quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Região Oeste de Goiás: Conflitos internos e interesses diversos na luta pela terra.



Edson Messias presidente do Sindicato
35 famílias lutam pela terra em um acampamento no município de Arenópolis, eles querem porque querem um pedaço de chão.
Esse acampamento, agora pré-assentamento Eli Euclêncio existe desde 2007 e é coordenado por uma associação legalmente constituída, segundo os envolvidos no movimento.

A propriedade ocupada tem uma área total de 159 alqueires, trata-se da fazenda das Pedras, cujo proprietário é o senhor José Pedro da Silva, que concorda em vender o seu imóvel, já negociou com o INCRA por meio de intermediação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região com sede em Iporá e a FETAEG, (Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Goiás), e inclusive algumas parcelas já foram pagas, conforme informa o Sindicato, há informação que todas foram pagas.
O PROBLEMA
Os conflitos existentes na organização, aliado à burocracia governamental parecem emperrar esse processo.

Um desentendimento entre o Presidente do Sindicato, Edson Messias e o seu vice Sérgio Santos complica a já difícil solução para essa questão.

Sobre a lista de contemplados: Sérgio Santos quer que sejam assentados 35 famílias, e o presidente do sindicato diz que não se pode abrir mão do que foi acordado, 48 famílias, já que cada uma terá o pagamento do governo no valor equivalente a 2 alqueires, no máximo 3 alqueires. 
   
O vice presidente do Sindicato Sérgio Santos  reclama que foi expulso da diretoria, e que os pré-assentados padecem com a falta de apoio tanto do sindicato quanto da FETAEG, relata ele que tem sofrido pressão de todos os lados, e diz que vai enviar ao sindicato todas as reclamações.

Presidente do Sindicato dos trabalhadores Ruais, Edson Messias explica o afastamento de seu vive. Acontece que ele, o vice, não está cumprindo o regimento, não comparece às reuniões, por isso foi afastado. O Presidente disse também que entre os pré-assentados, existe uma minoria,  cerca de 5  que querem mudar o projeto acordado para aumentar o tamanho da parcela, que daria cerca de 5 alqueires para cada, e que isso não pode ser feito. 

Edson Messias justifica sua ausência da fazenda ocupada, segundo disse, devido a agressões sofridas lá porque está contrariando interesses deles.

O presidente do Sindicato diz não ser verade a informação que não estão cobrando solução, informa que foi diversas vezes em Goiânia, e que o que o que podia fazer já foi feito, mas que continua buscando solução. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

ENEL,antiga CELG garante que vai melhorar atendimento com energia elétrica

Moisés Lemes - ENEL Distribuição Goiás

A Enel Distribuição Goiás na região de Iporá enviou um representante para uma entrevista às rádios Rio Claro AM e Felicidade FM no dia 29 de agosto. 

Pela primeira vez a empresa de distribuição de energia falou sobre os problemas enfrentados pelos consumidores nesta região. Acompanhado da jornalista Débora Silva Teixeira da diretoria de comunicação da empresa, Moisés Lemes - Responsável pela Regional de Iporá respondeu às diversas indagações e atendeu aos ouvintes.

FALTA DE ENERGIA NA ZONA RURAL

O responsável pela Enel Distribuição na região indagado sobre as reclamações dos usuários, via sindicato Rural, explicou que não pode garantir que tenha problemas nesse período chuvoso, mais que estão trabalhando para diminuir o tempo de atendimento. Hoje a previsão do atendimento, mediante um corte no fornecimento está em duas na zona urbana e quatro horas na zona rural.
Segundo foi informado, está sendo agilizado o atendimento quando o cliente liga 0800 620196 , o site da Enel, uma página no facebook  ou comparecer pessoalmente no local de atendimento, em Iporá rua Esperindo Pereira esquina com a avenida Rio Claro.

ALTA TENSÃO SOBRE A CIDADE.

A rede de alta tensão que passa sobre a cidade de Iporá, já tivemos vítimas fatais em acidentes em edificações próximas e, que é alvo de uma ação judicial contra a empresa ajuizada pelo advogado João Francisco, pode ser removida. A empresa de distribuição de energia elétrica se pronuncia sobre o assunto na imprensa pela primeira vez. Moisés Lemes disse que existe um projeto de remoção.
Explica ele que essa linha foi construída na década de 70, ela requer uma faixa de servidão preservando espaço de seis metros de cada lado. A remoção prevê a construção de uma outra rede contemplando uma linha de 138 mil volts que vai para Montes Claros de Goiás. Essa cidade tem fornecimento de energia limitado onde o atendimento hoje em 34.500 volts. Foi aventada também por Moses

a possibilidade de a empresa indenizar os proprietários de imóveis, tudo depende de uma negociação.

O grande problema de tudo isso é que você vai pagar a conta.

Os investimentos tem um custo ao consumidor, o órgão regulador já foi consultado e a energia a partir de setembro poderá ser onerada em 12%

domingo, 26 de agosto de 2018

Política com precaução, é preciso inteligência



Adailton Leite - Presidente do Sindicato Rural
.Estamos num momento crucial para o país, vivemos no período em que devemos escutar e decidir sobre a política. Não importa a sua tendência, se de direita, de esquerda, de centro, ou que não se coloque em nenhuma dessas correntes políticas. Todos devem pedir esclarecimentos. Daí a importância de sermos responsáveis nas redes sociais, atuar sem radicalismos mas com prudência, SABEDORIA e inteligência. Um exemplo disso acontece no grupo de watsapp do Sindicato Rural. O Presidente, médico Adailton Leite questiona o advogado Aguimar sobre as intenções dele e de seu partido. Vale a pena ler e refletir.

Caro amigo ,Dr.Aguimar!

Ainda está muito obscuro o quadro eleitoral para presidente do Brasil.
Como você é um dos líderes do partido "REDE",e diretor do sindicato rural de Iporá Diorama e Israelândia,gostaríamos de saber a posição da Marina Silva sobre esse movimento ilegal e que vive às margens da lei ,causando terror aos produtores rurais,chamado MST.
De igual modo saber também o que pensa sobre  ideologia de gênero,que todos sabem que o verdadeiro objetivo dos defensores desse movimento é destruir a família.
Como temos total confiança na sua pessoa,essas informações seriam muito esclarecedoras.
Boa noite!!
Marina não integra e não participa do MST e entende que o mesmo deve atuar dentro das regras do Estado Democrático de Direito, cumprindo as leis democráticas do País.
Entende que a reforma agrária deve ser feita dentro da Lei, em conformidade com os fazendeiros e trabalhadores rurais, pois só assim colocaria fim aos conflitos agrários.
Quanto a ideologia de gênero, embora seja evangélica e um tanto conservadora nesta matéria, entende que deve ser respeitado os direitos individuais e opção sexual de todos.

Eu Aguimar penso o seguinte:
1. A reforma agrária feita atualmente é ineficiente, a começar do termo assentamento, que significar plantar o sujeito na terra;
2. Criaram inúmeros assentamentos que nada produzem e nem sequer respeitam as APPs;
3. Penso que só faz sentido reforma agrária com o uso coletivo de tecnologias, assistência técnica, orientação ambiental e comercial. E mediante a compra da terra pelo Estado. Acho que modelo viável seria via de cooperativas, como os kibutz de Israel;
4. Ideologia de gênero: devemos respeitar a opção sexual dos outros, como exigimos que respeitem a nossa. Não é porque uma pessoa é homossexual (pode ter em toda família) que deverá ser jogada na fogueira ou apedrejada, como no passado. Precisamos praticar a tolerância e acolhimento, tratar as questões delicadas com respeito e humildade.
5. A destruição das famílias se dá por leniência dos pais, falta de preparo para criar filhos e deficiência educacional, dentre vários outros motivos.
6. Os discurso homofóbico de algumas lideranças evangélicas e políticos brasileiros cria preconceito, intolerância e conflitos, que geram violência.
7. Penso que as lideranças  do sindicato também entendem dessa maneira, pois não se pratica o preconceito em nossas atividades e todos são tratados com respeito, até mesmo quando patrocinam eventos.
8. Agora fazer apologia ao
Homosexualismo não é correto, é constrangedor, não é papelão de governantes e nem de lideranças.
9. Acho que o papa Francisco está certo, temos que respeitar e acolher, pois todos são filhos do criador.

Aguimar


Outra opinião
O Brasil precisa de um Presidente
Do Lula, Lulinha e sua turma não tenho medo porque vocês já mostraram tudo que nós sabíamos e o que não era divulgado, não voto PT como não voto em candidato com discurso radical e populista seja carimbado de centro, esquerda ou direita, o discurso é sempre o mesmo com soluções para tudo crítica todos até a eleição, quem conheceu o discurso do Lula de 1986 até sua eleição em 2002? Se não conhece busca nos arquivos e compare com o do Bolsonaro, desse eu tenho medo, quando Lula assumiu o pais estava em franco crescimento econômico o Real era uma moeda forte com índices de desemprego baixo ...o país suportou todo tipo de desmando por mais de uma década, hoje a realidade é outra, descrédito interno e externo com 300% de desvalorização do Real diante do dólar, indicativos de desemprego histórico, setores saúde, educação, cultura, segurança, social e econômico em colapso tornando o momento político propício a um populista de carteirinha que após 20 anos de mandato que não justifica os milhões e mordomias pago com dinheiro público que agora surgiu com um discurso radical como Lula de antes da sua primeira eleição.
João Batista Peres – ex-prefeito de Montes Claros de Goiás

Outra opinião

O modo das eleições do Brasil é ilógico, sem noção e atrasada.
Primeiro a ficha limpa é uma farsa como os corruptos Geraldo Alckmin, Lula conseguem registrar sua candidatura mesmo sabendo que TSE é informada dos casos de corrupção dos políticos citados e demais outros envolvidos até na Operação Lava Jato.
Segundo no horário eleitoral dos candidatos a presidência terão tempos diferentes, mas é claro o quem tem mais tempo vai conseguir manipular a massa com suas mentiras, na minha opinião todos os candidatos tinham que ter tempos iguais aí sim a eleição é democrática, eu tive analisando os candidatos os melhores são Jair Bolsonaro e João Amoềdo, para as pessoas menos esclarecidas é uma presa fácil para a mídia vai ajudar o político do centrão que o ladrão do Alckmin, o Brasil precisa se livrar desta polaridade PSDB-PT-PMDB, chega destes partidos no poder que estraçalhou o nosso país que vaí levar décadas para tampar o rombo que estes ex-presidentes deixaram.
Terceiro: O fim do voto obrigatório, voto é um direito e não um dever, a política dos Estados Unidos tem muito a ensinar ao TSE lá nos EUA só existem dois partidos O Republicanos e os Democratas, o voto é facultivo e não tem aquela porcaria da urna eletrônica, o TSE não quis ouvir o direito da maioria dos eleitores que solicitam em aposentar a urna eletrônica e voltar o voto em cédula ou manter a urna eletrônica mas tem que imprimir os votos e depositamos na urna de lona.
Os políticos corruptos que estão no poder querem mais que tudo a reforma previdenciária, mas não querem a reforma política pra diminiur os cargos como a extinção total do senado, vagas de deputados federais redução de 513 pra 200, fim dos auxílios moradia, terno, transporte, hospedagem.....

ROGÉRIO CRUVINEL RIBEIRO.


WHATSAPP (064) 98137-8744 

sábado, 25 de agosto de 2018

Apontado como autor da morte de Vanessa Camargo é solto novamente.

Palmestron Cabral - advogado de defesa

Por força de um habeas- corpus impetrado pelo advogado de defesa, Palmestron Cabral, o Tribunal de Justiça de Goiás concedeu liberdade a, Horácio Rozendo de Araújo Neto, preso acusado da morte de Vanessa Camargo no dia 31 de julho de 2017.

A defesa alegou não haver elementos que fundamentassem a recondução do réu à prisão, alegando que o acusado é réu primário, possui endereço fixo, respondeu o processo em liberdade e cumpriu rigorosamente as medidas cautelares, e que assim não representa ameaça a ordem pública, à instrução criminal ou a aplicação da lei penal.

Pesou a favor do réu o fato, de ele, ter sido preso temporariamente e solto logo depois pelo magistrado e a inexistência de fato novo, conforme relata a defesa.

Diz o desembargador em sua decisão: Nesse momento de cognição primária vejo que o ato construtivo está calçado apenas da periculosidade, pois durante a instrução tentou alterar a realidade fatídica, “fantasiando e formatando a cena do crime com intenção de convencer os órgãos do estado”, visando alcançar a impunidade pelo crime que muito provavelmente cometera.

Neste momento de congnição primária, vejo que o ato constitutivo está calcado apenas da periculosidade do paciente, que segundo o condutor do feito, pretende-se  livrar da acusação. Ocorre ,porém, que é direito de Horácio defender-se da acusação recebida, com amplitude dos meios legais disponíveis, para levar ao tribunal do Júri sua versão.

Neste caso não se mostra aparente  motivo impor sacrifício desnecessário a liberdade do cidadão que respondeu o processo em liberdade, cumprindo a determinação do juízo.
Desembargador Ivo Favaro – Relator, assina a decisão..

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

2018 Superlotação e risco à segurança: situação do presídio de Iporá exige solução urgente



Superlotação e risco à segurança: situação do presídio de Iporá exige solução urgente
Por Pedro Cláudio – Jornalista e radialista

A situação do sistema prisional em Iporá, Goiás, é alarmante e foi colocada em evidência durante o evento Justiça Pela Paz em Casa, realizado de 20 a 24 de agosto. Em uma mesa-redonda com a participação de advogados, juízes, promotores, policiais, estudantes de direito e psicologia, além de lideranças comunitárias, ficou claro que o presídio local está à beira de um colapso.

Segundo dados apresentados no evento, o presídio de Iporá, em 23 de agosto, abrigava 138 presos, número bem acima de sua capacidade. E a situação pode piorar: há 95 mandados de prisão em fase final de tramitação ainda em 2018, e a expectativa é de que, em 2019, mais 100 pessoas sejam presas na região.

“Uma bomba-relógio no centro da cidade”

A gravidade foi reconhecida publicamente pelo prefeito Naçoitan Leite, que classificou o presídio como "uma bomba-relógio pronta a explodir a qualquer momento". O gestor ressaltou que, além da superlotação, a localização do presídio no centro da cidade representa risco à população.

A prefeitura já disponibilizou um terreno para a construção de uma nova unidade prisional, mas reforça que a responsabilidade pela obra é do governo estadual. Segundo o prefeito, existe também uma proposta do município de que os detentos trabalhem como forma de ressocialização e recuperação plena, o que demandaria uma nova estrutura.

Projeto de presídio regional

O juiz de execução penal Samuel João Martins, de Iporá, também reforçou que o projeto de construção de um novo presídio já está pronto e que a ideia é transformar Iporá em sede de uma unidade regional, que atenderia cidades como Caiapônia, Piranhas, Israelândia e Aragarças.

No entanto, diante da demora do poder público estadual, uma solução alternativa foi proposta. Os juízes Samuel João Martins (Iporá) e Marcos Boechat Lopes Filho (Israelândia) apresentaram à Diretoria-Geral da Administração Penitenciária de Goiás um plano emergencial: transferir todas as mulheres presas da região para a unidade prisional de Israelândia.

Ampliação em Israelândia: alívio parcial

Em Israelândia, o presídio está sendo reformado com recursos do Conselho da Comunidade, e está prevista uma ampliação de 30 vagas específicas para o público feminino. Essa medida pode ajudar a desafogar parcialmente o sistema prisional de Iporá, mas depende de autorização do governo estadual para a contratação de servidores e a compra de viatura do tipo camburão, necessária para o transporte de presas e armamentos.

Sistema em colapso

A situação em Iporá reflete um problema estrutural que atinge várias regiões do país: presídios superlotados, projetos travados, falta de investimentos e risco constante à segurança da população. A sociedade civil, o Judiciário local e os gestores municipais tentam buscar soluções, mas, sem ações concretas do governo estadual, a crise tende a se agravar ainda mais.

O presídio de Iporá, em sua condição atual, não suporta mais a pressão do sistema. A construção de uma nova unidade e a reorganização regional são urgentes e inadiáveis.

 


Leis brandas impedem penas duras a agressores de mulheres.


Em Iporá, região Oeste de Goiás,  11ª Semana da Justiça pela Paz em Casa idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça e  realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás encerrou dia 23/08/2018 com uma mesa redonda onde os participantes, componentes da mesa e a assembleia expuseram sérios problemas a serem atacados para melhorar a vida dos habitantes da comarca (Iporá, Amorinópolis, Diorama).

O juiz Wander Soares Fonseca destacou a sua vocação cristã que leva a atuar pela preservação da família acima de tudo, diz ele considerar que a instituição familiar é base de nossa sociedade para o estado de direito democrático, mas ressaltou a necessidade de uma intervenção nesse meio quando houver violência, uma situação que não se pode suportar, seja a agressão física, seja a coação moral, a violência psicológica, ameaças veladas que sempre chegam às bases da justiça ou a polícia.

O magistrado tece crítica a lei considerada branda, e citou um fato concreto do dia, foi feita uma audiência de duas pessoas presas, uma por lesão e outra por ameaça, que foi fixada uma pena de três meses, muito difícil o juiz levar essa pena para um ano, caso seja levada, se faz um recurso e a pena volta para três meses, mesmo que o caso seja de uma lesão grave. O  juiz Wander defende a necessidade de se enrijecer, ser mais duro para com os agressores, essa é a vontade dos juízes, mas eles são impedidos de tal ato. O juiz tem que cumprir a legislação, as condenações, cuja a pena máxima não ultrapasse 4 anos não se pode decretar a preventiva, ou não decreta com a possibilidade do  § 3º do art. 313. Há uma força contrária a vontade do judiciário.

O Juiz informou que agora tramita no congresso uma proposta de mudança em que até as autoridades policiais poderão fixar medidas protetivas, isso vai contribuir no combate a violência, outro fato destacado é o uso da tecnologia. Os processos físicos que impõe uma lentidão ao sistema estão sendo digitalizados. No modelo antigo, depois de noticiado o fato, o processo chega ao juiz cerca de 16 dias depois, agora, com o uso dessa ferramenta isso cai para certa de 4 segundos. “Protocolou em 4 segundos está nas mãos do juiz”.


O Juiz Wander vê também como muito importante o papel das igrejas, não importa o seguimento religioso, diz ele que os frequentadores assíduos dificilmente se envolvem em conflitos. Essas pessoas não apresentam pré-disposição para a violência. Ele defende um investimento nesse caso.  

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Rodovia Montes Claros a Diorama, está saindo do papel.



Engenheiro Daniclei 
A obra do  asfalto da G0 174 trecho entre Diorama a Montes Claros que ganhou o nome de rodovia Noildo Miguel através de um projeto de lei do deputado estadual Luiz Cesar Bueno, foi retomada em 2018, e mais uma vez, gera a expectativa que vai acontecer a sua conclusão. Localizada na região Oeste de Goiás, importante via de escoamento de produção e até de deslocamento para a região turística do rio Araguaia, Aragarças/Barra do Garças esse trecho é evitado por muitos devido a mais de 30 quilômetros de chão, muita costela de vaca e poeira  no período da seca e atoleiros quando chove. Não existe tempo favorável ao tráfego.
Quebrando rocha G0 174
A história dessa obra se assemelha a uma novela de roteiro ruim, um enredo sem fim, e a cada governo renova-se a promessa, e isso por quase 30 anos, quando se ventilou pela primeira vez essa possibilidade de asfalto na década de 80.
A rádio Rio Claro é testemunha viva dessa história, sempre acompanhamos todos os passos da vida desse povo na região oeste de Goiás, e agora voltamos ao assunto mais uma vez.
A empreiteira que vem para por fim a esta novela é a FEIJÃOZINHO, Terraplanagens e Construções, ela é de Brasília, e em agosto 2018 trabalha a todo vapor. O engenheiro responsável, Daniclei Santos Simões recebeu nossa reportagem. Disse ele que até o momento o governo Estadual vem cumprindo com o pagamento das parcelas e diz acreditar que até meados de setembro 2018 já esteja colocando a brita.
O engenheiro nos informou que no momento (21/08/2018) a obra segue em um trecho de 10 quilômetros de implantação, que essa é a maior gama de serviços dentro do contrato, e que existem seis frentes de serviços em atividade, com escavação de material de terceira categoria, escavação de material de primeira categoria, aterro, drenos longitudinais e a base está sendo construída já com imprimação. O engenheiro diz acreditar que ainda em agosto esteja colocando a brita em um dos trechos, o TSD, o tratamento e que logo em seguida será colocado um outro micro, por cima do TSD para se obter um revestimento mais consistente, isso no trecho de 10 quilometros. A terraplanagem completa deve estar completa lá por meados de setembro, prevê. Segundo ainda o engenheiro, após esse trabalho, passará a atual na obra remanescente, o que foi deixado por uma outra empresa, um trecho de 12 quilometros que deverá ser refeito, um pavimento danificado porque a obra ficou parada (desperdício de dinheiro). O engenheiro está com previsão de, no final deste ano, até dezembro, finalizar o trabalho com a drenagem superficial, (meio fio, descida d’água e pintura).
Indagado sobre o grau de dificuldade na obra o engenheiro disse que esse trecho é muito acidentado topograficamente, exigindo um movimento de terra muito grande, já foram exetudados 350 mil metros cúbitos de material escavado e 150 mil metros cúbitos de material aterrado. Explica que esses 10 quilometros iniciais, partindo de Diorama, é muito dificultoso, que investe muita água pra cima dele, com cortes de até 5 metros de altura. O lençol freático muito encima, fato que está sendo superado com muito esforço humano e de maquinário. A AGETOP que contratou os serviços fez o projeto e isso, diz o engenheiro, facilitou muito.
A Luta pela obra envolve políticos, imprensa, produtores rurais e populares. Morador de Diorama há 40 anos, o cabeleireiro Oswandir Freitas  acompanha e dá assistência aos trabalhadores. Oswandir disse que vai facilitar o desenvolvimento, como o transporte de produtos para a COMIGO, a empresa usina de álcool, que deve incrementar a produção.
Comandante do 12ª BPM, tenente coronel Ariel, disse que a conclusão dessa obra é de fundamental importância para a segurança pública, que, quando Montes Claros, precisar de reforço policial, ou vice-versa será de grande ganho para todos.


Recordando a história

O jornalista Noildo Miguel em 2008 organizou uma coleta de assinatura pedindo o governador para cumprir a promessa:


Senhor Governador,


            Nós signatários deste, dirigimos a Vossa Excelência para apresentar o nosso descontentamento, em relação à não conclusão do asfaltamento da Rodovia GO-174, causando sérios transtornos e prejuízos imensuráveis às pessoas que necessitam trafegar nesse trecho. Entendemos que houve dificuldades das lideranças políticas dos municípios de Montes Claros e Diorama, além da notável falta de representatividade política da região OESTE GOIANO junto aos Governos ao longo dos anos, tornando-se necessária e legitima a iniciativa ora apresentada.
           
            Sabemos que é do conhecimento de Vossa Excelência, o problema da falta do asfaltamento neste importantíssimo trecho, mas, entendemos ser importante lembrar que esta obra é de grande importância regional e não simplesmente por ligar duas cidades isoladamente.

            Sendo esses os mais sinceros sentimentos e opinião popular dos oestinos, contamos com a compreensão de Vossa Excelência, ao tempo em que solicitamos AUTORIZAÇÃO ao órgão competente para execução da referida obra, concretizando desta forma o desejo dos cidadãos que abaixo assinam, representando toda a Região do Oeste Goiano.
   

ASSINATURA
Nº DOCUMENTO



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Juiz manda prender suspeito da morte de Vanessa Camargo e determina júri popular.


Suspeito de homicídio contra a esposa Vanessa Camargo, crime ocorrido no dia 31 de julho do ano passado,  Horácio Rozendo de Araújo Neto volta a prisão.

O Juiz  Wander Soares Fonseca decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva por entender a culpabilidade do suspeito, segundo descreve, Horácio Rozendo de Araújo Neto cometeu homicídio contra a esposa Vanessa na presença do filho menor, e usou de artifícios para fraudar a sua autoria no crime.

O juiz diz na decisão que diante das provas apresentadas tomou a medida de revogar as medidas cautelares que resultava na liberdade do réu, e atesta que a defesa teve tempo de apresentar sua tese, e justifica a revogação por perceber a periculosidade do acusado e que ele em liberdade trás riscos a garantia da ordem pública, isto, diante dos atos praticados, e que Horácio em liberdade configura uma frustação da aplicação da lei penal.

O magistrado escreve ainda, que o crime foi cometido porque a vítima, Vanessa Camargo queria a separação, dissolução do matrimonio, contrariando interesse do esposo, que inventou nutrir uma amizade para enganar a vítima, oferecendo leva-la a Goiânia, e aproveitando enquanto a vitima  dormia para praticar o crime.

Por fim o juiz diz que por a vítima ser mulher e por ter sido cometido o crime diante  do descendente da vítima ele determina que o réu deve ir a julgamento em relação a vítima Vanessa Camargo
Agora vai ouvir as partes sobre requerimentos, podendo arrolar testemunhas, E dessa decisão cabe recurso e se a defesa  recorrer o processo pode demorar um pouco.
 Indagado sobre esse processo, o juiz Wander disse que não comenta casos específicos, só adiantou que não existe relação com a 11ª Semana da Justiça pela Paz em Casa realizada pelo Tribunal de Justiça de Goiás iniciada na segunda-feira dia 20 de agosto.

domingo, 19 de agosto de 2018

Conselho da comunidade: Cuidar dos encarcerados é prevenir crimes futuros.

Advogado Fabricio Cunha -Presidente do Conselho da comunidade
O advogado Fabrício Cunha preside o conselho da comunidade.Em Iporá existe o conselho da Comunidade, criado por iniciativa do poder Judiciário ainda na época do Juiz Doutor Benedito, ficou inoperante por algum tempo e agora, por iniciativa do Juiz Dr Samuel o Conselho da Comunidade foi novamente reaberto//
O Conselho da Comunidade é órgão de colaboração e fiscalização da execução da pena, auxiliando as autoridades judiciárias, policiais, SUSEPE e órgãos de segurança, em todas as tarefas de readaptação dos sentenciados, presos provisórios e egressos da cadeia pública da comarca ao meio social, bem como colaborando com a prevenção à criminalidade. É um conselho importante, agora presidido pelo advogado Fabrício Cunha 
O presidente Fabricio Cunha em entrevista às rádios Felicidade FM e Rio Claro Am de Iporá disse que a maioria das pessoas pensam que o Conselho da Comunidade existe para prestar assistência ao preso ou internado, esclarece ele que o principal foco é outro: Diminuir a quantidade de vítima na sociedade, prestar assistência a família das vítimas e dos presos. O advogado, para exemplificar a atribuição cita o filme Homem Aranha, primeira edição, quando o personagem bom (homem aranha) deixa o personagem mal (assaltante) sair correndo pelas ruas, e que a próxima vítima do criminoso foi justamente um familiar do homem aranha, um tio dele que acabou sendo assassinado. Diante dessa cena o presidente do conselho chama a reflexão com uma pergunta: Era previsível para o homem aranha que sua família seria a próxima vítima? Teria como àquele personagem prever que seria a sua família a próxima vítima?
Diante dessa realidade o conselho pede a ajuda a comunidade no sentido de implementar uma política penal e penitenciária que vá além dos cuidados e da defesa dos presos internados. O conselho quer que as ações sejam voltadas para a reinserção social. Portanto, explica ele, a ação do conselho e da sociedade como um todo deve ser voltada aos presos não só para a assistência social.
O que fazer?
A intenção é trabalhar para que o preso, ao ganhar a liberdade, que ele não vá diretamente para as ruas, mas que passe por um processo adequado, como determina a lei, tendo o regime progredindo para o semiaberto em segunda para o aberto. É preciso que os empresários abrigue esse elemento para que ele ou a sua própria família não seja a próxima vítima.

Procedendo assim estaremos tendo uma atuação preventiva de segurança pública.

A Luta pela preservação da vida, Iporá se organiza

Professor Marcelo Serqueira -Presidente 

Com a criação da Secretaria do meio ambiente de Iporá, surgiram diversas iniciativas para cumprir a legislação e outras para garantir a luda por uma vida saudável no futuro.
Uma das ferramentas mais importantes  para a Secretaria do meio ambiente é o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – CODEMA, que tem, como os demais conselhos, o poder de decidir sobre diversos assuntos.
O Presidente desse conselho é o Professor doutor MARCELO Siqueira, um estudioso das questões ambientais,

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Iporá Goiás - presos na Operação Assepsia: Sai a sentença dois anos após denúncia.


Numa sentença proferida em 147 páginas, o juiz Wander Soares Fonseca  da comarca de Iporá condenou os réus Donizete Vieira de Souza e Cleidinei José Silva pelo crime de estelionato. Donizete Vieira de Souza  pegou pena de  3 anos e 9 meses e Cleidinei de 4 anos. Outro réu citado no processo, José Santana Leite, vulgo Zé Leite foi absolvido .

Na decisão o magistrado condenou Donizete e Cleidinei por crime de estelionato e absolveu os três citados por crime de peculato em razão da contratação fraudulenta na empresa de José Santana. Eles foram absolvidos também por lavar dinheiro da contratação fraudulenta e da apropriação dos valores descontados dos servidores públicos. Outra acusação que pesava contra os réus era a organização criminosa e também por obstrução de investigação nesta organização, eles foram absolvidos. Portanto, os réus Cleidinei e Donizete foram absolvidos em 5 crimes e condenados em 1. Cleidinei deverá cumprir pena de 4 anos de recusão em regime semiaberto e pagar multa e Donizete condenado a 3 anos e 9 meses também no regime semiaberto, ou seja, durante o dia soltos e devem pernoitar na prisão. Vale lembrar que cabe recurso nessa decisão, tanto por parte do ministério Público que pode recorrer quanto por parte da defesa feita pelos advogados Mahmud Armad Sara e Fabrício Cunha.
Outro citado no caso Ednei José Silva, o Dinei, irmão de Claudinei não teve sentença proferida, o seu caso foi desmembrado e deve, portanto, ser decidido em outro processo.

Donizete Vieira de Souza e Cleidney José da Silva, e José Santana Leite foram presos em 19 de dezembro de 2016, pouco tempo depois José Leite foi libertado, mas Donizete e Cleidinei ficaram encarcerados por 120 dias, oram soltos no em abril de 2017 para responder em liberdade.
Quando foram soltos em abril do ano passado, em entrevista a Rádio Rio Claro o advogado Mahmud Armad Sara disse que o Juiz acatou o pedido dos advogados de que a prisão deles não tinha mais sentido, perdendo força a tese de que, se libertos, pudessem criar obstáculos ao  trabalho da Justiça.

Os condenados  ocuparam cargos na gestão que findou em trinta e um de dezembro de 2016.

Ministério Público da Operação Assepsia. Flagrou-se em Iporá um esquema de desvio de recursos públicos com relação a um contrato da limpeza pública da cidade por meio da empresa Transterra, de José Santana Leite.

A partir da análise dos documentos, computadores e materiais coletados durante a operação, foram denunciados pelo MP o então secretário de Obras de Iporá, Cleidney José Silva; o ex-secretário de Controle Interno de Iporá, Donizete Vieira de Souza; Edney José Silva, irmão de Cleidney e José Santana Leite, dono da empresa Transterra. Eles foram acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e por embaraço às investigações.

A Defesa

O advogado Eduardo Talvani, ex-prefeito de Palestina foi contratado para entrar com recurso junto ao Tribunal de Justiça, e, em entrevista às rádios Rio Claro AM e Felicidade FM o advogado diz que está analisando para depois definir a linha de atuação. Entende o advogado que pode conseguir absolvição em segundo grau. A defesa focará atenção no crime de estelionato, adianta o advogado.


Criada nova Paróquia em Iporá Go, São Paulo VI que ainda será canonizado será padroeiro.


Padre Pablo Henrique, o médico, que depois de 10 anos de profissão descobriu sua vocação sacerdotal está em Iporá. Ele foi empossado como pároco em celebração solene presidida pelo bispo dom Carmelo Scampa no dia 12 de agosto de 2018 na recém criada paróquia, Cristo Libertador, que se chamará paróquia São Paulo VI, assim que o Papa for canonizado no dia 14 de outubro. Como ele foi só beatificado, explica o bispo, ainda não se pode atribuir a ele como padroeiro de uma paróquia.
A recém criada paróquia na comunidade Cristo Libertador, fundada por Padre Wiro foi desmembrada da igreja matriz Nossa Senhora Auxiliadora onde continuam os religiosos passionistas, os fundadores da diocese. Assim foi dividida a área de atuação pastoral da igreja católica em Iporá. Pertence à nova paróquia as comunidades: Nossa Senhora das Graças, Parque das Estrelas, Sagrada Família, no Jardim Monte Alto, Santa Gemma Galgani (Santa passionista) na Vila Brasília, Imaculada Conceição, Vila Itajubá, as comunidades rurais da Cocolândia, Pé de Pato, Lage, Cruzeirinho, Santa Marta e a cidade de Amorinópolis, onde está irmã Cecília, uma religiosa passionista como coordenadora e todas as comunidades rurais pertencentes.
O novo pároco
Ordenado no dia 14 de julho,  Pablo Henrique de Faria, é natural de São Luís de Montes Belos-GO, nasceu em 01/03/1978 (40 anos em 2018) e teve toda a sua formação, teologia e filosofia em Roma na Itália.
Padre Pablo diz ter manifestado desde criança a sua vocação, mas que era desejo dos pais que seguisse uma carreira, e assim se formou médico, especializou em otorrinolaringologia, trabalhou em diversos locais, montou sua própria clínica e tinha altos rendimentos mas nunca se esquecia de sua opção inicial, queria ser padre.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Maria é quem nos ensina a viver e a sofrer

Padre Reginaldo Manzote

Encontramos na Bíblia pouquíssimas palavras pronunciadas por Maria. Seu nome também não é citado muitas vezes. Maria é chamada de “Bendita e Mãe do Senhor por Isabel” (Lc 1, 42); “Serva do Senhor” como ela própria se definiu (Lc 1, 38.48); “Bem-aventurada” como profetizou que as gerações a chamariam. Mas, o seu nome, “Maria”, é citado por Mateus cinco vezes (Mt 1, 15. 18.20; 2, 11; 13, 55). Já Marcos cita apenas uma vez (Mc 6, 3). Lucas cita 12 vezes no Evangelho (Lc 1, 27.30.34.38.39.41.46.56; 2, 5. 16.19.34); e uma vez nos Atos dos Apóstolos (At 1, 14). João refere-se a ela como a “Mãe de Jesus” ou “sua Mãe” sem mencionar o seu nome uma única vez. Mas, seja citada pelo nome, ou referida como já destacamos acima, ou ainda “Mulher” como o próprio Jesus se referiu a ela, constatamos amplamente a presença silenciosa de Maria em todas os acontecimentos importantes, especialmente da vida de seu filho Jesus Cristo. Desde o momento da anunciação até o nascimento da Igreja.
Então, como alguém pode não compreender o papel de Maria na obra da salvação, se o Evangelho nos deixa tão claro: em virtude da encarnação, do verbo se fazer carne, de Deus visitar a humanidade, Dele se fazer uma criança, Maria se torna a arca. O útero de Maria se torna o primeiro tabernáculo. E a obra da redenção teve início no útero de Maria. É o útero que representa o anseio de toda uma humanidade sedenta do Verbo Eterno do Pai.
Deus encarnado fez a sua primeira moradia no ventre de uma mulher, Maria, que aceitando o convite da graça e dizendo o “sim”, se torna um modelo de quem faz a vontade do Pai.
Na cruz. Maria é cheia de graça, é plena do espírito. Se sofre o filho, sofre a mãe. Se o filho padece, a mãe padece. Não é assim com todas as mães?
Nossa Senhora era mãe, por isso, se coloque no lugar dela, vendo um jovem, um rapagão de 33 anos, sofrer o que Jesus sofreu, morrer da forma que Jesus morreu.
Jesus traído, negado, abandonado pelos próprios apóstolos. Já parou para pensar na proximidade que Nossa Senhora tinha com os apóstolos? Quando Ele foi traído, magoada, ela também foi. Se Jesus andou três anos com os apóstolos, Maria também fazia parte dessa convivência. Ela também deve ter sofrido quando Judas vendeu seu filho por 30 moedas.
Maria experimentou a dor, primeiro na fé e fez a diferença, porque se não fosse a fé e a esperança, ela teria se desesperado. Maria teria outra atitude e não a de que ficar em pé, aos pés da cruz (Jo 19, 25).
É essa presença silenciosa na hora da dor, que Maria nos dá como exemplo. Às vezes, nos deparamos com pessoas que estão sofrendo, muito doentes e pelas quais já não podemos fazer nada e não encontramos palavras que vão confortar, mas a nossa presença, silenciosa, já é uma ajuda. Mesmo que não consiga verbalizar essa presença, já é uma ajuda.
Maria entendeu isso. Na cruz, ela não disse uma palavra. Podemos ver nos quatro Evangelhos: Jesus falou, Maria não disse nada, ficou quieta, de pé, mas não precisa estar escrito para sabermos que seu coração dizia: “Estou aqui Filho, estou ao Teu lado”.
Maria nos ensina a perseverar, a manter-se firme no sofrimento. E nos ensinou também a superar a traição, porque bastou o Filho morrer, ela pegou o seu corpo, colocou no sepulcro e voltou para rezar com os apóstolos. Ou seja, ela voltou para aqueles que abandonaram seu filho.
Com o nascimento da Igreja, começa efetivamente a missão de Maria, confiada por Jesus aos pés da cruz: “Filho, Eis aí tua mãe. Mãe Eis ai teu filho” (Jo. 19, 25-27). Ela é a Mãe da Igreja e a mãe que intercede por nós.
Nós temos uma mãe não somos órfãos e se uma mãe aqui da terra tira da boca para dar a seus filhos, imagine Nossa Senhora que é toda santa, pura, imaculada e repleta de amor.
Se Maria foi exaltada por Deus, claro que em vista dos méritos de Jesus. Se Deus a escolheu, enviou um anjo, a proclamou a cheia de graça. Se Deus fez dela a arca de toda a humanidade, então, que ninguém tenha receio de recorrer a ela, de venerá-la, de exaltá-la e proclamá-la bendita entre todas as mulheres.

Padre Reginaldo Manzotti é fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior.

Site: www.padrereginaldomanzotti.org.br.
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sexta-feira, 16 de março de 2018

Crônica – Vamos pensar um pouco?


Crônica – Vamos pensar um pouco?
Por Pedro Cláudio – De Iporá, Goiás

Somos burros de carga. Não os de quatro patas, mas os de CPF. E o pior: burros contundidos, machucados, vilipendiados. Vivemos puxando o carro pesado de uma sociedade que aprendeu a fazer de nós suporte — da elite, do sistema, da fé, dos impostos, do luxo alheio.

O cidadão comum sempre sustentou o topo. A pirâmide social não virou de cabeça pra baixo, só ganhou uma maquiagem. Éramos servos na Idade Média, agora somos “contribuintes”. Antes o rei mandava cortar cabeças, hoje mandam cortar salários, direitos e esperança. É a mesma nobreza, só que com crachá e redes sociais.

Vejamos: pagamos impostos em tudo. No pão, no feijão, na luz, no combustível. Pagamos IPVA para ter direito a estradas — e, como se não bastasse, ainda enfiaram o pedágio no meio. “Pra quê?”, você me pergunta. Eu também me pergunto.

Pagamos pela energia e ainda cobramos de nós mesmos a iluminação pública. Pra quê?

Pagamos por escolas públicas, mas temos que sustentar colégios militares — a “solução mágica” para a educação — pagos por você, mantidos pelo Estado. Pra quê?

E, em nome de Jesus, ainda nos cobram 10% do que ganhamos, o tal dízimo. Dizem que é pra “manter a obra”. Que obra? Obra de ostentação? Templos monumentais, carros de luxo, palácios para os “ungidos”? O povo crê, oferta, sofre — e ora pela salvação dos seus próprios opressores. Pra quê?

Estamos vivendo o replay mal dublado da Revolução Francesa. Os chicotes mudaram de mão, mas a chibata segue firme nas costas do povo. Até nossos juízes agora querem “auxílio-moradia”. Pra quê? Moram em castelos? Será que o aluguel do castelo tá caro?

A humanidade insiste em viver esse teatro. Uns poucos no palco, a maioria na plateia — aplaudindo, pagando o ingresso, e limpando o chão no fim. As cidades já não são mais invadidas como antes, mas cada cidadão é uma cidade saqueada por dentro. Um município de carne, com rua chamada “Esperança”, bairro “Dignidade”, ponte “Oportunidade” — tudo interditado.

A carga é dos pobres. Sempre foi. E a luta é silenciosa: cada um tentando passar o peso ao ombro do outro. O rico vive leve, flutua. O pobre sua, mas sorri na selfie. Afinal, somos racionais, dizem. Mas será que somos mesmo funcionais?

Talvez sejamos apenas... resilientes. Ou resignados. Ou loucos. Ainda tentando achar lógica num sistema onde quem carrega o mundo nas costas nunca chega ao topo.

Vamos pensar um pouco?

 


Um sonho em Goiás : Diorama a Montes Claros: G0 174 um trecho esquecido.

O sonho da região Oeste Goiano, asfalto para G0 174

Na região Oeste de Goiás entre as cidades Diorama e Montes Claros na Rodovia G0 174, trecho de 35 quilômetros intitulado de Jornalista Noildo Miguel existe uma cabeça de burro enterrada. São Palavras do Governador Marconi Ferreira Perillo ao responder indagação insistente desse blog e da reportagem das rádios Rio Claro 760 AM e Felicidade 97,9 FM. A resposta foi uma justificativa para uma das obras mais necessárias e esperadas na região há mais de 20 anos, cujo o processo foi sempre acompanhado por este trabalhador da comunicação diácono Pedro Claudio que lhes escreve.
Agora, em março de 2018 surge uma nova luz no fim do túnel, muitas que foram acesas já nem fumegam mais. Eis o motivo:

Notícia veiculada nas rádios Rio Claro AM e Felicidade Fm no dia 14 de fevereiro de 2018. A Prefeita Valéria Ferreira (PT), xará do esposa do Governador Marconi Perillo (PSDB). Diz ela que Diorama, cidade que administra respira pelas ações do Governo Marconi Perillo, que a política partidária é deixada de lado e que há uma grande gratidão por ele. A pequenina Diorama será visitada pelo Governador dia 26 de março de 2018 para mais afagos e anúncios de novas obras. 

Espera-se com muita expectativa há mais de 20 anos o asfaltamento da G0 174, rodovia Noildo Miguel, um pequeno trecho de 35 quilômetros entre Diorama e Montes Claros de Goiás. 
Essa promessa política é feita desde o primeiro mandato de Maguito Vilela como governador e não passou um só governador sem reafirmar o compromisso e prometer que agora a obra será concluída////
Alcides Rodrigues, que governou Goiás de 2006 a 2010, sucessor de Marconi Perillo em um de seus mandatos chegou a dizer na rádio Rio Claro AM de Iporá, “ Não é balela, não é conversa fiada, vamos construir a rodovia”. Mas antes, em 1996, há 24 anos, o Governador interino à época Naftali Menezes, que substituía Maguito Vilela participou de lançamento da obra//
Agora no atual mandato de Marconi Perillo, por diversas vezes ele anunciou a obra e por fim disse que só falaria no assunto com fatos concretos para não frustar a população, disse inclusive que tem uma “cabeça de burro enterrada neste local”. //
Agora já no final de seu quarto mandato à frente do Governo de Goiás, neste ano 2018, Marconi Perillo reafirmou que irá asfaltar essa rodovia. O povo já nem acredita mais nisso, muitos políticos nem querem tocar no assunto.//
A última noticia do Governo de Goiás sobre asfaltamento da Go 174, trecho entre Diorama e Montes Claros saiu num desses atos políticos quando Marconi esteve em Iporá, Moiporá, Ivolândia, Cachoeira de Goiás, Aurilândia, e São Luis de Montes Belos. Em Iporá, assinou autorizo para a pavimentação asfáltica, do trecho de 35 quilômetros da GO-174 (Diorama/Montes Claros), no valor de R$ 16,2 milhões, e ainda a duplicação de todo o trecho urbano da GO-174.
Depois disso, a Prefeita Valéria (PT) publicou nas redes sociais um extrato de contrato da  AGÊNCIA GOIANA DE TRANSPORTES E OBRAS – AGETOP que contrata a empreiteira FEIJÃOZINHO TERRAPLENAGEM E CONSTRUÇÕES LTDA para a obra.
Foi feita a licitação e essa empreiteira venceu para realizar a CONCLUSÃO DOS SERVIÇOS DE TERRAPLENAGEM E PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA DA RODOVIA GO-174, TRECHO: DIORAMA / MONTES CLAROS DE GOIÁS, NESTE ESTADO. VALOR: R$ 14.964.406,74 (quatorze milhões, novecentos e sessenta e quatro mil, quatrocentos e seis reais e setenta e quatro centavos).
Esse contrato tem validade de  12 (doze) meses a partir da assinatura do contrato. ///
Ufa!, enfim parece que estamos vendo a luz no fim do túnel, e para falar sobre esse assunto nos recebemos a Prefeita de Diorama Valéria Ferreira que tem como vice Célio Moreira (PPS) e que conseguiu se eleger na composição PSDB / PT / PPS / PSD.

Em nome de Jesus você me serve

Ministério do Trabalho autua empresa ligada a igreja por manter 565 trabalhadores em condição análoga à escravidão

Ação faz parte da Operação Canãa – A Colheita Final, feita em conjunto com a  Polícia Federal.

 
Ilustrativo
O Ministério do Trabalho autuou nesta quinta-feira (15) a empresa Nova Visão Assessoria e Consultoria, que usava a Igreja Cristã Traduzindo o Verbo, por manter 565 trabalhadores em condição análoga à de escravidão. As vítimas estavam trabalhando em nove fazendas de produção hortigranjeira do grupo (seis em Minas Gerais e três na Bahia) e em cafés, restaurantes, casas comunitárias e um posto de gasolina no estado de São Paulo.

Os autos de infração também mencionam o crime de tráfico de pessoas, pois as vítimas, normalmente pessoas em situação de vulnerabilidade, eram aliciadas e hospedadas em casas comunitárias de São Paulo. Lá eram doutrinadas e depois enviadas para o trabalho em algum dos empreendimentos do grupo.
A autuação faz parte da Operação Canãa – A Colheita Final, feita em conjunto com a Polícia Federal e iniciada em 6 de fevereiro, quando foram realizadas as primeiras diligências nos empreendimentos da igreja. A Polícia Federal já havia prendido preventivamente, por ordem da Justiça Federal, 13 dirigentes do grupo econômico e da igreja. Cerca de dez dirigentes continuam foragidos.
Além do trabalho escravo, a igreja está sendo autuada porque dos 565 trabalhadores em condição ilegal, 438 não tinham sequer registro em Carteira de Trabalho e 32 eram adolescentes em atividades proibidas para menores.

Nas fazendas, os trabalhadores não recebiam nenhuma remuneração pelas atividades que exerciam. Eles trabalhavam em troca de casa e comida. A jornada de trabalho também não era controlada, e eles não tinham acesso a nenhum direito trabalhista. No meio urbano, parte das vítimas não tinha garantido qualquer direito laboral. Outros trabalhadores tinham a maioria dos direitos suprimidos.

Os auditores-fiscais não conseguiram retirar os trabalhadores das fazendas e dos outros empreendimentos para encaminhar ao Seguro-Desemprego para Resgatado, como sempre ocorre nas fiscalizações de trabalho escravo.  Segundo o coordenador da operação, o auditor-fiscal Marcelo Campos, as vítimas não se achavam exploradas e diziam trabalhar em nome da fé e da coletividade.

“Essa foi uma operação diferente de todas as outras. Normalmente, quando os fiscais chegam com a polícia, os trabalhadores ficam aliviados, porque nos enxergam como salvadores. Neste caso não. Eles achavam que nós éramos demônios que os estavam retirando de sua missão e não concordaram em deixar os locais”, relata.
Por causa disso, quem será obrigado a afastar os trabalhadores será o grupo econômico responsável pela igreja. Além disso, deverá regularizar a situação dos trabalhadores. Aqueles que não tinham a Carteira de Trabalho assinada deverão ter o registro incluído no documento. E todos os 565 terão que ser receber retroativamente pelos serviços prestados. A igreja deverá ainda providenciar o retorno das vítimas aos seus locais de origem.
Para garantir os direitos laborais dos trabalhadores, a Auditoria-Fiscal do Trabalho realizará os cálculos dos direitos de cada um deles. Esses cálculos constarão do relatório de inspeção que será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e à Justiça Federal.
O ministro do Trabalho interino, Helton Yomura, lembra que o combate à escravidão moderna está entre as prioridades da pasta. “Nossa missão é garantir trabalho justo e remuneração digna ao trabalhador. Redobraremos nossos esforços para que a prática do trabalho escravo seja extinta em nosso país”, afirmou.

Ministério do Trabalho
Assessoria de Imprensa
(61) 2021-5449