toda a equipe Serra Azul, trabalhadores e ouvintes, pela conquista!

Jovem de 24 anos tira sua própria vida e desafia autoridades a debater o assunto.

imagem divulgação CFM
Sepultado na tarde de ontem, 29/11/2017 no início da noite em Israelândia região Oeste de Goiás,  o corpo de Rafael Alves do Nascimento, 24 anos, filho do Dió.

Rafael faleceu em São Luis de Montes Belos, setor São José,  onde residia com a esposa, Natalina de Souza Ribeiro, também de 24 anos e com o filho de um ano, depois de tirar a sua própria vida por enforcamento. Esse é mais na triste estatística desse tipo de morte em Goiás.
Informações da esposa de Rafael noticiada no portal A VOZ DO POVO dá conta que a vítima padecia com uma depressão. Ela encontrou o seu esposo dependurado por uma corda amarrada ao pescoço, tentou retira-lo sozinho, não conseguiu, pediu a ajuda de um vizinho que chamou socorro.
A equipe médica ainda tentou reanima-lo, segundo informação do portal, porém sem sucesso.

Segundo relato de um ex-professor, Rafael era um estudante de comportamento recatado, não socializava muito no ambiente escolar.

O Suicídio é uma preocupação das autoridades médicas e religiosas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) debate o assunto com a sociedade há muito tempo com a certeza que essa atitude pode ser evitada.

Para o CFM o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser evitado ou reduzido em suas dimensões. Para tanto, é preciso uma sociedade engajada na defesa pela vida e gestores comprometidos com políticas públicas que realmente transformem esse cenário, sendo necessários, ainda, estudos e investimentos para prevenir a ocorrência deste ato.

O conselho Federal de Medicina defende um esforço concentrado entre diversos profissionais médicos, psicólogos, antropólogos no trabalho de debater um modo de orientar as pessoas.


O impacto dos números

Segundo dados da OMS, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano em todo o mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. A cada três segundos, uma pessoa atenta contra a própria vida. Por isso, milhões de pessoas são afetadas por casos de suicídio a cada ano, incluindo o luto.
Em 2012, o suicídio foi a segunda maior causa de morte entre os 15 e 29 anos de idade, em todas as regiões do mundo. No mesmo ano, 75% dos suicídios ocorridos no mundo, foram em países de baixa e média renda. Também em 2012, o suicídio foi responsável por 1,4% de todas as mortes no mundo, tornando-se a 15ª causa de morte.

Coeficientes de mortalidade por suicídio são estimados em número de suicídios para cada 100 mil habitantes, ao longo de um ano. O do Brasil gira em torno de 11,4 (15 em homens; 8,0 em mulheres). Esse índice pode ser considerado baixo, quando comparado aos de outros países. O leste da Europa, por exemplo, possui coeficiente 27, enquanto o mundo apresenta taxa de 14,5.

Prevenção – 

Algumas medidas eficazes para a prevenção já são evidenciadas em pesquisas internacionais, como o treinamento de médicos para identificar e tratar corretamente episódios de depressão, a restrição ao acesso a meios letais (armas de fogo, venenos, medicações potencialmente letais, acesso a locais de onde o indivíduo pode se jogar) e o tratamento/acompanhamento de paciente após alta hospitalar de internação ou atendimento em posto de saúde devido a tentativa de suicídio.

Transtorno psiquiátrico – 

Segundo a ABP, diversos estudos apontam que mais de 90% das mortes por suicídio estão associadas a um transtorno psiquiátrico. Visando contribuir para a redução desses números alarmantes, a campanha Setembro Amarelo que acontece anualmente busca conscientizar a população acerca da importância da identificação e tratamento corretos das doenças mentais, o que traria um impacto direto na redução das mortes por suicídio.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a ABP e lançaram duas cartilhas com orientações acerca do tema: “Comportamento suicida: conhecer para prevenir”, um manual dirigido a profissionais da imprensa; e “Suicídio: informando para prevenir”, voltada aos profissionais da área de saúde.

PMS de desastrada ação em Senador Canedo serão

A desastrada ação policial ocorrida em Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia na tarde do último dia 25 de novembro culmina com a prisão dos PMs envolvidos na ação. Foi uma confusão total após um menor de idade assaltar a vítima em uma propriedade nos arredores da cidade. O assaltante bateu no portão e, após ser atendido surpreendeu os residentes com o anúncio de que seria um assalto. E esse, era mais um de vários que ocorria na região. A vítima foi obrigada a sair dirigindo para o jovem assaltante, enquanto isso a polícia Militar foi acionada, ocorrendo o fatídico fato, que na versão policial eles foram recebidos a tiros de dentro do veículo, revidaram e os dois ocupantes foram atingidos e morreram.
Como hoje temos farto equipamento eletrônico e de acesso a todas as pessoas, e também temos câmeras de vigilância por todos os lados, os policiais foram flagrados em atitude suspeita modificando a cena do crime para atenuar a desastrada ação. Dispararam de dentro do veículo onde estavam os envolvidos, vítima e assaltante, possivelmente para fortalecer a tese que houve troca de tido e uma reação, como a polícia mesmo fala, a uma injusta agressão.
Com a gravação da ação em mãos e amplamente divulgados na imprensa e  nas redes sociais, não houve outra alternativa, senão anunciar a apuração dos fatos, e de forma preventiva, pedir a prisão deles.
No comunicado a imprensa a notícia vem da seguinte forma:
A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que o encarregado do Inquérito Policial Militar que visa apurar os fatos ocorrido no último sábado em Senador Canedo,  envolvendo policiais militares  do GPT que resultou na morte de duas pessoas, encaminhou oficio ao JUIZ DE DIREITO DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL uma representação para  decretação de prisão preventiva dos policiais militares envolvido na citada ocorrência.

O capitão Pedro Rodrigues dos Santos encarregado do IPM assina a representação para a prisão preventiva protocolada hoje, dia 29 de novembro ao Juiz de direito da Justiça Militar.


É um fato lamentável, duas vidas ceifadas, e ainda as complicações aos policiais, que no afã cotidiano tiveram uma sequência de atitudes equivocadas, e agora serão punidos. 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

3 mil 663 eleitores terão título cancelados em Iporá, Diorama 3º melhor em comparecimento..


Gianricardo- chefe do cartório 53ª zona
O recadastramento biométrico na 53ª zona eleitoral com sede em Iporá, região Oeste de Goiás foi satisfatório, foram ultrapassadas as metas traçadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, Diorama foi destaque em Goiás, 3º lugar no ranking estadual. Só 260 eleitores deixaram de comparecer, o índice foi de 89%. Diorama tem agora 1.966 eleitores, antes era de  2.427 eleitores.

Em Iporá, maior colégio eleitoral da comarca, o índice de comparecimento foi de  85% de eleitores recadastrados perfazendo um total  20 mil 860 eleitores revisados, 3. 663 eleitores deixaram de comparecer, a previsão era do comparecimento de  25.064 eleitores. Iporá ficou em 10º lugar no ranking.

Amorinópolis ficou em 8º lugar no ranking estadual, 3.649 eleitores revisados num total previsto de 3 mil 873, 527 eleitores não recadastraram em Amorinópolis.

Os eleitores que não foram recadastrados serão informados ao TRE e a corregedoria providenciará o devido cancelamento, explica Geanricado Afra Borges, chefe do cartório. Depois de cancelado


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Sociólogos de Goiás apontam erros na educação de jovens na sociedade atual.


Professor Flávio Sofiati - foto divulgação UEG
A UEG campus Iporá realizou de 22 a 24 de novembro o 7º COSEMP, Congresso de Educação, evento que reuniu mais de duas mil pessoas entre acadêmicos e professores das redes estadual e municipal. 
A palestra de encerramento foi no auditório do IF goiano com a temática: JUVENTUDE E DIREITOS HUMANOS NA SOCIEDADE ATUAL com os professores doutores em sociologia Rezende Bruno de Avelar e Flavio Munhoz Sofiati. Para o professor Flavio Munhoz, autor de alguns livros sobre a juventude, a sociedade precisa mudar a forma de educar os jovens, que hoje são levados a um individualismo sem medida, a uma competição constante em nome de uma vida melhor no futuro. Os sociólogos deram o nome a isso de a busca pela prosperidade, e apontaram algumas igrejas cristãs como responsáveis por isso, quando pregam um cristianismo deturpado.

Prof. Rezende - foto divulgação UEG
Os nossos jovens hoje estão sendo levados por uma onda conservadora que levam a vários fatores, entre eles, a cultura do “ salvem-se quem puder”, e isso leva a uma realidade social que privilegia práticas individualistas e competitivas, e a sociedade acaba vendo isso como natural, explica o sociólogo. “ O natural do ser humano é ser competitivo, é ser individualista, alguns dizem, é preciso lutar pela sobrevivência”. Explica Sofiati que nada é natural, tudo é construído socialmente do ponto de vista da sociologia, Segundo ainda o professor, existem várias pesquisas que apontam o contrário, que o indivíduo vai se construindo socialmente.  Por aí percebe-se a importância dos educadores na construção de um mundo melhor. É preciso dar um referencial na construção social, nesse sentido o sociólogo disse que o problema é que os referenciais se multiplicaram, se fragmentaram e no caso da religião, se proliferam a religião puramente cultual, de culto ao dinheiro, e infelizmente, esse é o grande referencial, diz ele. Cultuar o dinheiro significa valorizar as coisas, o ter e a propriedade privada. O que esperar de um referencial desse? Indaga. Muitas igrejas pregam o contrário da essência do cristianismo, que é a vida comunitária. As igrejas se multiplicaram e investem nessa lógica do salve-se quem puder. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Colégio Militar em Iporá não é uma imposição, diz comandante da PM em Goiás.

Cel. Alves. comandante da PM em Goiás
Está aceso em Iporá, cidade localizada na região Oeste de Goiás, o debate sobre a militarização da escola pública. Esse assunto é amplamente debatido por aqui há alguns anos NAS RÁDIOS RIO CLARO AM E FELICIDADE FM, desde que surgiu essa possibilidade, que ganhou força com a ascensão  ao poder do atual prefeito Naçoitan Araújo Leite, compadre e  amigo pessoal do comandante geral da PM no estado o coronel Divino Alves, defensores dessa ideia, que tem o apoio de grande parte da população.

Uma coleta de assinatura realizada em julho último em Iporá mostra o apoio popular para a implantação do colégio militar, por isso, a iniciativa está tomando forma, agora, já de forma oficial, com data prevista para a sua concretização, janeiro de 2018.

Capitão Messias  
A motivação para essa implantação está na informação de que o colégio militar colabora para a melhoria do desempenho dos alunos, eles conseguem com mais facilidade o acesso ao ensino superior. Os militares conseguem impor uma disciplina, o comportamento dos alunos é melhor controlado, o que agrada, principalmente aos pais, muitos deles preocupados com a onda de violência, e outros com a própria rebeldia dos filhos.  O capitão Messias, sub comandante do 12º BPM disse que as unidades do colégio militar tem conquistado resultados favoráveis. 

 Essa seria a luz no fim do túnel para guiar a sociedade rumo a um futuro melhor?

Para o SINTEGO, Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Goiás, esse não é o caminho, para eles, o colégio militar fere o direito dos educadores, a presidente da regional Iporá, professora Elizabeth Rocha, argumenta que o papel da polícia Militar é garantir a segurança da população, segundo ela, isso não justifica a presença da PM dentro de uma escola, se o governo quer investir, que invista dentro da escola pública e que delega os mesmos direitos que essa escola militar vai ter, tanto na infraestrutura quanto no poder de disciplinar os alunos. A Sindicalista disse que o professor hoje não pode nem chamar a atenção do aluno na sala de aula, porque estaria cometendo uma injustiça com ele, e ela, cita espancamento de professores em sala de aula como exemplo, e que se dá o direito ao aluno quando ouvido. Ela acredita que o professor consegue impor uma disciplina se isto lhe for facultado.

Para o Coronel Alves, comandante da Polícia Militar em Goiás, já muita falta de informação sobre o funcionamento do colégio militar. Os militares não vão afetar os direitos dos educadores, e, ele pede que todos se informem mais sobre o funcionamento do colégio militar.
Disse ainda que essa vinda do colégio militar não é uma imposição, e sim, fruto de um trabalho de consultas junto a sociedade. O Coronel esclarece que não está impondo nada, e que tudo é feito após reunião com a comunidade escolar, entre pais, alunos e trabalhadores da educação, que só após a aprovação é que de fato acontecerá a mudança.

Quinta-feira, dia 16, um grupo de professores e imprensa estarão fazendo uma visita ao colégio Militar Cesar Toledo em Anápolis para conhecer. O convite partiu do comando da PM e a equipe do colégio Ariston vai se posicionar sobre o assunto após conhecer in-loco o funcionamento.



domingo, 12 de novembro de 2017

2017 Chuvas trazem alívio à região Oeste de Goiás, mas especialistas alertam para crise hídrica estrutural

Córrego tamanduá em 12/11/2017

Chuvas trazem alívio à região Oeste de Goiás, mas especialistas alertam para crise hídrica estrutural

Rios voltam a correr e produção rural é retomada, mas degradação ambiental ainda ameaça abastecimento de cidades como Iporá, Arenópolis e São Luís de Montes Belos

As chuvas que caem com intensidade neste mês na região Oeste de Goiás trouxeram alívio à população urbana e ao produtor rural. Depois de um período de estiagem prolongada, os níveis de rios e córregos começaram a se recuperar, afastando temporariamente o risco iminente de desabastecimento nas cidades.

A melhora no regime de chuvas foi comemorada por agricultores, que voltam a preparar a terra para o plantio, e por moradores de cidades que, como Iporá, enfrentaram nos últimos anos graves problemas de falta d’água. No entanto, especialistas e lideranças locais fazem um alerta: a crise hídrica é consequência direta da degradação ambiental e requer ações imediatas e duradouras.

Mestre Waldir Specian a UEG debate essa situação.

“O problema não é só a chuva, é o que estamos fazendo com a água que temos”, afirma o professor Valdir Specian, mestre em Ciências da Engenharia Ambiental e docente da Universidade Estadual de Goiás (UEG) em Iporá. Para ele, o alívio momentâneo não deve mascarar a urgência de preservar nascentes, matas ciliares e mananciais. “A água é um direito de todos, mas também um dever de todos. Precisamos limitar o uso doméstico, recuperar áreas degradadas e proteger o que ainda resta”, reforça.

Valdir lembra que a ocupação irregular do solo, a destruição de nascentes pelo pisoteio de gado, a ausência de curvas de nível e a falta de respeito à reserva legal prevista na legislação ambiental são práticas que ameaçam o ciclo da água. “Estamos punindo a nós mesmos. A tendência, se nada for feito, é faltar água para o consumo humano, para os animais e para a produção de alimentos”, alerta.


Adailton Leite - Produtor rural deve preservar.

Histórico de crise

A realidade já deu sinais drásticos. Em 2017, cidades como Arenópolis, São Luís de Montes Belos, Fazenda Nova e a própria Iporá registraram desabastecimento. Em Iporá, toda a vazão do ribeirão Santo Antônio era desviada para abastecer a cidade, gerando tensão e protestos.

Na capital, Goiânia, o cenário também preocupa. O lago de Serra da Mesa, maior reservatório de água da América Latina, chegou a níveis críticos recentemente. O Rio Vermelho secou em algumas regiões, e os rios Anicuns e Meia Ponte enfrentam sérios problemas de vazão. “Estamos diante de uma crise anunciada. Só haverá resultado se começarmos agora a recuperar nascentes e matas ciliares. Isso leva tempo”, reforça o professor Valdir.

Advogado João Francisco sugere trabalho preventivo. 

Iniciativas locais

Diante do cenário, o Sindicato Rural de Iporá, Diorama e Israelândia iniciou em 2016 um programa de conscientização junto aos produtores. Segundo o presidente da entidade, o médico Adailton Leite, não se trata de culpabilizar o agricultor, mas de estimular ações corretivas. “O produtor rural não é o vilão, mas tem o dever de corrigir erros e recuperar áreas degradadas. É preciso unir forças”, afirmou.

Outro defensor da causa é o advogado João Antônio Francisco, que investe em um projeto de canalização do córrego Tamanduá, em Iporá. Para ele, o papel da SANEAGO (empresa de saneamento) é fundamental. “A empresa precisa assumir sua responsabilidade, investir em infraestrutura, criar reservas de água e intensificar campanhas educativas”, argumenta.

Sobre a perfuração de poços artesianos, o advogado faz um alerta: “Quem fura um poço resolve o seu problema imediato, mas esquece o coletivo. Precisamos pensar em soluções comunitárias e sustentáveis”.

Apesar da trégua momentânea trazida pelas chuvas, o consenso entre especialistas e lideranças é claro: ou o Estado e a sociedade assumem a responsabilidade ambiental agora, ou a falta d’água voltará com ainda mais força — e consequências.

 

AGONIA DO POVO, BRASIL, BRASILEIRO!



Num país onde a corrupção corre solta, onde a indignação da maioria do povo não é capaz de promover a recuperação do dano causado aos cofres públicos, onde a descoberta do crime não se transforma em punição, mas em benesses — como prisão domiciliar em mansões ou privilégios em prisões, com conforto de boa alimentação, entretenimento, banho de sol e coleguismo com os outros encarcerados —, não se pode levar nada a sério.

Um país onde o trabalhador paga o pato pelos crimes do colarinho branco, com leis severas criadas para beneficiar os ricos; um país onde se paga pela aposentadoria e talvez nunca se tenha direito a ela; um país onde os pobres são tratados com desdém nas filas de hospitais — aqui, não existe seriedade, nem esperança!

Aqui, igrejas, em nome de Deus, exploram o povo, constroem grandes templos, garantem conforto a quem deveria apenas servir e, em nome da liberdade religiosa, permite-se enganar o próximo, pois nunca haverá punição.

Aqui, na terra do faz de conta, a transparência é turva, a torpeza é garantia de futuro, o grito não ecoa, a fé engana e a vida vale apenas a bala da arma ou a sujeira da faca.

Revolução... Pra quê? Revoltar-se... pra quê? Recorrer a quem?

Aqui, os salvadores da pátria são algozes, os heróis são vilões, os santos são demonizados, e os sonhos, pesadelos!

Despertar-se, jamais! Acordar?... Não existe esperança na terra de ninguém. Aqui, a vida está sempre por um vintém. Aqui é terra de ninguém.

Pedro Claudio Rosa
Um ninguém na multidão
Iporá, Goiás, 12 de novembro de 2017


Se quiser, também posso sugerir uma versão ainda mais refinada para publicação formal ou literária. Gostaria?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Falta água em quase todo o estado, Deputado defende governo: Problema é a chuva que não vem!

O deputado estadual Henrique Arantes (PTB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás, durante o Pequeno Expediente desta terça-feira (31), para se posicionar sobre a atual crise de falta de água em Goiás. 

O parlamentar reconheceu a gravidade do problema e ressaltou que não se trata de algo político, apenas. “Este é o tema do momento, porém, parece viável falar que o Governo não está colocando água na casa do povo, mas é preciso lembrar que não está chovendo nos últimos dias. Eu sei que existe o problema de infraestrutura, todavia não é só isso”, alegou.

Para Henrique Arantes, uma solução imediata e eficaz seria desligar os pivôs de irrigação e revogar outorgas de fazendeiros que possuem o equipamento para abastecimento próprio. “Existem municípios em que a água consumida pela cidade toda é menos que um único pivô”, ponderou.  
      
        O deputado defendeu ainda que o cuidado primordial deve ser aplicado ao controle da crise para a manutenção da população. “Em um momento em que falta água, nós deveríamos viabilizar o consumo humano e depois o consumo econômico. Primeiro a vida e depois as demais atividades. Entretanto, não podemos usar o motivo crise para fazer palanque político”, concluiu.