Opinião Pedro Claudio - Licenciado em História UEG, 32 anos de radiojornalismo comunitário. Escrito em 30/10/2019
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Destempero que pode levar a ruína
Opinião Pedro Claudio - Licenciado em História UEG, 32 anos de radiojornalismo comunitário. Escrito em 30/10/2019
sábado, 14 de setembro de 2019
Brasil em chamas: entre a crise ambiental e o colapso moral

Por Pedro Claudio Rosa –
Licenciado em História, Jornalista, Radialista e Diácono Permanente na Igreja
Católica Apostólica Romana
Vivemos tempos difíceis
em todo o Brasil. Não bastasse a instabilidade política, a polarização
ideológica, as reformas controversas — trabalhista, previdenciária —, e os
escândalos que abalaram as instituições, como a Lava Jato e a Vaza Jato, o país
ainda enfrenta um cenário alarmante de devastação ambiental. É fogo por todos
os lados. Os meses de julho, agosto e setembro de 2019, no pleno século XXI,
registraram uma onda de incêndios que consumiram grandes áreas do Cerrado, da
Mata Atlântica e da Amazônia. A fauna e a flora sofrem; os rios secam. O país
arde em chamas — literal e simbolicamente.
Em meio ao caos, até a
rádio, meio de comunicação considerado por muitos obsoleto, transmite o clamor
desesperado de líderes indígenas pela proteção dos Caiapós e de outras
comunidades ameaçadas. A situação remete àqueles tempos antigos em que, na
ausência de explicações científicas, buscava-se sentido nos desígnios divinos.
Se estivéssemos na Idade Média, talvez tudo isso fosse visto como um castigo de
Deus pelos pecados da humanidade.
Mas hoje, os estudiosos
apontam causas bem mais concretas: o tempo seco, a ganância desmedida, o avanço
descontrolado do agronegócio e o uso político do fogo, inclusive como
instrumento de pressão e desestabilização. Fato é que o ser humano — esse ser
racional — parece ter abdicado da razão. Vivemos um tempo em que a ignorância
veste capa de convicção, e o individualismo se sobrepõe ao bem comum.
Recordo com saudade dos
tempos da minha infância, nas décadas de 70 e 80, quando a fé popular era forte
nesta região. Via minha mãe, Luzia Joaquina Rosa, rezar ao pé do cruzeiro, com
flores e água, pedindo chuva. E a chuva vinha. Hoje, parece que perdemos até a
fé. Acumulamos diplomas, debatemos teologia, discutimos política, mas
esquecemos de amar, de cuidar, de viver com compaixão.
A polarização nos
fragmenta. Ser de direita ou de esquerda virou rótulo de guerra. Uns defendem o
crescimento econômico e a propriedade privada, outros os direitos humanos e a
igualdade social. Mas ninguém parece disposto a enxergar que estamos todos no mesmo
barco — e que ele está fazendo água. Em vez de unirmos esforços para salvar o
que resta, preferimos discutir quem tem razão, enquanto afundamos.
Falta-nos inteligência
emocional e espiritual para compreender a gravidade da situação. Falta-nos
humildade para reconhecer erros e coragem para mudar. Falta-nos fé — não apenas
religiosa, mas fé no ser humano, no coletivo, na esperança.
Talvez seja hora de rezar
mais. A oração pode não mudar o clima de imediato, mas pode mudar corações. E
corações transformados são capazes de atitudes novas. Oremos, sim — mas também
plantemos, cuidemos, eduquemos, escutemos.
Porque, do jeito que
vamos, só nos restará o vazio de uma terra arrasada e o eco de nossas próprias
escolhas. E que Deus tenha piedade de nós.
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
É preciso proteger melhor o meio ambiente
Bandeira de Iporá |
Morte na G0 060, no período de emergência decretado pelo Governo.

O que causa estranheza é o silencio do governo para essa situação, não se fala em como será a recuperação, reconstrução da ponte, obra iniciada e parada. O decreto de emergência serviu pra quê?
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Mundo atual, eu tenho a força
Crônica: A minha força pode expor minha fraqueza
Por Pedro Cláudio
Vivemos tempos em que o grito é confundido com razão,
e a força — muitas vezes disfarçada de opinião — nada mais é que a máscara de
uma fragilidade mal resolvida. Há em nós, humanos, uma mania antiga e
persistente: querer conduzir o enredo, ditar o rumo, escrever o último capítulo
da história como se fôssemos os únicos autores da verdade.
Isso sempre existiu, mas neste início de século XXI,
tornou-se um espetáculo diário. Nas redes sociais, qualquer um se transforma em
especialista. Não importa o tema: ciência, política, religião ou até
meteorologia. O saber cede espaço à convicção. Não se consulta a fonte,
ignora-se o contexto, e o pretexto é sempre o mesmo — eu tenho o direito de
opinar.
Sim, todos temos esse direito. Mas o que poucos
lembram é que junto dele vem o dever da responsabilidade. Quando a minha força
de opinar se torna uma imposição, quando transformo minha voz em sentença e meu
palanque em tribunal, corro o risco de revelar, sem perceber, a minha maior
fraqueza: o medo de estar errado.
E aí está o problema. Passo a desqualificar tudo que
me contraria. Se a notícia me incomoda, o problema não sou eu — é o jornal, é a
imprensa, é o jornalista. De um segundo para o outro, passo a rotular: esquerdista,
direitista, comunista, golpista, vendido. O adjetivo que escolho depende, é
claro, da minha própria posição diante dos fatos.
Em vez de mudar de canal, desligar a TV, rolar a tela
para cima ou buscar uma nova fonte, faço questão de consumir o conteúdo só para
atacá-lo. Parece contraditório, e é. Mas também é humano. E perigoso.
Mais perigoso ainda é quando essa opinião rasa ganha
microfone, púlpito, tribuna. Quando uma liderança, escolhida para representar
um grupo, ignora o coletivo e impõe a sua visão como se fosse única. Essa força
performática, teatral, gritante — que se pretende firmeza — pode colocar em
risco todo um conjunto que não foi consultado, mas que será julgado pela fala
de um só.
A humanidade, que já assistiu “bestializada” a muitos
absurdos, como bem descreveu Aristides Lobo em 1889, agora assiste atônita às
novas formas de manipulação. Lutamos ao lado de quem prega a intolerância,
idolatramos discursos que ignoram os pobres, inferiorizam os negros, vilanizam
os indígenas. E tudo isso em nome de um progresso que não hesita em arrancar
árvores, contaminar rios, sufocar florestas.
Talvez um dia sejamos capazes de entender que a
verdadeira força está em saber ouvir. Que o verdadeiro poder está em recuar,
reconhecer limites, permitir o contraponto. E que a maturidade não se mede em
decibéis, mas na sabedoria de saber quando calar é o maior gesto de respeito.
Porque, no fim das contas, a minha força — quando
usada para calar o outro — não passa de um reflexo do que mais me apavora: o
vazio que grita dentro de mim.
sábado, 31 de agosto de 2019
Prefeita de Doverlandia Go internada no HUGOL em Goiânia após cair de mula.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Polícia Civil de Goiás se prepara para o combate a corrupção.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Produção academica em Iporá, preocupação com meio ambiente.



Crianças orientadas para evitar incêndios


quinta-feira, 22 de agosto de 2019
GO 174 , Diorama a Montes Claros de Goiás, uma novela sem fim. Começa mais um capitulo
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Valéria e depu. Karlos - Foto Assessoria |
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Foto; assessoria |
2019 Mineração é um cavalo de Tróia para as cidades.
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Jarbas Vieira - MAM |
Rede Diocesana alerta:
mineração pode representar riscos para comunidades locais
Por Pedro Claudio
A Rede Diocesana de
Rádio, atenta aos fatos que impactam a vida da população, reforça seu papel de
conscientização e reflexão crítica sobre temas que muitas vezes chegam à
sociedade de forma distorcida ou superficial. Um desses temas, que ganha
destaque, é a mineração — atividade cercada de promessas de progresso,
mas que pode esconder graves consequências sociais e ambientais.
O que para muitos
municípios parece um atalho para o desenvolvimento econômico, pode se revelar
um verdadeiro “fogo de palha”: brilha intensamente no início, mas logo se
apaga, deixando apenas cinzas e prejuízos. Essa é a avaliação de Jarbas
Vieira, representante do Movimento Pela Soberania Popular na Mineração
(MAM), organização que atua desde 2002 junto às comunidades afetadas por
empreendimentos minerários no Brasil.
O caso de Iporá: alívio
disfarçado
Em meados dos anos 2000,
a cidade de Iporá, no Oeste de Goiás, chegou a vislumbrar a instalação
de um projeto de exploração de níquel, o que trouxe expectativas de
geração de empregos e aquecimento econômico. No entanto, com a crise financeira
global de 2008, o projeto foi interrompido — e hoje, para especialistas, como o
professor Valdir Specian, geógrafo da UEG de Iporá, essa “frustração”
pode ter sido uma sorte disfarçada.
Segundo o professor, o
município escapou de uma série de impactos que costumam acompanhar esse tipo de
atividade, e que são observados em dezenas de outras cidades do país.
Efeitos colaterais da
mineração
Jarbas Vieira explica que
a chegada de grandes projetos minerários altera profundamente a rotina e a
estrutura social dos municípios. “Quando uma mina se instala, vem uma leva de
trabalhadores de várias regiões do país. Isso gera aumento da prostituição, do
consumo de drogas, da violência, da exploração sexual — inclusive de menores —
além de outras formas de degradação social”, afirma.
Para ele, o retorno
financeiro para as cidades é ínfimo frente aos prejuízos. “As comunidades arcam
com as consequências ambientais, como a contaminação das águas e o
desmatamento, e também perdem sua identidade e modo de vida. Tudo isso para
atender a interesses econômicos externos, que nada deixam de legado positivo”.
Panorama nacional:
impacto em 3.500 municípios
Hoje, mais de 2.000
municípios brasileiros recebem a Compensação Financeira pela Exploração
Mineral (CFEM), conhecida como o "royalties da mineração". Além
disso, o MAM estima que outros 1.500 municípios enfrentam a mineração de
forma irregular ou ilegal. Somados, são cerca de 3.500 cidades onde o
extrativismo mineral está presente.
O Brasil concentra 92%
da sua mineração legalizada em apenas três estados: Minas Gerais, Goiás
e Pará, com 62 municípios abrigando as maiores operações minerárias. Apesar
da magnitude econômica, o impacto real sobre as comunidades locais é motivo de
grande preocupação.
Consciência e resistência
Organizado em 13
estados brasileiros, o MAM atua com ações concretas para ampliar o debate
sobre os direitos das populações locais e os limites da mineração predatória. A
proposta do movimento é que a atividade mineral seja repensada com base na
soberania popular, respeitando os limites ambientais e sociais de cada
território.
A Rede Diocesana de Rádio
reforça: informar é essencial. Só com conhecimento e participação social será
possível construir uma sociedade que não troque sua saúde, sua água e sua
dignidade por promessas passageiras de crescimento.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Família : Superar o individualismo, a violência por meio da vivencia em comunidade.

domingo, 4 de agosto de 2019
Diáconos realizam 20º encontro em Itumbiara
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Diácono Joaquim, Rosilei e Renato. |
A diocese São Luís de Montes Belos foi representada pelos diáconos Joaquim Gouvea de Montes Claros, Rosilei de São Luis e Renato de Nazário.
Religiosos passionistas reunidos em retiro e assembleia em Aparecida- SP
quarta-feira, 27 de março de 2019
É preciso refletir
Por Pedro Claudio
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recomendou que as Forças Armadas realizem
atos para marcar o dia 31 de março, data que simboliza o golpe militar de 1964,
que instaurou no Brasil uma ditadura de 21 anos. A orientação, transmitida pelo
porta-voz do Palácio do Planalto, gerou forte reação de defensores de direitos
humanos e de entidades da sociedade civil, que consideram a medida um estímulo
à intolerância e à negação das violações cometidas no período.
Para Bolsonaro, a tomada de poder pelos militares não
configura um golpe. “O presidente não vê golpe militar nessa ação de 1964”,
afirmou o porta-voz. A posição contraria a interpretação oficial de órgãos de
memória, universidades e documentos históricos, que registram o período como
marcado por censura, perseguição política, tortura e mortes.
Entre as vozes críticas está a Associação Nacional dos
Defensores Públicos Federais (Anadef), que divulgou nota pública repudiando a
decisão. Segundo a entidade, a comemoração “estimula o ódio e a tortura” e
“ignora a dor de dezenas de brasileiros” perseguidos, presos ou mortos durante
a ditadura.
“Celebrar a data é retroceder aos direitos
conquistados sob a morte daqueles que lutaram por um país livre, entre eles
índios, sindicalistas, líderes rurais e religiosos, desaparecidos e
assassinados durante o período”, afirma o texto da Anadef.
A associação destaca que respeita o papel
institucional das Forças Armadas, mas ressalta que, em 1964, sua atuação foi
“deturpada e corrompida” ao instaurar um regime que violou o Estado Democrático
de Direito.
Bolsonaro, capitão reformado do Exército, já havia
manifestado publicamente simpatia por figuras e ações do regime militar. Para
críticos, essa postura indica uma tentativa de estender suas convicções
pessoais à condução do governo, desconsiderando a pluralidade cultural,
política e religiosa do país.
O golpe e suas consequências
O golpe de 31 de março de 1964 depôs o presidente João Goulart e deu início a
um governo militar que durou até 1985. Documentos da Comissão Nacional da
Verdade apontam que, nesse período, houve perseguição sistemática a opositores
políticos, com prática de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados.
Embora ainda haja divergências sobre o contexto
geopolítico da época — marcado pela Guerra Fria e pelo temor de expansão do
comunismo —, historiadores e organismos internacionais convergem em considerar
que o regime feriu gravemente direitos fundamentais.
Para setores que se opõem à recomendação do governo, a
comemoração oficial do golpe representa não apenas uma reinterpretação da
história, mas também um risco de enfraquecimento das conquistas democráticas
obtidas após a redemocratização.
terça-feira, 26 de março de 2019
Iporá Goiás - Militar destaque em curso da Rotan é do interior
Militar de Iporá é destaque em curso de
formação da ROTAM
O soldado Hugo Fernandes Sousa, natural de
Iporá, conquistou o primeiro lugar em desempenho no 18º Curso
Operacional de ROTAM (COR), treinamento voltado para a preparação de policiais
na atuação em Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas. O feito foi
celebrado pela corporação e pelo Subcomandante do 12º BPM, major
Messias, que destacou: “Quem ganha é a sociedade”.
O curso, com duração de três meses e sete dias,
iniciou em 17 de fevereiro e foi concluído no dia 22 de março,
totalizando 620 horas/aula divididas entre atividades teóricas e estágio
operacional.

A capacitação reuniu policiais militares de Goiás e de
outros estados, como Mato Grosso, Tocantins, Pará, Paraíba, Amapá, Santa
Catarina e Distrito Federal. A alta exigência ficou evidente na taxa de
conclusão: dos 118 policiais que iniciaram o treinamento, apenas 69
chegaram ao fim.
A solenidade de formatura contou com a presença
do governador Ronaldo Caiado e do vice-governador.
O serviço realizado pelo BPMROTAM/GPT é
considerado essencial como segunda malha protetora das tropas de área,
selecionando os policiais mais preparados para operações de alta complexidade.
A ROTAM é uma tropa de elite da Polícia Militar de Goiás, atuando no
combate a crimes como roubos a bancos, veículos e estabelecimentos, além de
enfrentar o narcotráfico e o crime organizado, prestando apoio tático a outras
forças policiais do Estado.
Em entrevista, o soldado Sousa comentou sobre o
desafio:
"Para se tornar um policial da ROTAM é necessário muita dedicação e
perseverança. Durante o curso, passamos por diversas instruções que visam nos
preparar física, psicológica e intelectualmente para o desempenho da função nas
ruas", afirmou.
segunda-feira, 25 de março de 2019
UEG investigada, ato político ou cuidado com a coisa pública?
Fogo arquivo |
domingo, 10 de março de 2019
Iporá vence Aparecidense e renasce no Campeonato Goiano
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Danilo Narra na Rio Claro, vitória do Iporá |
O Iporá Esporte Clube deu um salto grande na tabela no campeonato Goiano, a duas rodadas era tida como certa o rebaixamento, grande parte dos torcedores não acreditava na reação, e o Iporá não só deixou a zona de rebaixamento como entrou na zona de classificação para as quartas de final, neste domingo, 10/03/2019.
2019 - Direitos das trabalhadoras ganham destaque no Dia Internacional da Mulher
Direitos das
trabalhadoras ganham destaque no Dia Internacional da Mulher
Por Pedro Claudio –
Jornalista, radialista, estudante de Teologia e História
Neste 8 de março, Dia
Internacional da Mulher, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho
reforça a importância da proteção social e trabalhista garantida às mulheres no
Brasil. Entre os benefícios assegurados, está a licença-maternidade, que oferece
amparo às trabalhadoras no período da gestação e nos primeiros meses após o
nascimento ou adoção de um filho.
Segundo dados da
Previdência Social, mais de 53,5 mil mulheres estavam em licença-maternidade em
dezembro de 2018. Uma delas é a assistente administrativa Roseane Ferreira, de
29 anos, que destaca a importância do benefício para a convivência familiar. “É
um período de extrema importância tanto para mãe quanto para o bebê. É muito
bom poder estar em casa para acompanhar o desenvolvimento da minha filha”,
afirmou Roseane, que optou por ampliar esse tempo unindo suas férias ao período
de licença.
Prevista na Constituição
Federal, a licença-maternidade garante 120 dias de afastamento remunerado às
trabalhadoras seguradas pela Previdência, sem prejuízo do emprego. A mulher
pode iniciar o afastamento a partir do 28º dia antes do parto, mediante apresentação
de atestado médico. Em situações específicas, como parto antecipado, o direito
aos 120 dias permanece assegurado.
Durante a gravidez, a
legislação trabalhista também protege a mulher de demissão sem justa causa —
desde a confirmação da gestação até cinco meses após o parto. São garantidas
ainda, sem prejuízo do salário, dispensas para no mínimo seis consultas médicas
e exames, bem como a transferência de função em casos em que a saúde da
gestante assim exigir. Após o período de licença, a trabalhadora tem assegurado
o retorno à função anteriormente exercida.
Outro direito relevante é
o repouso remunerado de duas semanas em casos de aborto espontâneo ou previstos
em lei, com garantia do retorno ao cargo. Além disso, até os seis meses de
idade do bebê, a mulher tem direito a dois intervalos especiais de 30 minutos
cada durante a jornada de trabalho para amamentação. Esse período pode ser
estendido mediante recomendação médica.
Para mães que atuam em
empresas com mais de 30 funcionárias maiores de 16 anos, é obrigatória a oferta
de creche ou auxílio-creche, que pode ser fornecido por meio de convênios com
instituições públicas ou privadas. Caso a empresa não tenha creche própria,
pode repassar às funcionárias um valor específico para custear os cuidados com
o bebê — o chamado reembolso-creche.
Além de proteger a
maternidade, a legislação trabalhista brasileira combate qualquer forma de
discriminação relacionada à gravidez ou à condição familiar da mulher. Conforme
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei nº 9.029/95, é proibido usar
esses critérios para impedir contratações, progressões na carreira ou
justificar demissões.
Neste 8 de março, a
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho chama a atenção da sociedade para
o cumprimento e valorização dos direitos das mulheres no mundo do trabalho. A
equidade de gênero e a proteção à maternidade são pilares fundamentais para o
desenvolvimento social e para uma sociedade mais justa.