sábado, 31 de maio de 2025

Por Onde Caminha a Humanidade?

 


Por Onde Caminha a Humanidade?

Por Pedro Claudio Rosa – jornalista - pensando ...
Ideia central e conteúdo construído com auxílio da inteligência artificial.
Iporá, Goiás, 31 de maio de 2025

A pergunta "Por onde caminha a humanidade?" já foi tema de livros, filmes e profundas reflexões filosóficas. Ela ressurge com força sempre que nos deparamos com a irracionalidade coletiva que atravessa séculos e fronteiras. Mesmo na era da informação, da ciência e dos direitos humanos, seguimos presos a ciclos de violência, intolerância e manipulação.

No cenário internacional, a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, persiste com novos capítulos de destruição em 2025. Recentemente, forças russas capturaram mais localidades no leste e nordeste ucraniano, enquanto a diplomacia segue estagnada. A ameaça de uma escalada ainda maior preocupa líderes europeus. O chefe do Exército britânico chegou a alertar para a possibilidade de um conflito direto entre a Rússia e a OTAN nos próximos anos (RTP, Diario AS).

No Oriente Médio, o conflito entre Israel e Hamas também continua sem uma solução. Em maio de 2025, o Hamas propôs libertar 10 reféns vivos e entregar os corpos de outros 18 em troca de um cessar-fogo permanente e da retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza. Israel, por sua vez, rejeitou a proposta e mantém sua ofensiva militar. Enquanto isso, a população civil agoniza diante da escassez de ajuda humanitária e da destruição contínua (El País, Diário de Notícias, RTP).

No Brasil, a polarização entre bolsonarismo e lulismo escancara uma ferida social. Embora pesquisas indiquem que a polarização seja ainda mais intensa nos Estados Unidos, a realidade brasileira também é alarmante. A disputa entre esquerda e direita tem gerado confrontos verbais e físicos, dificultando qualquer tentativa de diálogo e comprometendo a construção de consensos (O Globo).

É profundamente preocupante ver como, em nome de ideologias ou lideranças políticas, muitos esquecem valores básicos como a empatia e a solidariedade. Quando figuras como o Padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho com a população em situação de rua, são alvo de críticas por defender os mais vulneráveis, algo está profundamente errado em nosso senso moral coletivo.

Ainda mais inquietante é ver pobres defendendo interesses de elites econômicas que os oprimem, muitas vezes motivados por desinformação ou manipulação. O fantasma do "comunismo", usado como ameaça imaginária, mascara uma realidade em que uma minoria poderosa se perpetua no topo da pirâmide social com o apoio inconsciente da base.

A irracionalidade humana não é novidade. Mas sua persistência mesmo em tempos de avanços científicos e tecnológicos é um paradoxo que assombra. A esperança, no entanto, ainda reside na educação, no fortalecimento das instituições democráticas e na promoção de uma cultura de paz e respeito às diferenças.

Por onde caminha a humanidade?
Talvez a resposta esteja em nossas escolhas diárias, na disposição de escutar o outro, no exercício da empatia e na coragem de romper com narrativas de ódio. O desafio é imenso, mas a possibilidade de mudança – por mais tênue que seja – começa em cada um de nós.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Câmara de Iporá tem semana de embates e denúncias: consignados, IPASI e infraestrutura dominam debates

 

Debates acalorados marcam sessões na Câmara de Vereadores de Iporá

Câmara de Iporá tem semana de embates e denúncias: consignados, IPASI e infraestrutura dominam debates

 

A política em Iporá segue movimentada em 2025, com tensão crescente nas sessões legislativas da Câmara Municipal. Embora a prefeita Maysa Cunha (AVANTE) afirme trabalhar em harmonia com os 13 vereadores da Casa, os discursos da oposição e os embates registrados nos últimos dias demonstram que o clima está longe de ser pacífico.

 

Na sessão da última segunda-feira (12), o vereador Suélio Gomes (MDB) trouxe à tona uma série de denúncias que deram o tom da semana. Entre as principais, a acusação de que a Prefeitura estaria descontando empréstimos consignados diretamente da folha dos servidores municipais sem repassar os valores às instituições bancárias. “Isso tem causado sérios transtornos aos servidores, que estão sendo cobrados injustamente pelas instituições financeiras”, afirmou Suélio, que também pediu a substituição da assessoria jurídica do Executivo, classificando sua atuação como ineficiente.

 

A líder do governo na Câmara, vereadora Cláudia Lima (AVANTE), tentou conter os danos e rebateu as críticas, afirmando que os problemas seriam herdados da gestão anterior, comandada por Naçoitan Leite (UNIÃO BRASIL). A resposta, no entanto, foi prontamente rebatida pela vereadora Viviane Specian (PT), que afirmou: “Os atrasos nos repasses são da atual gestão, não adianta tentar transferir responsabilidades.”

 

Além da questão dos consignados, Suélio Gomes também apontou deficiências na infraestrutura urbana, com destaque para falhas nos serviços terceirizados de iluminação pública e na execução do tapa-buracos. Ele ainda criticou o número excessivo de contratações por parte da prefeitura, o que, segundo ele, estaria sobrecarregando a folha de pagamento do município.

 

Viviane Specian aproveitou a tribuna para reacender outro tema sensível: a situação do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Iporá (IPASI). Segundo a parlamentar, a atual gestão continua adotando práticas da administração anterior, realizando repasses ao instituto apenas mediante pressão judicial. Ela denunciou que o IPASI está sem a Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP) e acumula uma dívida que ultrapassa os R$ 50 milhões. Apesar do quadro preocupante, Viviane reconheceu que a nova presidência do instituto tem buscado implementar mudanças estruturais.

 

As sessões da Câmara seguem até esta sexta-feira (16), sempre às 9h da manhã, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Casa no YouTube. A expectativa é que os debates continuem intensos, com possíveis novos desdobramentos e esclarecimentos sobre as denúncias que vêm agitando o cenário político iporaense.


domingo, 11 de maio de 2025

Novo Papa: muito se espera, pouco pode ser feito

Nas estradas do mundo



 

Novo Papa: muito se espera, pouco pode ser feito

Por Pedro Claudio Iporá Goiás, 11 de maio de 2025

Com a chegada do Papa Leão XIV, renova-se a esperança de muitos por mudanças nos rumos da Igreja Católica. A sociedade contemporânea, marcada por fortes transformações culturais e sociais, levanta pautas sensíveis e, muitas vezes, desafiadoras para a tradição da fé cristã. Entre os anseios populares estão o reconhecimento sacramental da união entre pessoas do mesmo sexo, a ordenação de mulheres, a possibilidade de que casais em segunda união recebam o sacramento do Matrimônio, além da abertura do celibato sacerdotal e a ampliação das atribuições dos diáconos permanentes.

Essas questões, intensamente debatidas, não são novas. Ganharam fôlego nos últimos anos, especialmente durante o pontificado do Papa Francisco, que soube conduzir a Igreja com escuta, empatia e abertura pastoral, sem, contudo, romper com os fundamentos da fé. Houve avanços, sim — avanços que se deram “sem sair da casinha”, como muitos costumam dizer. O Papa Francisco plantou sementes importantes de diálogo e discernimento, sempre com atenção à Tradição, ao Magistério e à Palavra de Deus.

A Igreja não caminha por modismos. Seu alicerce não está apenas no clamor das massas ou nas pressões culturais do tempo presente. A Igreja é, antes de tudo, guiada pelo Espírito Santo. Ela escuta seus fiéis — leigos, consagrados, ministros ordenados — nos sínodos e nos espaços legítimos de participação, mas não se precipita. O discernimento e a prudência são marcas de sua história milenar.

Ao contrário de algumas confissões que seguem a lógica do Sola Scriptura, princípio reformador de Lutero, a Igreja Católica se fundamenta na Tradição viva e no Magistério, em constante diálogo com as Escrituras. A Bíblia, sim, é fonte primordial, mas sua interpretação se faz à luz do Espírito, da comunidade e da fidelidade à caminhada de fé que começou com os apóstolos e segue até hoje.

Muitos esperam que o novo Papa promova reformas profundas. No entanto, é necessário lembrar que nem tudo o que a sociedade deseja está em sintonia com a verdade revelada. A Igreja pode acolher, dialogar, refletir e adaptar certas práticas disciplinares, mas jamais comprometerá a integridade do Evangelho. Mudanças já aconteceram ao longo dos séculos — e continuarão a acontecer — mas não ao sabor da modernidade sem norte, e sim sob a luz do Espírito Santo.

Que Deus ilumine o Papa Leão XIV e conduza a Igreja por caminhos de sabedoria, acolhimento e fidelidade. Que saibamos abrir espaço para novos lares, novas formas de presença eclesial, sem nunca nos perder do essencial: o Evangelho de Cristo, fonte de vida, amor e salvação.

Por Pedro Claudio Iporá Goiás, 11 de maio de 2025

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Diarreia Cerebral – Reflexão de um Diácono em Conflito

 



Diarreia Cerebral – Reflexão de um Diácono em Conflito
Por Pedro Cláudio – 09 de maio de 2025, às 19h47

Minha fé permanece viva. Sinto a presença de Deus em cada instante da minha existência. A mão do Altíssimo repousa sobre mim como promessa viva de que Ele caminha comigo, mesmo em meio ao caos humano. Porém, é no entrelaçar da fé com a experiência comunitária que sinto as feridas mais profundas. As relações humanas — marcadas por escolhas, rupturas, julgamentos e estruturas — abalaram a vivência eclesial e a fraternidade com o povo de Deus.

Do ponto de vista sociológico, percebo o quanto a instituição religiosa se move dentro das lógicas do poder, da norma e da autoridade. Mesmo em comunidades de fé, prevalecem, muitas vezes, os mecanismos de exclusão e silenciamento. Quando o indivíduo se desvia do padrão estabelecido ou questiona estruturas, corre o risco de ser afastado, não apenas das funções, mas também do afeto coletivo. Sinto isso na pele. A suspensão das minhas atividades como diácono não foi apenas jurídica; foi existencial. Sinto-me marginalizado por estruturas que deveriam acolher. Não coloco nos ombros de ninguém e carrego só essa cruz! Minha culpa, minha tão grande culpa.

Na dimensão filosófica, me questiono: quem sou eu além da função? Sou diácono porque fui ordenado, mas também sou porque existo como servo, como ponte, como aquele que anuncia o Verbo mesmo em silêncio. A condição humana é marcada por tensões internas — entre o ser e o dever-ser, entre o reconhecimento externo e a verdade interior. A suspensão não anula meu ser. Continuo sendo. E ser, neste contexto, é um ato de resistência existencial.

A teologia me lembra que a graça é irrevogável. O dom recebido pela imposição das mãos não depende do aplauso da comunidade ou da chancela do clero. É Deus quem chama, quem sustenta, quem envia. Ainda que impedido por normas canônicas ou malquisto por lideranças, meu coração continua em serviço. Minha teologia é encarnada: feita de poeira, lágrima, silêncio e fé. Se Cristo foi rejeitado entre os seus, por que seria diferente com os seus servos?

Na esfera religiosa, sigo confiando na intercessão da Mãe Santíssima. Maria, que acompanhou o Filho até a cruz, conhece bem a dor do silêncio e da exclusão. A ela, suplico: que interceda por este filho em conflito, que rogue para que o Cristo renasça em mim, apesar das minhas quedas, das minhas dúvidas, da minha incapacidade de encontrar sentido no agora.

Nada será como antes, é verdade. Mas Deus é eternamente novo. Minha fé, apesar de ferida, é maior que os decretos. Ela é sublime, porque é dom; é de graça, porque é Graça. E mesmo que o “novo normal” ainda esteja distante, eu o aguardo com esperança.

Sou diácono permanente. Para sempre. Porque fui chamado. E Deus não se esquece dos seus. E eu... eu sou d’Ele.

 

Jornalismo com economia, população prejudicada

 


Definhamos. E isso dói.
Por Pedro Claudio, na rádio desde 1987

09 de maio de 2025

Perdemos espaço. Perdemos força. Estamos encolhendo num tempo em que deveríamos crescer. O jornalismo local, antes vigoroso e influente, hoje luta para manter-se de pé. Digo isso com dor, mas também com a consciência de quem vive essa realidade há décadas.

Houve um tempo em que éramos ouvidos. Estávamos em todos — ou quase todos — os eventos da cidade. Nas sessões da câmara municipal, nas ações sociais das instituições, no Corpo de Bombeiros, na Polícia Civil e Militar, no Ministério Público e no Judiciário. Estávamos nos bairros, ouvindo o povo, entrevistando, questionando, dando voz às cooperativas, sindicatos e associações de moradores. Era um jornalismo presente, combativo, feito com equipe, estrutura e, principalmente, com propósito.

Com a chegada das redes sociais, tudo mudou. O cenário se reconfigurou para caber na lógica da velocidade e do alcance superficial. E nós, em vez de nos expandirmos, encolhemos. Perdemos espaço para mídias alternativas, muitas vezes conduzidas por pessoas sem preparo, sem formação ou estratégia — algumas até com diploma, mas guiadas apenas pela sobrevivência e lucro. Nesse vácuo, cresceram o discurso de ódio, a propaganda política sem questionamento, a informação sem filtro.

Por que deixamos de lutar por espaço? O primeiro golpe foi a estrutura. Antes, fazíamos jornalismo com, no mínimo, quatro pessoas: editor, coordenador de pauta, redator e dois repórteres. Tínhamos estúdio, produção local, jornal ao vivo em dois horários, veículo próprio com link direto da rua. Hoje? Uma só pessoa. Meia hora diária de conteúdo local. O resto são boletins prontos em rede. Sem carro, com ajuda de custo no combustível e tempo contado.

Com isso, deixamos de dar atenção ao que está perto — os problemas locais, os rostos conhecidos, as histórias reais da nossa gente. Focamos em conteúdo regional, estadual e até internacional. Mas quem fala do buraco na rua, da falta de médico no postinho, da escola que precisa de reforma?

Hoje, quem faz jornalismo mal consegue sair às ruas. Falta tempo para checar informações, para ouvir os dois lados, para estar onde as coisas acontecem. Cobrir eventos, especialmente noturnos e de fim de semana, virou desafio quase impossível.

É assim que estamos. Um novo tempo, sim. Mas não necessariamente melhor. Novas formas de fazer jornalismo, mas com velhos problemas: falta de estrutura, de pessoal, de apoio.

E seguimos. Mas não com o mesmo fôlego.

 

domingo, 4 de maio de 2025

Minha oração Poética

 


Oração da Rocha Solta

Por Pedro Claudio Rosa

Minha oração, ó Deus,
não é por ouro, nem por trono,
nem por nome em pedra ou história em bronze.
Peço sabedoria —
mas não aquela que impõe, que se ergue sobre ombros alheios,
e sim a que me permite ser eu, inteiro e silencioso,
sem coroas, sem correntes, sem máscaras.

Peço sabedoria para não ser conduzido por cordas invisíveis,
nem eu, condutor de vontades alheias.
Que eu não me perca em jogos de poder,
nem use meu saber para escurecer o outro.

Que em mim, a ignorância se curve
diante da luz da inteligência —
não para me elevar,
mas para enxergar além do espelho.

Minha fé, Senhor,
não seja cegueira vestida de devoção,
mas visão serena,
que compreende o invisível sem desprezar o tangível.
Que eu creia com razão, e raciocine com coração,
sem ceticismo árido,
mas também sem uma fé opaca que se fecha ao mundo.

Na vida, não quero ser vassalo, nem suserano.
Não quero títulos, nem bandeiras.
Nem capitalista, nem comunista,
nem príncipe, nem súdito.
Quero ser apenas o que sou:
uma rocha solta no universo,
um fragmento que busca se encaixar,
não em sistemas, mas em você.

Minha oração é por paz —
a paz de quem nada domina,
mas se reconhece parte do Todo.

Seja feliz.
E se puder, leve-me contigo —
não como servo, não como mestre,
mas como presença.
Apenas presença.

Iporá Goiás,04 de maio de 2025.

Para pensar tem titubear

 "Assim caminha a humanidade"

Por Pedro Claudio de Iporá Goiás 04 de maio de 2025

A vida é uma travessia desigual. Uns nascem prontos, outros precisam se construir aos pedaços. Alguns parecem ter sido colocados na linha de chegada enquanto outros mal encontram o ponto de partida. Entre os que se dão bem e os que lutam, estende-se um abismo silencioso — não apenas de oportunidades, mas de reconhecimento, de dignidade, de pertencimento.

Há uma distância quase sagrada entre os que dizem estar salvos e os que ainda buscam redenção. Religiosos se proclamam intermediários entre o céu e a terra, como se a salvação fosse propriedade sua, já garantida, já alcançada. Os fiéis, por sua vez, caminham, tropeçam, rezam, esperam. Talvez não pelo céu, mas por um olhar, uma escuta, uma resposta. E a distância entre os dois não é de fé, mas de poder.

Vivemos numa ordem onde poucos governam, mandam, interpretam e ensinam — e muitos obedecem, calam, aprendem o que lhes é permitido. Um mundo onde a autoridade não precisa de razão, apenas de posição. Os que carecem são mantidos por migalhas, não por falta de abundância, mas porque é assim que se perpetua o domínio.

O mesmo se dá nas sombras da fama e do heroísmo: de um lado os protagonistas da história, do outro os que aplaudem. Os que brilham, e os que se encantam com o brilho. Fãs olham de longe, heróis caminham acima. Os primeiros projetam sonhos, os segundos encarnam o inalcançável. E assim, de espelhos em espelhos, os papéis se fixam.

Cada um tem sua história — mas nem toda história tem voz. E os que caminham com o peso do silêncio sabem: a humanidade avança, mas não necessariamente evolui. O mundo gira, mas gira sempre para os mesmos.

E assim caminha a humanidade — entre muros invisíveis e pontes que não se constroem. Nada se tira, nada se cede. Apenas se mantém.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Ressurgindo para a vida, Pedro e Eva

 

Ressurgindo para a vida, Pedro e Eva




(Uma declaração de amor)

Por Pedro Claudio à Eva Maria.

Ressurgindo para a vida,
como a flor que teima em brotar entre espinhos,
há sempre esperança, há sempre recomeços.
O amor — esse infinito que poetas ousam descrever,
e amantes vivem com fervor —
vence o silêncio, transforma a solidão em companhia.

Resiliência, resiliência!
Essa chama discreta que nos mantém em pé,
que ensina a ver o mundo com olhos mais limpos,
e a ter coragem, mesmo quando a alma vacila.

E então, no tempo da maturidade,
quando já trazemos cicatrizes e manias,
quando as certezas rareiam e os dias se tornam mais curtos,
encontrar alguém que olha na mesma direção
é mais que sorte — é graça, é o toque de Deus.

Pedro Cláudio Rosa e Eva Maria da Silveira,
vidas distintas, histórias que não pareciam cruzar,
mas corações dispostos a continuar vivendo,
a amar de novo, a rir de novo, a acreditar de novo.

No dia 29 de abril de 2023,
duas almas se reconheceram.
Num lugar simples, até inóspito,
nasceu um amor sereno e forte,
como nasce a rosa no deserto.

Desde então, caminhamos juntos,
com olhos nos mesmos sonhos,
com fé em cada passo, com gratidão por cada amanhecer.

Eva, minha companheira,
minha vida e a própria vida em flor.
Amo-te com a alma inteira,
e juntos vamos seguir, até onde Deus permitir.

Pois o amor habita em mim —
e em ti encontro o abrigo, o encanto,
o motivo de seguir escrevendo essa história,
nossa história, com mãos entrelaçadas e corações em uníssono.

28 de abril de 2025

 

Terra de Ninguém texto de 2017 ler sem anacronismo

 

Terra de Ninguém
Por Pedro Claudio Rosa

Num país onde a corrupção corre solta e a indignação popular é incapaz de reparar os danos infligidos aos cofres públicos, onde a revelação do crime não conduz à punição, mas a benefícios — prisão domiciliar em mansões, privilégios em celas confortáveis, com boa alimentação, entretenimento, banho de sol e convivência amistosa entre os encarcerados —, não se pode falar em seriedade.

Num país onde o trabalhador carrega nos ombros o fardo dos crimes de colarinho branco, onde as leis, sob o pretexto de justiça, são moldadas para perpetuar os privilégios dos ricos; onde se contribui por toda uma vida para uma aposentadoria que talvez nunca chegue; onde os pobres, nas filas dos hospitais públicos, são tratados com descaso e desumanidade — aqui, não há espaço para a esperança.

Aqui, igrejas erguem templos monumentais em nome de Deus, enquanto exploram a fé do povo, assegurando conforto e prestígio àqueles que deveriam ser apenas servos. Sob o manto da liberdade religiosa, instala-se a impunidade, e enganar o próximo torna-se prática cotidiana, sempre sem castigo.

Nesta terra do faz de conta, a transparência é opaca, a torpeza é uma promessa de futuro, o grito morre no vazio, a fé ilude, e a vida vale tão pouco quanto a bala de uma arma ou o corte sujo de uma faca.

Revolução? Para quê? Revoltar-se? Para quê? A quem recorrer?

Aqui, os salvadores da pátria tornam-se algozes; os heróis, vilões; os santos, demonizados; e os sonhos, pesadelos.

Despertar? Jamais! Acordar?... Não há esperança nesta terra de ninguém. Aqui, a vida pende sempre por um fio, e cada vintém pesa mais do que a dignidade.

Pedro Claudio Rosa
Um ninguém na multidão
Iporá, Goiás, 12 de novembro de 2017

Reflexão sobre a Democracia e a Interação nas Redes Sociais


 Reflexão sobre a Democracia e a Interação nas Redes Sociais

Por Pedro Claudio e Amigos -Jornalista:  Registro 0004144/GO

Iporá Goiás tarde de 28 de abril de 2025

Texto produzido por mim e compartilhado nas redes sociais tem gerado diversas reações entre amigos internautas. Isso é parte fundamental da democracia: toda pessoa tem o direito de viver e de expressar suas ideias, de acordo com sua visão de mundo, sua formação, sua interação social, sua vivência em comunidade familiar e seu grau de intelectualidade. O olhar que cada um tem sobre o mundo depende profundamente desses fatores. Vamos refletir!

Eis a publicação:

O que o Sr. Trump quer? Caos!
Por Pedro Claudio, Historiador

Acredito que sim — o Sr. Trump quer o caos. Mas não qualquer tipo de confusão. Ele deseja um tipo de desordem que o projete para a história, que o coloque ao lado de figuras como Alexandre, o Grande, Napoleão Bonaparte ou mesmo alguns antigos czares. Sua ambição parece ir além da política: ele quer ser lembrado, quer deixar uma marca.

Não há outra explicação plausível para sua postura tão incendiária. Trump não quer apenas governar; ele busca ser imortalizado como uma figura grandiosa — seja como herói ou como vilão. Seu objetivo não é simplesmente vencer eleições, mas destacar-se de forma definitiva na história da humanidade.

Atualmente, ele se apresenta como um azarão, um opositor do sistema, mas essa narrativa parece ser apenas uma peça de um jogo muito maior. O futuro ainda é incerto, e só o tempo dirá qual será seu papel definitivo nos livros de história.

Interessante observar as reações dos internautas:

  • Wanderley Alves: "O senhor Trump está tentando desmontar um esquema jamais visto na história e isso está incomodando a esquerda mundial, inclusive no Brasil. Este governo mantém os menos formados na pobreza extrema, numa espécie de cabresto através de programas sociais, em vez de investir na formação e capacitação dos cidadãos, especialmente no Nordeste. Muitos eleitores acreditaram que comeriam picanha, e vejam só o que está acontecendo!"
  • Vanda Lucia: "Verdade, Pedro."
  • Wanderley Alves (em resposta a Vanda Lucia): "Vamos olhar para nossos próprios umbigos e não tapar o sol com a peneira. Talvez a situação esteja cômoda para quem concorda ou tanto faz!"
  • Dalmi Alcantara: "Eu concordo contigo e penso mais: temos muitos 'Trumps' por aí. Só que alguns não têm objetivo algum, apenas irresponsabilidade, inconsciência e incompetência."
  • José Marcelo Oliveira: "Bom texto, Pedro Claudio. Esse é o raio-x da questão. Trump parece possuir acordos com outras potências para se tornar 'dono' do Ocidente, enquanto o Oriente fica para outros. Lamentável o surgimento de bestas assim."
  • Uilson Antônio: "Ele é emblemático. A estratégia que ele usa para governar é a mesma que ele emprega na gestão de suas empresas."
  • Célio Vanes: "Um doidivanas achando que é dono da Terra Redonda, com uma arma atômica nas mãos, 'atirando nos próprios pés'..."
  • Mauricio Silva Borges: "Uma coisa eu tenho certeza: os livros de história não vão contar que os bandidos de antes são os mesmos que estão escravizando o povo brasileiro hoje, com uma ditadura relativa. Go Trump!"
  • Rogério Monteiro: "Quando alguém enfrenta o sistema, incomoda muita gente. E pelo texto acima, vejo que ele está conseguindo. Os EUA deram um passo à frente, enquanto nós aqui demos um passo atrás. Azar nosso, sorte dos americanos!"
  • Maria Eleusa: "Meu amigo locutor e historiador!"
  • Diac Rosilei Ferreira Aparecida Eli: "Bom dia, amigo!"
  • Cleidnei Barbosa Machado: "Falando em caos, o Brasil está se afundando numa velocidade extrema, mas preferimos desviar o foco detonando o Trump..."
  • João Carlos Barreto: "Que bacana revê-lo. Abraço!"

As diferentes reações só reafirmam a riqueza de pensamentos e a diversidade de perspectivas que fazem parte da vida em sociedade. O debate, o contraditório e a livre expressão são pilares de qualquer democracia saudável. Cada olhar carrega suas experiências e sua própria visão de mundo — e é isso que torna o 

Minha História no Jornalismo: Entre a Pauteira e a Cabeceada


 


Minha História no Jornalismo: Entre a Pauteira e a Cabeceada

Atuo no jornalismo em rádio desde 1987, em Iporá, Goiás, numa época em que ainda pairavam os resquícios da censura e da vigilância sobre a imprensa, heranças amargas da ditadura. E quem conhece rádio de interior sabe: muitas vezes é preciso bater o escanteio e correr para cabecear — mas, graças a Deus, a comemoração é sempre coletiva.

Aprendiz ontem, aprendiz hoje. Em 2025, completo 38 anos de atividade e continuo aprendendo. Um episódio que marcou minha trajetória foi quando um advogado, em tom crítico, me chamou de "repórter inerte". No momento, foi difícil digerir, mas, mais tarde, compreendi a correção. O repórter não pode e não deve ficar parado. Desde então, passei a estar mais presente nas audiências do fórum, principalmente em pautas da área criminal. Visitava cartórios, delegacias, quartéis da Polícia Militar, criava relações de confiança e conquistava facilidades de acesso à informação. Estar onde a notícia acontece virou princípio: quem fica inerte corre o risco de contar apenas meias-verdades ou se pautar por uma única versão dos fatos, claro, hoje, temos outros meios, na na época sem celular, sem rede social, nem internet. telefone só discado e cada chamada tinha um valor a pagar.

Mais adiante, ao entrevistar um político, ouvi outra crítica: que eu fazia perguntas "capciosas". Agradeci. Para mim, foi um elogio. O repórter precisa ser ousado, fazer as perguntas que o povo quer ver respondidas, sem medo de deixar o entrevistado em situação desconfortável. O importante é manter-se sem partidarismo, sem ideologia, sem julgamento, apenas com o compromisso de inquirir e buscar a verdade. Isso é bom para toda a sociedade.

No entanto, não basta perguntar: é preciso checar, apurar, confirmar. Uma notícia mal apurada é como um remédio com a dosagem errada — pode causar sérios problemas. O desafio é grande, especialmente porque muitas vezes falta estrutura, e as empresas de comunicação, inevitavelmente, precisam equilibrar o ideal jornalístico com a realidade financeira.

Sobre as perguntas "capciosas", reafirmo: o repórter precisa ter responsabilidade, saber onde está pisando, ter clareza do objetivo e consciência da missão. Isso depende da formação do profissional, da sociedade em que vive, de seus valores e, no meu caso, de uma orientação cristã, católica, pautada pela Doutrina Social da Igreja. Perguntar sim, mas com coerência, checando antes de divulgar.

Político que trabalha apenas para si mesmo ou para um pequeno grupo deve, sim, se incomodar com uma imprensa atuante. Contestação é normal. Na história recente da polarização política no Brasil, todos — direita, esquerda e centro — reclamam da imprensa. Mas é importante lembrar: a função do jornalismo não é agradar; é informar. E deve fazer isso sem medo, mas com ética, formando consciências.

Isso não é ideologia; é fato. A imprensa não pode se dobrar a pressões e deve, sempre, sair da inércia. Que as perguntas incômodas, aquelas que perturbam, continuem existindo — sempre acompanhadas de apuração rigorosa dos fatos, doa a quem doer, inclusive a nós mesmos.

Pedro Cláudio
Comunicador e Jornalista em Iporá, Goiás
Desde 1987, sem interrupções — conhecendo histórias, registrando acontecimentos, entrando nos lares, fazendo amizades e construindo pontes. Iporá manhã de 28 de abril de 2025.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Morreu Papa Francisco e agora?

 A Opinião Externa e a Igreja Católica: Reflexões Necessárias

É sempre interessante observar as opiniões de pessoas que estão fora da Igreja Católica, especialmente quando desconhecem o Catecismo, a Doutrina Social da Igreja e a complexidade de uma instituição milenar como esta. Muitos ignoram que, embora exista um clericalismo ainda presente em algumas estruturas, há também espaço significativo para a participação dos leigos — homens e mulheres que são ouvidos. Um exemplo claro é o Sínodo convocado pelo Papa Francisco, cujo objetivo é justamente escutar o povo de Deus, promover a escuta mútua e discernir juntos os caminhos da Igreja.

Entretanto, o que chama atenção são as tentativas de impor uma visão ideológica ou política sobre a Igreja, especialmente por parte de quem não participa da vida eclesial. Recentemente, me deparei com uma dessas “pérolas” de opinião: “A esperança de todos os brasileiros e das pessoas de bem de todo mundo é que venha um Papa que condene o Marxismo. Esse regime nefasto é intimamente ligado à Teologia da Libertação, aceita e praticada pelo Papa Francisco. Não à toa, ele estava sempre recebendo criminosos da esquerda, como Fidel Castro, Stédile do MST, e muitos outros.”

Esse tipo de colocação ignora completamente a história da Igreja e seu papel no diálogo com o mundo. A Teologia da Libertação, embora tenha sido corrigida em vários pontos pela Igreja ao longo do tempo, nasceu de uma preocupação legítima com os pobres e marginalizados — preocupação essa que está no coração do Evangelho. Reduzir esse esforço pastoral a uma simples “aliança com o marxismo” é não só um equívoco, como uma injustiça.

A Igreja Católica não é uma “casa da sogra”, como diz o ditado popular, onde todo mundo chega e dita regras. É uma instituição fundamentada na tradição, na razão, na fé, composta por intelectuais, teólogos, doutores, pós-doutores e fiéis que vivem intensamente sua experiência cristã. Isso não a torna fechada ao diálogo — muito pelo contrário. Mas exige respeito e responsabilidade ao opinar.

É claro que todos têm direito à sua opinião — inclusive sobre a Igreja. E, dentro de uma sociedade democrática, o debate é saudável. No entanto, é essencial que esse debate seja feito com conhecimento, empatia e respeito à fé de milhões. A crítica desinformada mais atrapalha do que contribui.

Que venham as opiniões — sim! — mas que elas venham com disposição para ouvir, entender e, quem sabe, aprender. Pois, no fim das contas, é assim que todos podemos caminhar juntos, ainda que por caminhos diferentes.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Manifestação de Mães Contra a Saída da Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Criança e Adolescente

 

 

Manifestação de Mães Contra a Saída da Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Criança e Adolescente

 

Neste dia 03 de janeiro, um grupo de aproximadamente 150 mães de crianças assistidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Criança e Adolescente realizou uma manifestação em frente à prefeitura de Iporá. O motivo do protesto foi a suposta demissão da coordenadora Rosângela Pereira Rodrigues, que, de acordo com as mães e crianças presentes na manifestação, foi dispensada de suas funções de forma injusta pela nova gestão municipal.

 

Portando cartazes em apoio à ex-coordenadora, as mães buscavam ser recebidas pela Prefeita Maysa Peres Cunha Peixoto, mas alegam terem sido impedidas de subir ao gabinete. Além disso, afirmam que os servidores da prefeitura ameaçaram chamar a Polícia, intensificando a tensão no local.

 

A equipe de reportagem do RDR (Rede Diocesana de Rádio) esteve presente na manifestação, ouvindo as mães que expressaram seu descontentamento com a saída de Rosângela Pereira Rodrigues e reforçaram a importância do trabalho desenvolvido por ela junto às crianças assistidas.

 

Em busca de esclarecimentos, o RDR solicitou um posicionamento oficial da prefeitura. Em resposta, a Prefeitura de Iporá afirmou que não houve demissão, mas sim o encerramento de um contrato comissionado, prática comum ao término desse tipo de contrato. Na nota, a administração municipal expressa gratidão pelos serviços prestados pela ex-coordenadora.

 

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Iporá esclarece que todos os contratos que venceram em 31 de dezembro foram encerrados, como parte dos procedimentos padrão da atual gestão. O comunicado destaca o agradecimento pelos serviços prestados pela ex-servidora que ocupava cargo em função comissionada. A administração reforça seu compromisso com a transparência e a qualidade na prestação de serviços à comunidade.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Iporá faz campanha para construção do hospital do Câncer de Goiás em Inhumas

 


No próximo domingo, dia 27/08/2023, o Hospital HCG Francisco Camargo, que está em fase de construção em Inhumas, na região metropolitana de Goiânia, serrá beneficiário de  um leilão aqui em Iporá, o evento é promovido pelo  Sindicato Rural.

Em contato com a reportagem do Jornal RDR, o Presidente do Sindicato pediu epenho no sentido de colaborar com os convites em forma de notícia.

Convidamos todos os moradores de Iporá e região a participarem desse leilão solidário. Quem puder contribuir doando bezerros, bezerras, leitoas, carneiros, ou qualquer outro item, será imensamente apreciado. Até mesmo doações inusitadas, como bicicletas, são bem-vindas.

 

Também extendemos o convite a todos para participar do leilão.  O presidente Nilton Pereira, em contato com o Jornal RDR, ressaltou que a construção deste hospital conta com o apoio ativo da sociedade civil. Iporá foi pioneira nesse tipo de iniciativa desde o início do projeto.

 

O hospital recebe o nome de Francisco Camargo, in memória, ele é pai da famosa dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano. Os sertanejos foram os primeiros a doarem para a construção da unidade e estão profundamente comprometidos com a causa devido à sua compreensão da importância do tratamento do câncer.

 

O leilão ocorrerá às 12 horas, no próximo domingo, no Parque de Exposição de Iporá. O Dr. Adailton Leite, Vice Presidente do Sindicato Rural de Iporá, Diorama e Israelândia, é membro da primeira diretoria do hospital e faz parte do conselho fiscal. Ele destaca a relevância do Hospital de Câncer de Goiás, Francisco Camargo, que já realizou milhares de atendimentos em diversas especialidades e exames desde a sua inauguração. Um grupo de médicos também oferece atendimentos gratuitos diariamente nesse hospital. A contribuição de todos é crucial, já que o hospital não recebe financiamento público.

domingo, 6 de agosto de 2023

Navegando o Futuro com Sabedoria: Uma Jornada Inspirada na Palavra de Deus.

 


Navegando o Futuro com Sabedoria: Uma Jornada Inspirada na Palavra de Deus.

Hoje, como família, nos deparamos com o desafio de enfrentar uma nova realidade na vida. Aquilo que antes tínhamos como certo agora é questionado. Na escola, aprendemos que tanto o homem quanto a mulher são moldados pelo ambiente ao seu redor, absorvendo influências que não apenas nos sustentam, mas também nos tornam semelhantes. Nesse contexto evolutivo do pensamento e do comportamento humano, ao olharmos ao nosso redor, identificamos acertos e erros em nossa trajetória. Isso nos leva a uma pergunta fundamental: Será que eu errei, ou os erros foram cometidos em meu nome?

Esse dilema se torna ainda mais evidente quando se trata da educação dos filhos. Como pais, frequentemente sentimos um forte senso de posse e desejo de moldar o futuro de nossos filhos, mas muitas vezes isso entra em conflito. Repensar a vida, refletir sobre nossa jornada e seguir em frente é, em última instância, o plano de Deus para nós. Como seres humanos, somos orientados a viver de acordo com os princípios ensinados pelo Catecismo da Igreja Católica, guiados pelos sete dons do Espírito Santo: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, conhecimento, piedade e temor a Deus.

O livro do Êxodo, capítulo 20, versículo 12, nos lembra: "Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá". Essa é a base divina para a honra aos pais, algo que reflete a sabedoria e o plano de Deus em nossas vidas. Esses dons são os recursos concedidos pelo Espírito Santo para edificar a comunidade da Igreja, nos santificar e nos preparar para a presença de Deus.

Através do amor, do conhecimento, da fortaleza e da sabedoria, os jovens precisam compreender a preocupação sincera dos pais. Estes últimos possuem a sabedoria da experiência de vida e desejam apenas o melhor para seus filhos. Além disso, muitos pais têm uma base sólida em sua própria jornada. Por outro lado, os pais também devem entender que seus filhos possuem vidas próprias e necessitam de orientação, mas também da liberdade para buscar horizontes infinitos.

Às vezes, obstáculos surgirão e as asas podem se quebrar, mas é justamente nas quedas que podemos, com sabedoria, conhecimento e fortaleza, aprender a direcionar nossos passos de maneira responsável e sustentável. Que Deus ilumine nossas famílias nessa jornada, conforme o Seu propósito e as sagradas escrituras.

Que Deus ilumine nossas famílias

sábado, 15 de maio de 2021

Iporá produz oxigênio para hospitais

 


Em Iporá a saúde pública passa a fazer parte de uma rede de infraestrutura e tecnologia organizada pelo Governo Estadual para garantir oxigênio aos pacientes com síndrome respiratória aguda grave.

Além de Iporá, onde o hospital é municipal,  esse serviço já é oferecido em  hospitais estaduais de Formosa, Luziânia, São Luís de Montes Belos e Trindade.

Uma conquista importante, diz a secretária de saúde Daniela Salun, em contato com a reportagem RDR, ela informou que o município desembolsa mais de cem mil reais todos os meses para a compra de oxigênio e que agora passa a contar com uma produção própria com uma quantidade de gás considerada segura, assegurando o atendimento dos pacientes que necessitam de suporte respiratório.

O Prefeito Naçoitan Leite (sem partido), comemora a conquista e, em entrevista à rede, diz agradecido ao Governador Ronaldo Caiado pelos equipamentos. Informa o gestor que toda a infraestrutura foi garantida pelo município para funcionar a usina.

Essa novidade é recente em Goiás, a produção de oxigênio nos hospitais do interior iniciou-se em abril do ano passado (2020), a instalação e a canalização do oxigênio nos hospitais.

Profissionais de saúde informam que uma das principais consequências da Covid-19 é o comprometimento do sistema respiratório, situação que dificulta a respiração. Os 21% de oxigênio encontrados no ar atmosférico são suficientes para pessoas saudáveis respirarem tranquilamente, mas com os pulmões comprometidos, a utilização do oxigênio hospitalar se torna necessário no tratamento e cura da doença.

 

Morre médico Saulo Menezes, vítima de COVID 19

 



 

Faleceu nesta noite de sábado,15, em Goiânia, o médico Saulo de Tarso Mady Menezes, profissional muito atuante em Iporá e várias cidades da região Oeste de Goiás. Ele estava internado em UTI com COVID 19.

Drº Saulo era muito solícito com a imprensa, sempre nos atendia com entrevistas para a rede diocesana de rádio, informando e orientando a população.

Em Iporá trabalhava no hospital evangélico como médico pediatra e cardiologista, era servidor público municipal desde 2013, servidor estadual desde 1991, Polícia Técnico-cientifica de Goiás onde atuava como  médico legista - classe especial 1, muito respeitado em Goiás, foi secretário municipal de saúde, diretor do hospital municipal e atualmente trabalhava em diversos hospitais da região.

Internado teve o estado de saúde agravado nas últimas horas, e nesta noite foi notícia nas redes sociais.  Doutor Saulo era casado, deixa esposa Christine, e tinha três filhas.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Vender conteúdo jornalístico é enganar o povo

Há muito tempo alguns meios de comunicação social estão deixando de lado a defesa intransigente dos interesses da maioria, do povo, e seguindo interesses outros, na busca por se manter de pé, e na necessidade de atravessar o mar, onde as águas são profundas, e eu não quero nadar, só flutuar. Parece ter deixado de existir a famosa frase motivacional não há vitória sem luta, o que vale é o menor esforço.

Os tempos atuais, a modernidade contemporânea mostra uma face sombria de um futuro incerto, de uma luta sem causa. Sim, só queremos sobreviver, pagar as contas, que se dane quem sofre, quem padece, é cada um pra si, afinal, Deus está acima de todos, tão acima, que deixa seus filhos se engalfinharem, salve-se quem puder.

É como a religiosidade atual, o que vale é ir ao templo e orar, rezar, deixar as coisas acontecerem, Deus vai tomar conta. Não precisamos agir, tomar posição ao modelo de Jesus, a favor do menos favorecido. Isso é socialismo, isso é teologia da libertação e para alguns isso é comunismo!

Por onde caminhamos? Que estrada sinuosa é essa, cheia de buracos, uma armadilha a cada metro percorrido.

Porque na atualidade preferimos servir a Cesar, ao império? Porque estamos aliando a quem pode maise não a quem menos tem? 

Porque falamos tanto de religião, frequentamos os tempos mais não queremos lutar pelo reino? 

É preciso resistir, é necessário lutar por um mundo melhor para todos, caso contrário será uma hipocrisia sem tamanho o cristão escrever na lápide :  Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 2 Timóteo 4,7.

 

terça-feira, 9 de junho de 2020

Iporá: Justiça suspende decreto municipal que flexibilizou funcionamento do comércio.




Atendendo pedido liminar do ministério público comarca de Iporá, feito pelo promotor Luís Gustavo Soares Alves, o juiz Wander Soares Fonseca decide suspender decreto do chefe do poder executivo local em Iporá por estar em desacordo com decreto estadual e diretrizes sanitárias e legais, em desacordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O pedido liminar foi protocolado no mesmo dia (09/06), as 10h da manhã.
A decisão foi publicada hoje, 09 de junho de 2020, as 17h52:59, e de imediato já ganhou as redes sociais. Isso ocorre justamente no momento de crescimento de casos de COVID 19 em Iporá, de 11 para 21 casos positivos, conforme boletim da Secretaria de saúde do município.
Na decisão o magistrado destacou, no relatório, o argumento do Ministério Público de que o Prefeito Naçoitan Leite disseminou em rede social de forma leviana e insensata sua opinião incentivando os comerciantes a abrirem seus estabelecimentos, desafiando autoridade estadual.
Além da suspensão do decreto municipal n° 241/2020, o magistrado ainda determinou ao Município de Iporá para deixar de editar qualquer norma de flexibilização do funcionamento de atividades e serviços, sem os estudos técnicos e justificativas do órgão de vigilância sanitária municipal, bem como determinou o cumprimento e fiscalização de acordo com Decreto Estadual nº 9.653/2020, sob pena de multa de R$ 25 mil por dia de descumprimento.
O Prefeito Naçoitan Araújo Leite, em contato com nossa reportagem, disse que irá recorrer dessa decisão, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal que garantiu aos chefes do executivo municipal autonomia para combater a pandemia.
E agora?
Muitas dúvidas sobre como será a partir de agora, já que a decisão judicial suspende o decreto nº 241, que havia flexibilizado algumas atividades, no entanto o Decreto n.º 246, de 09 de junho de 2020 traz uma série de mudanças.
O que diz o novo decreto:
Art. 1º - Fica determinado que a partir das 06:00 da manhã do dia 10 de junho de 2020 que as atividades descritas como do ramo de alimentos estão PROIBIDAS sua abertura ao público em geral podendo funcionar apenas na modalidade de DELIVERY. (entrega ou retirada na porta do estabelecimento);  Parágrafo Único - Entendem-se por atividades do ramo de alimentos os seguintes segmentos: Restaurantes, Bares, Pizzarias, Açaíterias, Sorveterias, Docerias, Cafés, Pamonharias, ‘Jantinhas’, ‘Pit Dog’s’, ‘Espetinhos’, Padarias e ‘Bebidões’;
Art. 2º - Fica recomendado que as famílias se abstenham de irem em conjunto a supermercados e farmácias para evitar aglomerações;
 Art. 3º - Incluem-se na modalidade DELIVERY os restaurantes queservem almoço, não podendo atender público em geral no interior do recinto;
Art. 4º - Com a proibição de consumo local, as empresas do ramo de alimentos deverão manter os cuidados para manuseio de alimentos e entrega e, se porventura houver fila na porta do estabelecimento para a  retirada, que essa seja mantida com distanciamento mínimo de 02 (dois)metros;
Art. 5º - Fica proibido também o funcionamento de academias de  ginástica, incluindo as que estão no interior de clubes recreativos e atividades no Lago Pôr do Sol;
 Art. 6º - É OBRIGATÓRIO O USO DE MÁSCARAS por todo cidadão que transitar na cidade de Iporá;
 Art. 7º - O descumprimento de alguma das determinações da autoridade sanitária acarretará a suspensão imediata do estabelecimento por 14 (quatorze) dias, além de lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência, tanto ao proprietário do estabelecimento quanto ao munícipe que descumpri ordem;
Art. 8º - Esse Decreto tem a validade de 14 (quatorze) dias, podendo ser  modificado para maiores restrições a qualquer tempo, conforme informações das autoridades de saúde.
 Art. 9º - Esse Decreto entra em vigor a partir de sua publicação, revogando as disposições em contrário;
Gabinete do Prefeito de Iporá, Estado de Goiás, aos nove de junho de 2020.

domingo, 7 de junho de 2020

Entre o Espanto e a Resistência: A Crônica de uma Democracia em Xeque


Entre o Espanto e a Resistência: A Crônica de uma Democracia em Xeque

Por Pedro Claudio jornalista

Nos últimos anos, o Brasil tem vivido um turbilhão político, jurídico e midiático que colocou em xeque as estruturas da sua jovem democracia. A sensação de ameaça iminente à ordem democrática, para muitos, não é fruto de redes sociais ou teorias conspiratórias, mas sim do que se viu, ao vivo, em rede nacional. A televisão, em especial a TV Globo, desempenhou um papel central nesse processo — muitas vezes controverso, outras vezes decisivo.

A emissora mais influente do país assumiu um tom editorial implacável com o Partido dos Trabalhadores (PT). A cobertura extensa e incisiva da Operação Lava Jato associou, com insistência, o partido ao epicentro da corrupção nacional. Ainda que os desvios tenham atingido diversas siglas, o foco recaiu sobre o PT, empurrando-o para o descrédito popular. Mesmo assim, Fernando Haddad chegou ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2018, o que mostra que a polarização já havia se instalado de forma profunda.

Do lado do próprio PT, as críticas também são severas. A legenda, segundo essa leitura, não conseguiu separar o joio do trigo dentro de sua estrutura, tampouco apresentou uma autocrítica convincente. Em vez de reconhecer erros concretos, preferiu contestar denúncias mesmo diante de provas robustas. Um comportamento que minou ainda mais sua credibilidade e o afastou de parte do eleitorado que ansiava por renovação e transparência.

O Judiciário, que deveria ser o guardião da imparcialidade, também teve seu protagonismo questionado. O então juiz Sérgio Moro, alçado a herói nacional, condenou e retirou da disputa presidencial o ex-presidente Lula, em uma decisão que anos depois seria anulada. Sua posterior entrada na política e nomeação como ministro do presidente beneficiado pela sua decisão judicial lançaram sombras sobre sua imparcialidade. O que poderia ter sido um legado de combate à corrupção virou um caso emblemático de conflito de interesses.

Nesse cenário, emergiu um novo líder. Com uma retórica simples e agressiva, alinhado a pautas conservadoras, especialmente as defendidas por setores evangélicos, Jair Bolsonaro encontrou espaço no vácuo deixado pelos partidos tradicionais. Sua estratégia incluiu críticas constantes à mídia, promessas de ruptura com “tudo isso que está aí” e ataques sistemáticos aos movimentos sociais e instituições democráticas.

O resultado foi um governo que, em muitos momentos, flertou com o autoritarismo. Ministros hostilizaram governadores, ameaçaram integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), e tentaram instrumentalizar a pandemia de covid-19 para ganhos políticos. A retórica agressiva contaminou o debate público e empurrou o país para um clima de permanente tensão.

Diante desse quadro, a comunicação virou campo de batalha. O que antes era considerado verdade passou a ser tratado como manipulação; o que era inaceitável virou rotina. Vivemos um tempo onde se questiona até mesmo os fundamentos do Estado Democrático de Direito — com setores da população pedindo o retorno de uma ditadura e atacando as instituições republicanas.

O Brasil se encontra diante de uma encruzilhada histórica. A história que será escrita nos próximos anos dependerá da capacidade de reconstruir pontes, valorizar a verdade, restaurar a confiança nas instituições e revalorizar a política como instrumento de transformação — não de destruição.

Como diz o velho ditado, “quem viver verá”. Mas é preciso estar atento e forte. A democracia não é um dado, é uma conquista diária. E ela, hoje, está mais ameaçada do que nunca.