terça-feira, 9 de junho de 2020

Iporá: Justiça suspende decreto municipal que flexibilizou funcionamento do comércio.




Atendendo pedido liminar do ministério público comarca de Iporá, feito pelo promotor Luís Gustavo Soares Alves, o juiz Wander Soares Fonseca decide suspender decreto do chefe do poder executivo local em Iporá por estar em desacordo com decreto estadual e diretrizes sanitárias e legais, em desacordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O pedido liminar foi protocolado no mesmo dia (09/06), as 10h da manhã.
A decisão foi publicada hoje, 09 de junho de 2020, as 17h52:59, e de imediato já ganhou as redes sociais. Isso ocorre justamente no momento de crescimento de casos de COVID 19 em Iporá, de 11 para 21 casos positivos, conforme boletim da Secretaria de saúde do município.
Na decisão o magistrado destacou, no relatório, o argumento do Ministério Público de que o Prefeito Naçoitan Leite disseminou em rede social de forma leviana e insensata sua opinião incentivando os comerciantes a abrirem seus estabelecimentos, desafiando autoridade estadual.
Além da suspensão do decreto municipal n° 241/2020, o magistrado ainda determinou ao Município de Iporá para deixar de editar qualquer norma de flexibilização do funcionamento de atividades e serviços, sem os estudos técnicos e justificativas do órgão de vigilância sanitária municipal, bem como determinou o cumprimento e fiscalização de acordo com Decreto Estadual nº 9.653/2020, sob pena de multa de R$ 25 mil por dia de descumprimento.
O Prefeito Naçoitan Araújo Leite, em contato com nossa reportagem, disse que irá recorrer dessa decisão, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal que garantiu aos chefes do executivo municipal autonomia para combater a pandemia.
E agora?
Muitas dúvidas sobre como será a partir de agora, já que a decisão judicial suspende o decreto nº 241, que havia flexibilizado algumas atividades, no entanto o Decreto n.º 246, de 09 de junho de 2020 traz uma série de mudanças.
O que diz o novo decreto:
Art. 1º - Fica determinado que a partir das 06:00 da manhã do dia 10 de junho de 2020 que as atividades descritas como do ramo de alimentos estão PROIBIDAS sua abertura ao público em geral podendo funcionar apenas na modalidade de DELIVERY. (entrega ou retirada na porta do estabelecimento);  Parágrafo Único - Entendem-se por atividades do ramo de alimentos os seguintes segmentos: Restaurantes, Bares, Pizzarias, Açaíterias, Sorveterias, Docerias, Cafés, Pamonharias, ‘Jantinhas’, ‘Pit Dog’s’, ‘Espetinhos’, Padarias e ‘Bebidões’;
Art. 2º - Fica recomendado que as famílias se abstenham de irem em conjunto a supermercados e farmácias para evitar aglomerações;
 Art. 3º - Incluem-se na modalidade DELIVERY os restaurantes queservem almoço, não podendo atender público em geral no interior do recinto;
Art. 4º - Com a proibição de consumo local, as empresas do ramo de alimentos deverão manter os cuidados para manuseio de alimentos e entrega e, se porventura houver fila na porta do estabelecimento para a  retirada, que essa seja mantida com distanciamento mínimo de 02 (dois)metros;
Art. 5º - Fica proibido também o funcionamento de academias de  ginástica, incluindo as que estão no interior de clubes recreativos e atividades no Lago Pôr do Sol;
 Art. 6º - É OBRIGATÓRIO O USO DE MÁSCARAS por todo cidadão que transitar na cidade de Iporá;
 Art. 7º - O descumprimento de alguma das determinações da autoridade sanitária acarretará a suspensão imediata do estabelecimento por 14 (quatorze) dias, além de lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência, tanto ao proprietário do estabelecimento quanto ao munícipe que descumpri ordem;
Art. 8º - Esse Decreto tem a validade de 14 (quatorze) dias, podendo ser  modificado para maiores restrições a qualquer tempo, conforme informações das autoridades de saúde.
 Art. 9º - Esse Decreto entra em vigor a partir de sua publicação, revogando as disposições em contrário;
Gabinete do Prefeito de Iporá, Estado de Goiás, aos nove de junho de 2020.

domingo, 7 de junho de 2020

Entre o Espanto e a Resistência: A Crônica de uma Democracia em Xeque


Entre o Espanto e a Resistência: A Crônica de uma Democracia em Xeque

Por Pedro Claudio jornalista

Nos últimos anos, o Brasil tem vivido um turbilhão político, jurídico e midiático que colocou em xeque as estruturas da sua jovem democracia. A sensação de ameaça iminente à ordem democrática, para muitos, não é fruto de redes sociais ou teorias conspiratórias, mas sim do que se viu, ao vivo, em rede nacional. A televisão, em especial a TV Globo, desempenhou um papel central nesse processo — muitas vezes controverso, outras vezes decisivo.

A emissora mais influente do país assumiu um tom editorial implacável com o Partido dos Trabalhadores (PT). A cobertura extensa e incisiva da Operação Lava Jato associou, com insistência, o partido ao epicentro da corrupção nacional. Ainda que os desvios tenham atingido diversas siglas, o foco recaiu sobre o PT, empurrando-o para o descrédito popular. Mesmo assim, Fernando Haddad chegou ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2018, o que mostra que a polarização já havia se instalado de forma profunda.

Do lado do próprio PT, as críticas também são severas. A legenda, segundo essa leitura, não conseguiu separar o joio do trigo dentro de sua estrutura, tampouco apresentou uma autocrítica convincente. Em vez de reconhecer erros concretos, preferiu contestar denúncias mesmo diante de provas robustas. Um comportamento que minou ainda mais sua credibilidade e o afastou de parte do eleitorado que ansiava por renovação e transparência.

O Judiciário, que deveria ser o guardião da imparcialidade, também teve seu protagonismo questionado. O então juiz Sérgio Moro, alçado a herói nacional, condenou e retirou da disputa presidencial o ex-presidente Lula, em uma decisão que anos depois seria anulada. Sua posterior entrada na política e nomeação como ministro do presidente beneficiado pela sua decisão judicial lançaram sombras sobre sua imparcialidade. O que poderia ter sido um legado de combate à corrupção virou um caso emblemático de conflito de interesses.

Nesse cenário, emergiu um novo líder. Com uma retórica simples e agressiva, alinhado a pautas conservadoras, especialmente as defendidas por setores evangélicos, Jair Bolsonaro encontrou espaço no vácuo deixado pelos partidos tradicionais. Sua estratégia incluiu críticas constantes à mídia, promessas de ruptura com “tudo isso que está aí” e ataques sistemáticos aos movimentos sociais e instituições democráticas.

O resultado foi um governo que, em muitos momentos, flertou com o autoritarismo. Ministros hostilizaram governadores, ameaçaram integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), e tentaram instrumentalizar a pandemia de covid-19 para ganhos políticos. A retórica agressiva contaminou o debate público e empurrou o país para um clima de permanente tensão.

Diante desse quadro, a comunicação virou campo de batalha. O que antes era considerado verdade passou a ser tratado como manipulação; o que era inaceitável virou rotina. Vivemos um tempo onde se questiona até mesmo os fundamentos do Estado Democrático de Direito — com setores da população pedindo o retorno de uma ditadura e atacando as instituições republicanas.

O Brasil se encontra diante de uma encruzilhada histórica. A história que será escrita nos próximos anos dependerá da capacidade de reconstruir pontes, valorizar a verdade, restaurar a confiança nas instituições e revalorizar a política como instrumento de transformação — não de destruição.

Como diz o velho ditado, “quem viver verá”. Mas é preciso estar atento e forte. A democracia não é um dado, é uma conquista diária. E ela, hoje, está mais ameaçada do que nunca.

sábado, 9 de maio de 2020

Ex-Prefeito de Iporá, pré candidato é condenado

Danilo Gleic, prefeito de Iporá na gestão 2013-2016, foi condenado em primeira instância pela justiça em processo referente a um caso ocorrido em seu mandato e denunciado pelo ministério público em 2016.

A decisão foi proferida pelo titular da 1ª Vara Cível e Criminal da comarca de Iporá, juiz Samuel João Martins que acolheu a argumentação do Ministério Público de Goiás de que o então prefeito Danilo teria deixado de cumprir ordem judicial, ele foi condenado a 11 meses de detenção em regime aberto, mas a pena privativa de liberdade foi substituída por uma restritiva de direito consistente na prestação de serviços à comunidade.

Os promotores de justiça da procuradoria de Justiça Especializada em Crimes Praticados por Prefeitos alegaram que o então gestor não explicou à época o motivo da recusa ou da impossibilidade, devido a isso foi denunciado.

SOBRE o caso

A pedido do MP-GO a justiça ordenou que o município de Iporá providencie tratamento psiquiátrico a uma criança, então com 6 anos, inclusive com atendimento psicológico clínico por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), com o devido acompanhamento psicossocial de toda a família.

A sentença saiu, quinta-feira, dia 07 de maio de 2020, conforme a notícia publicada no site do MP.

Os advogados Tauã de Paula Rosa e Claiton Alves dos Santos, que estão realizado a defesa de Danilo Gleic, em nota, criticaram a sentença, e afirmaram que o ex prefeito cumpriu com sua função de gestor e não possui culpa, pois remeteu a decisão para seus assistentes técnicos para cumprirem com a determinação. Os advogados vão recorrer, e estão confiantes na absolvição.

Diz a nota:

“Trata-se de uma decisão proferida no ano de 2014, em que o juiz determinou que a Prefeitura de Iporá promovesse uma avaliação psiquiátrica em uma criança, e, se fosse o caso, já iniciar os tratamentos médicos.

Ocorre que Danilo Gleic, à época em que era prefeito, ao receber os mandados de intimação, já remeteu para as assistências social e jurídica para dar cumprimento a determinação judicial, exercendo, a sua função de gestor municipal.

O chefe do Poder Executivo municipal possui assistências técnicas para conseguir prestar um serviço público com qualidade e, por tais razões, é preciso descentralizar tarefas, motivo pelo qual é essencial remeter os mandados para os assistentes competentes à cumprirem com a imposição judicial.

No caso em apreço, os servidores do CREAS (Centro de Referência de Assistência Social) estavam com estrema dificuldade em localizar a criança e sua genitora para o acompanhamento, e isso foi devidamente justificado, por ofício, ao juiz que proferiu a decisão. E mesmo com dificuldades, o CREAS realizou o acompanhamento psicossocial à criança.

A Prefeitura de Iporá, por meio do Hospital Municipal, solicitou autorização para o Hospital São Cotollengo, em Goiânia, a fim de acompanhar a criança com diagnóstico inicial de transtornos hipercinéticos, já que o município não detinha médico especializado, nem mesmo na saúde privada tinha especialista. Com isso, a criança entrou na fila de espera, mesmo com solicitação de vaga feita com urgência.

Assim, não houve descumprimento por culpa do Prefeito Municipal, que exerceu com sua função de forma correta, tanto é que além deste processo criminal, existe outro que está tramitando na área cível pelo mesmo fato, em uma ação de improbidade. Neste processo cível, Danilo Gleic teve julgamento favorável, e mesmo com recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça manteve decisão a seu favor, justamente por ter cumprindo com sua função de gestor municipal.

A defesa, assim que for intimada, vai recorrer ao Tribunal de Justiça, e como no outro processo, tem certeza da absolvição de Danilo Gleic.

Tauã de Paula Rosa (OAB/GO n. 49038)

Claiton Alves dos Santos (OAB/GO n. 12118)”.


sábado, 2 de maio de 2020

A dor é minha companhia, a saudade meu carma, a ressurreição a esperança.


Por Pedro Claudio Rosa

Na madrugada de 19 de janeiro de 2020, parte do meu mundo desabou: faleceu Marlene Eva de Paula Rosa, minha digníssima e eterna esposa, como eu a chamava. Não há tempo que cure essa dor; a ferida não se fecha. Mesmo passados — hoje, 2 de maio de 2020 — exatos 104 dias, o tempo sem ela é como comida sem tempero: tudo se tornou insosso, sem gosto.




O que me mantém de pé, mesmo em meio à perturbação da alma, é a missão que me foi dada: cuidar dos filhos, acolher o amor dos parentes, dos amigos e da comunidade, e, sobretudo, sustentar-me na fé que recebi de meus pais e da Sagrada Escritura.

"Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância quanto aos que adormeceram, para que não fiqueis tristes como os outros que não têm esperança. Com efeito, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos igualmente que Deus, por meio de Jesus, reunirá consigo os que adormeceram. Eis o que temos a vos dizer, de acordo com a Palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que permanecermos até a vinda do Senhor, não passaremos à frente dos que tiverem adormecido, pois o Senhor mesmo, à sua ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, descerá do céu. E os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que permanecermos, seremos arrebatados, junto com eles, entre nuvens, ao encontro do Senhor nos ares. E, assim, estaremos sempre com o Senhor."
(1Ts 4,13-17Bíblia Sagrada, tradução oficial da CNBB)




A morte, na minha condição humana, me abate. Mas a certeza da ressurreição e do reencontro com todos os que amo me fortalece e reanima.

Vivendo aqui em Sacramento, como cristão católico, creio fielmente no que está escrito:

"De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe."
(Mt 19,6)

Unidos para sempre pela Palavra de Deus.


Vidas em risco


Menores embriagados apreendidos em Iporá
Ilustração - Centro de Iporá Goiás 
Na madrugada desde sábado, 02 de maio, dois menores foram apreendidos pela Polícia Militar em Iporá.
Eles foram avistados pelos policiais por volta das  02h25min conduzindo uma moto com placa de Jussara Goiás e ao tentar fazer a abordagem para verificação eles saíram em disparada pelas da cidade, após percorrerem várias ruas oram alcançados na rua Carolina já bem próximo do quartel.
Percebendo que estavam sendo alcançados, os integrantes da motocicleta  aumentaram a velocidade e fizeram uma curva muito fechada, desequilibraram e caíram.
Foi constatado que condutor e passageiro eram menores de idade e que estavam com sinais claros de embriaguez alcoólica. Foi lavrado  autos de infração pelo art 162-I, 230-XI e 175 e acionado o Conselho Tutelar dos direitos da Criança e Adolescente para as providências cabíveis.
Condutor e passageiro da moto apresentaram diversas escoriações pelo corpo devido a queda.

Mistério na região Oeste de Goiás: homem desaparecido desde fevereiro, 3 suspeitos foram presos.


casa onde residia Pedro
Homem desaparecido desde 27 fevereiro de 2020 continua sendo procurado pela família. Nesta semana, terça-feira, 28 de abril, 61 dias após o desaparecimento, a história ganhou mais um capítulo: foi decretada a prisão temporária de 03 pessoas suspeitas de envolvimento, eles negam participação, dizem não saber o paradeiro da vítima. A investigação é coordenada pelo delegado de Ivolândia, Antônio Machado de Azevedo.
Pedro Mendes da Silva, de 43 anos, foi visto pela última vez em 27 de fevereiro de 2020, quando estava na Fazenda Córrego Fundo, de propriedade do Pastor Agenor, que fica próximo aos povoados de Pedrolândia e São Sebastião do Rio Claro, no município de Ivolândia, região Oeste de Goiás. E até hoje permanece em local incerto e não sabido.
Preocupada, a família procurou as rádio Rio Claro e Felicidade de Iporá, na tentativa de sensibilizar as autoridades a se empenharem mais e também para conseguir ajuda de moradores da região para a localização.
O delegado Antônio Machado pediu a prisão de três suspeitos – Valdomiro José de Freitas, 42, apelidado de Boneca, Valdeson Pereira Veloso, 62, (vulgo fuminho) e Edson José da Silva Filho, 30 –, relata que é um caso muito difícil, que a vítima tinha sérios problemas de saúde, fazia uso de medicamentos controlados e, para agravar a situação, consumia bebida alcoólica. Explicou ele que a prisão temporária por 5 dias não significa culpa dos suspeitos, mas que é um procedimento para auxiliar na investigação. Respondendo aos familiares que reclamam, o delegado disse que há 40 dias concentra suas atividades nesse caso.
Em entrevista à rede diocesana de rádio, advogado Tauã de Paula, contratado por um dos supostos envolvido, Valdomiro José de Freitas, contestou a prisão, argumentando que seu cliente contribuiu com a investigação, não apresentou contradição no depoimento, que ele possui residência fixa e entrou com pedido de liberdade, um habeas corpus junto ao tribunal. Valdomiro foi solto, mais dois outros suspeitos continuam presos no presídio em São Luís de Montes Belos.
Suspeitas
A família desconfia que Pedro Mendes tenha sido alvo dos suspeitos presos, a mando de uma terceira pessoa, que seria contratante do serviço, porque a vítima tinha tentado um assédio contra a sua esposa.
Pedro Mendes da Silva é trabalhador rural e teria ido a uma propriedade para uma atividade de roçagem de pasto, serviço pego por empreita, que seria executada por Valdomiro e Edson. Anoiteceu dia 26 de fevereiro, no dia seguinte Pedro Mendes não foi mais visto e Edson é a última testemunha, que nega saber de seu paradeiro.


Para manter a democracia é preciso ter, coragem, A QUEM DIGA e dinheiro. Será?.

É importante dar amparo a jornalista


Sábado, 2 de maio de 2020
“É tetra”

Eram 21h51 de terça-feira, dia 14 de abril, quando recebi uma mensagem do advogado do TIB: “É TETRA!”
Nada mais propício que repetir o bordão do jornalista Galvão Bueno na Copa do Mundo de 1994 para comemorar uma vitória do jornalismo.
Em 2017, houve a greve geral Brasil afora. Em Goiânia, não foi diferente, inclusive no que diz respeito à truculência policial. Foi da capital goiana que saiu uma imagem que rodou o país: um policial militar quebrou um cassetete na testa de Mateus Ferreira da Silva, à época com 33 anos. 
O capitão Augusto Sampaio, policial que quase matou Mateus, foi recebido por seus pares no clube dos oficiais, onde rolou um "ato de apoio". Na ocasião, o hoje coronel Alessandri da Rocha foi um dos militares que saudou o colega e chamou Mateus, a vítima, de terrorista.
Dias depois, recebi um material via securedrop, um canal por onde o Intercept recebe documentos e denúncias de forma anônima (você tem alguma? Mande pra nós). Era uma ação do Ministério Público de Goiás na qual o coronel Alessandri era acusado de duplo homicídio. No documento, havia acusações de tráfico, roubo a banco, ameaça a juiz. 
Na matéria "PM que chamou manifestante de terrorista em Goiás é acusado de execução, ameaçar juiz e mais", publicada em 2017, detalhei todas essas acusações, além de escrever sobre a prisão de Alessandri, em 2016, na Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, que investiga a atuação de um grupo de extermínio em Goiás. Ele não gostou. 
Quando o Intercept entrou no ar, em 2016, apostamos: quem seria a primeira pessoa a ser processada? Como entramos no ar com a missão de responsabilizar quem quer que fosse pelos seus atos, isso não tardaria a acontecer. 
Eu venci a aposta – e também o processo criminal em que o coronel Alessandri me acusava de calúnia e difamação.
Foi um longo processo.
Em 2018, fui com o advogado do TIB a uma audiência de conciliação, um dos passos do processo. O policial e sua advogada vieram de Goiás para o Rio e, numa pequena sala em Botafogo, eles pediram que eu me "retratasse". Um pedido formal e público de desculpas é o que eles queriam. Perguntei: vocês querem que eu minta?
Nosso advogado pacientemente colocou a mão no meu braço, pedindo calma. Acatei seu pedido.
Dois anos e alguns recursos depois, vencemos o processo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por unanimidade. Essa vitória não é apenas minha ou do Intercept. É do jornalismo.
O TJ-RJ decidiu que jornalista não comete crime ao reproduzir ação do MP – e isso é óbvio. Como a decisão deixa claro, eu não menti, não inventei nada, "os fatos se deram dentro do contexto jornalístico". 
Mas pessoas como o coronel Alessandri processam quem fala o que os desagrada mesmo sendo verdade, eles não querem que seus atos terríveis se tornem públicos. Tanto que um dos maiores jornais de Goiás foi cercado por três dezenas de policiais após publicar, em 2011, uma capa com a manchete “Mato por satisfação”, que trazia detalhes sobre a Operação Sexto Mandamento, que investiga a violência policial em Goiás, cerca de seis meses antes de Alessandri saudar o PM que bateu no manifestante. 
Tenho a sorte de trabalhar em um lugar que paga advogados para seus jornalistas, que tem leitores que financiam esse site e esses advogados, que nos protegem e que não nos abandonam. Mas e se eu fosse uma jornalista freelancer? E se o site fosse pequeno e não pudesse pagar um advogado?
O processo seria vencido, mas custa tempo e dinheiro. Ainda estou sendo processada na vara cível em Goiás, em uma ação por danos morais na qual Alessandri me pede R$ 100 mil. Como pagaria para ir a outro estado e para ter advogados lá? Eu não tenho esse dinheiro.
A meta é calar o jornalista. É estrangulá-lo financeiramente e forçar seu silêncio. Alessandri não quer responder pelos seus atos e ser incomodado por jornalistas mesmo sendo um servidor público que tem a missão de "servir e proteger".
Mas ele perdeu. Apesar de ter sido acusada de ofender a honra do policial acusado de tráfico, duplo homicídio, roubo a banco e ameaça, e ainda ter sido chamada de “ignorante e venenosa”, eu venci. E venci porque a justiça disse que eu não menti. Alessandri foi realmente acusado de tráfico, duplo homicídio, roubo a banco e ameaça. Alessandri que melhore, e que pague na justiça por suas barbaridades, caso ainda haja alguma investigação.
Vida longa ao jornalismo!

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Destempero que pode levar a ruína


E agora Jair?


Jair Messias Bolsonaro, presidente da república é um peixe que é fisgado o tempo todo, ele é vítima de suas próprias atitudes desastradas, é típico de quem, não tem a devida compreensão dos fatos e/ou não se deixa assessorar.

Cito o último caso Mariele Franco e a notícia da Globo no jornal Nacional do dia 29/10/2019. A reação é típica de alguém que não tem autocontrole, e mesmo não tendo culpa no fato, caso que deverá ser amplamente apurado em investigação policial, deixa ficar a dúvida, não por meio do material noticiado, mas devido a reação  do senhor presidente. Sem fazer a defesa da Globo, nem precisa disso, cito, que ela se ateve aos fatos, noticiou e se fez público com responsabilidade os fatos, inclusive tomou-se o cuidado de verificar um possível álibi do presidente citado. Não há nada demais, apenas o destempero de quem não se resolve na vida privada, não sabe lidar com as consequências de ser o mandatário do país, e acaba por promover uma vergonhosa reação.

Na minha visão, reação intempestiva só serve para mostrar a fragilidade da pessoa que quer passar uma imagem de homem forte e inatingível. Foi fisgado, e quanto mais se debate, mais se torna fraco,  pode ser tirado do leito d’água a qualquer momento, se for bagre africano vai respirar até encontrar a próxima poça, se for um lambari vai agonizar e morrer.

Para o bem do Brasil que o elegeu penso que seria importante o presidente recompor as forças, mudar comportamento, não nadar contra a correnteza, ser sutil nas declarações, e não confundir forças contrárias como inimigas, mas que nos apresentam dúvidas a serem esclarecidas. Agora, se tem culpa no cartório, aí sim, tem-se motivo para tal intempestividade.  

Opinião Pedro Claudio - Licenciado em História UEG, 32 anos de radiojornalismo comunitário. Escrito em 30/10/2019

sábado, 14 de setembro de 2019

Brasil em chamas: entre a crise ambiental e o colapso moral


Brasil em chamas: entre a crise ambiental e o colapso moral

Por Pedro Claudio Rosa – Licenciado em História, Jornalista, Radialista e Diácono Permanente na Igreja Católica Apostólica Romana

Vivemos tempos difíceis em todo o Brasil. Não bastasse a instabilidade política, a polarização ideológica, as reformas controversas — trabalhista, previdenciária —, e os escândalos que abalaram as instituições, como a Lava Jato e a Vaza Jato, o país ainda enfrenta um cenário alarmante de devastação ambiental. É fogo por todos os lados. Os meses de julho, agosto e setembro de 2019, no pleno século XXI, registraram uma onda de incêndios que consumiram grandes áreas do Cerrado, da Mata Atlântica e da Amazônia. A fauna e a flora sofrem; os rios secam. O país arde em chamas — literal e simbolicamente.

Em meio ao caos, até a rádio, meio de comunicação considerado por muitos obsoleto, transmite o clamor desesperado de líderes indígenas pela proteção dos Caiapós e de outras comunidades ameaçadas. A situação remete àqueles tempos antigos em que, na ausência de explicações científicas, buscava-se sentido nos desígnios divinos. Se estivéssemos na Idade Média, talvez tudo isso fosse visto como um castigo de Deus pelos pecados da humanidade.

Mas hoje, os estudiosos apontam causas bem mais concretas: o tempo seco, a ganância desmedida, o avanço descontrolado do agronegócio e o uso político do fogo, inclusive como instrumento de pressão e desestabilização. Fato é que o ser humano — esse ser racional — parece ter abdicado da razão. Vivemos um tempo em que a ignorância veste capa de convicção, e o individualismo se sobrepõe ao bem comum.

Recordo com saudade dos tempos da minha infância, nas décadas de 70 e 80, quando a fé popular era forte nesta região. Via minha mãe, Luzia Joaquina Rosa, rezar ao pé do cruzeiro, com flores e água, pedindo chuva. E a chuva vinha. Hoje, parece que perdemos até a fé. Acumulamos diplomas, debatemos teologia, discutimos política, mas esquecemos de amar, de cuidar, de viver com compaixão.

A polarização nos fragmenta. Ser de direita ou de esquerda virou rótulo de guerra. Uns defendem o crescimento econômico e a propriedade privada, outros os direitos humanos e a igualdade social. Mas ninguém parece disposto a enxergar que estamos todos no mesmo barco — e que ele está fazendo água. Em vez de unirmos esforços para salvar o que resta, preferimos discutir quem tem razão, enquanto afundamos.

Falta-nos inteligência emocional e espiritual para compreender a gravidade da situação. Falta-nos humildade para reconhecer erros e coragem para mudar. Falta-nos fé — não apenas religiosa, mas fé no ser humano, no coletivo, na esperança.

Talvez seja hora de rezar mais. A oração pode não mudar o clima de imediato, mas pode mudar corações. E corações transformados são capazes de atitudes novas. Oremos, sim — mas também plantemos, cuidemos, eduquemos, escutemos.

Porque, do jeito que vamos, só nos restará o vazio de uma terra arrasada e o eco de nossas próprias escolhas. E que Deus tenha piedade de nós.

 


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

É preciso proteger melhor o meio ambiente


Um grito ecoa no deserto! 
Bandeira de Iporá

Agropecuarista na região de Jaupaci, médico Elias Araújo Rocha vê com preocupação as queimadas em nossa região, informa nas redes sociais, em publicação 09 de setembro de 2019, que houve um grande incêndio na região do rio Poções atingindo 11 fazendas. Houve a ação de bombeiros de Iporá e Jataí para controlar a situação e evitar mais prejuízos a agropecuária e ao meio ambiente.

Nesses incêndios dizimam-se animais silvestres, espécies diversas da nossa flora e também prejudica as pastagens.  Uma tristeza sem fim bem próximo de nós, mas as vezes, nossa atenção fica voltada para o que é notícia na grande mídia, esquecemos o que ocorre a nosso redor. É claro que vivemos na aldeia e no global, o que afeta diretamente uma localidade traz reflexos a todo o planeta, mas não enxergar um palmo a frente de nosso nariz é muito ruim.

O médico reclama da falta de atenção da imprensa regional para esses incêndios, e com razão, é preciso noticiar, debater com mais intensidade nosso cotidiano na região Oeste de Goiás. O rádio, os sites de notícias as vezes até que fazem isso, mas muito aquém do que deveria ser feito.  
É preciso cuidar melhor de nossa casa comum, evitar queimadas, produzir a menor quantidade de lixo, dar destino correto aos nossos resíduos sólidos, tratar o esgoto sanitário, parar de contaminar o lençol freático e diminuir a sua exploração desenfreada com a perfuração de poços artesianos. Reciclar, reinventar o nosso viver para uma vida melhor a todos.

Morte na G0 060, no período de emergência decretado pelo Governo.


A irresponsabilidade governamental aliada a imprudência e imperícia no transito provoca mortes em todo o país, e também em nossa região Oeste de Goiás. Muito cuidado ao conduzir um veículo.

Faleceu na sexta- feira dia 06/09/2019  na rodovia Go 060, Israelândia,  desvio da ponte do exército Gersicley de Souza 29 anos, condutor de um caminhão, o acidente ocorreu por volta das 10 horas da manhã.

Chegando ao local os bombeiros militares comandados pelo  St Aliciomar por volta das 11:30h, depararam com a cena resultante de uma colisão frontal entre um caminhão e um Honda city, no desvio da ponte da Go 060. Vanessa Cristina Ressa souza 35 anos, estava no veículo Honda city, foi transportada a UPA ( Unidade de pronto atendimento) de Iporá com dores na coluna.

Esse problema na G0 060 iniciou-se com o rompimento de um bueiro no final de semana dia 09 março de 2019. A rodovia de grande movimento e de muita importância para a região, já que liga Goiás a Mato Grosso foi desviada por trechos alternativos sem asfalto. 

O Governador Ronaldo Caiado (DEM) fez visita in-loco, decretou no dia 14 de maço de 2019 estado de emergência aos municípios : Amorinópolis, Arenópolis, Baliza, Bom Jardim de Goiás, Caiapônia, Diorama, Doverlândia, Iporá, Israelândia, Jaupaci, Palestina de Goiás e Piranhas.
E determinou agilidade para resolver a situação à Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) que deveria adotar medidas urgentes para reparação dos trechos prejudicados.
Vencendo o decreto, hoje dia 09 de setembro, a situação permanece a mesma, bem mesmo a ponte de ferro construída pelo exército funciona, temos problemas com sinalização adequada no trajeto do desvio. 

A situação é essa, degradante, e o governo a passos de tartaruga para resolver o problema que parece pequeno diante da dimensão do estado. 

O que causa estranheza é o silencio do governo para essa situação, não se fala em como será a recuperação, reconstrução da ponte, obra iniciada e parada. O decreto de emergência serviu pra quê?

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Mundo atual, eu tenho a força



Crônica: A minha força pode expor minha fraqueza
Por Pedro Cláudio

Vivemos tempos em que o grito é confundido com razão, e a força — muitas vezes disfarçada de opinião — nada mais é que a máscara de uma fragilidade mal resolvida. Há em nós, humanos, uma mania antiga e persistente: querer conduzir o enredo, ditar o rumo, escrever o último capítulo da história como se fôssemos os únicos autores da verdade.

Isso sempre existiu, mas neste início de século XXI, tornou-se um espetáculo diário. Nas redes sociais, qualquer um se transforma em especialista. Não importa o tema: ciência, política, religião ou até meteorologia. O saber cede espaço à convicção. Não se consulta a fonte, ignora-se o contexto, e o pretexto é sempre o mesmo — eu tenho o direito de opinar.

Sim, todos temos esse direito. Mas o que poucos lembram é que junto dele vem o dever da responsabilidade. Quando a minha força de opinar se torna uma imposição, quando transformo minha voz em sentença e meu palanque em tribunal, corro o risco de revelar, sem perceber, a minha maior fraqueza: o medo de estar errado.

E aí está o problema. Passo a desqualificar tudo que me contraria. Se a notícia me incomoda, o problema não sou eu — é o jornal, é a imprensa, é o jornalista. De um segundo para o outro, passo a rotular: esquerdista, direitista, comunista, golpista, vendido. O adjetivo que escolho depende, é claro, da minha própria posição diante dos fatos.

Em vez de mudar de canal, desligar a TV, rolar a tela para cima ou buscar uma nova fonte, faço questão de consumir o conteúdo só para atacá-lo. Parece contraditório, e é. Mas também é humano. E perigoso.

Mais perigoso ainda é quando essa opinião rasa ganha microfone, púlpito, tribuna. Quando uma liderança, escolhida para representar um grupo, ignora o coletivo e impõe a sua visão como se fosse única. Essa força performática, teatral, gritante — que se pretende firmeza — pode colocar em risco todo um conjunto que não foi consultado, mas que será julgado pela fala de um só.

A humanidade, que já assistiu “bestializada” a muitos absurdos, como bem descreveu Aristides Lobo em 1889, agora assiste atônita às novas formas de manipulação. Lutamos ao lado de quem prega a intolerância, idolatramos discursos que ignoram os pobres, inferiorizam os negros, vilanizam os indígenas. E tudo isso em nome de um progresso que não hesita em arrancar árvores, contaminar rios, sufocar florestas.

Talvez um dia sejamos capazes de entender que a verdadeira força está em saber ouvir. Que o verdadeiro poder está em recuar, reconhecer limites, permitir o contraponto. E que a maturidade não se mede em decibéis, mas na sabedoria de saber quando calar é o maior gesto de respeito.

Porque, no fim das contas, a minha força — quando usada para calar o outro — não passa de um reflexo do que mais me apavora: o vazio que grita dentro de mim.

 


sábado, 31 de agosto de 2019

Prefeita de Doverlandia Go internada no HUGOL em Goiânia após cair de mula.


Acidente com Prefeita de Doverlândia, ela continua internada em Goiânia.


A rede diocesana de rádio acompanhou o socorro à prefeita de Doverlândia, Zildinha, vítima de um acidente durante a cavalgada no evento Queima do Alho que ocorria na cidade neste sábado 31/08/2019. Zilda Rezende Araújo Machado, 49 anos (MDB), ficou gravemente ferida após cair de uma mula por volta das 11h deste sábado (31).  Após ser socorrida em Doverlândia, receber os primeiros socorros, ela foi encaminhada para Iporá, de onde seguiu no helicóptero do Corpo de Bombeiros para Goiânia.

O deputado estadual Paulo Cezar Martins (MDB) participava do evento, testemunhou o acidente e acompanhou todo o socorro, ao repórter Valcely Alves, o parlamentar Goiano disse que a mula montada pela prefeita Zildinha se assustou com fogos de artifícios, realizou movimentos bruscos e provocou a queda da prefeita que bateu com a cabeça no asfalto e sofreu ferimentos.

Enfermeira Aparecida da equipe do SAMU disse que encontrou a prefeita sangrando muito pela cabeça e desmaiada, médico Ruan Gabriel acompanhou a prefeita, disse que ela sofreu um traumatismo crânio encefálico e que foi removida em coma para o hugol em Goiânia para atendimento especializado com necessidade de passar por drenagem de um hematoma e outros procedimentos.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Polícia Civil de Goiás se prepara para o combate a corrupção.




Polícia Civil de Goiás está em uma semana de capacitação em Goiânia, o treinamento ocorre na escola superior da Polícia Civil com a participação de 50 trabalhadores e visa preparar os agentes e delegados no trabalho de combate a corrupção. Delegados de Polícia de três gerações estão passando a experiência de atividades e inserindo novos conteúdos. O tema desse estudo é corrupção sistêmica e delinquência institucionalizada, o encontro encerra-se sexta-feira com uma palestra do Secretário Nacional de Segurança Pública, Guilherme Teófilo.
Essa formação faz parte de uma estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro. Este é o quarto encontro do programa de fortalecimento da policia judiciária  Governo Federal que quer capacitar a polícia Judiciária de todo o país para a resolução de crimes de diversas natureza. Diretor Geral da Polícia Civil em Goiás, delegado Odair José Soares relata em entrevista que houve por diversos governos um abandono da polícia civil, segundo disse, ela está sucateada, tanto em orçamento quanto em pessoal e o resultado disso é um trabalho investigativo insuficiente. O diretor Geral da Polícia Civil de Goiás defende o melhor aparelhamento tático e técnico da polícia judiciária e cita a operação lavajato como exemplo de que, quando há investimentos os resultados aparecem. O excelente trabalho do ministério público federal, da polícia federal e do poder judiciário só foi possível devido aos recursos disponibilizados, e pela primeira vez, revela o delegado Geral, a Secretaria Nacional de Segurança Pública trás essa formação a Goiás pela primeira vez.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Produção academica em Iporá, preocupação com meio ambiente.




O Curso de Pós Graduação em Gestão de Recursos Hídricos continua neste mês de agosto a realizar defesas de artigos como etapa final da formação. O curso oferecido gratuitamente pela Universidade Estadual de Goiás – Câmpus de Iporá é fruto de uma parceria dos Professores dos Cursos de Geografia e Ciências Biológicas.
Como já noticiado o curso é uma resposta prática da Universidade para os problemas de gestão de recursos hídricos e crise do abastecimento em Iporá e Região.
Nos últimos dias foram defendidos os seguintes trabalhos de conclusão:
O Saneamento Básico e a Saúde Pública: uma breve revisão sobre a gestão e a importância dos recursos hídricos da Aluna Érika Cristina Soares Valadão – orientação da Profa. Flávia Damacena Sousa Silva;
Métodos de Recuperação das Áreas Degradadas na microbacia do Córrego das Galinhas – Caiapônia/GO da aluna Raysa Moraes Castro – orientação da Profa. Viviane de Leão Duarte Specian;
Sanções Provenientes da Responsabilidade Administrativa Ambiental em Matéria de Recursos Hídricos no Município de Iporá – GO do aluno Thaynã Dias Ferreira Avelar, orientação do Prof. Antônio dos Anjos.
O artigo da Aluna Érika traz uma revisão na literatura sobre a importância do saneamento básico para a saúde humana, bem como dos recursos hídricos. Foi realizado um levantamento de investimentos, conquistas e avanços referentes ao saneamento básico e saúde pública no Brasil de Meados do século XIX / início do século XX até os anos 2000. Nota-se que nos últimos anos, a despeito do aumento populacional, os investimentos têm diminuído, o que acarreta poluição dos mananciais que continuam recebendo dejetos e agravamento de problemas de saúde por doenças causadas por parasitas e produtos tóxicos na água. Também foi enfoque do trabalho ressaltar as responsabilidades a nível federal, estadual e municipal em relação a gestão do saneamento básico, conforme a Lei 11445/2007;
O artigo da aluna Raysa já é uma importante fonte de pesquisa para os gestores de Caiapônia e do Oeste Goiano em Geral. O trabalho foi realizado no manancial que abastece a cidade de Caiapônia. Recuperar áreas degradadas é um trabalho de longo prazo que deve realizado por equipe multidisciplinar; 
O artigo do aluno Thayná  aborda o histórico da legislação que trata do recursos hídricos desde a promulgação da Constituição Federal em 1988 e o avanço que Iporá poderá alcançar com a Lei Municipal nº 1.725 de 19 de fevereiro de 2019 que Institui o Código de Meio Ambiente do Município de Iporá. Os resultados práticos começam aparecer através da atuação da Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável. Nas discussões sobre o trabalho a banca de avaliação argumentou que Iporá precisa investir na pasta de Meio Ambiente para garantir o desenvolvimento do Município, os Professores lembraram da necessidade urgente de realização de Concurso Público para a formação de um quadro efetivo (multidisciplinar) para atuar na SEMADES.
Nos próximos dias novas defesas serão realizadas.
Texto organizado por Valdir Specian

Crianças orientadas para evitar incêndios



É preciso cuidar do futuro, formar consciência ambiental, com esse objetivo o Corpo de Bombeiros Militar percorre a região Oeste de Goiás em palestras nas unidades escolares.

No último dia 22/08/2019 o cabo Clésio foi a Palestina de Goiás na Escola Municipal Maria Isabel, e ministrou uma sob o tema Palestra "Prevenção e Combate a Incêndio Florestal"  como parte da Operação Cerrado Vivo 2019 desencadeada em Goiás. Durante toda uma tarde os alunos receberam informações sobre a importância de presevar e cuidar da fauna e flora.

O militar procurou despertar nas crianças um despertar para o conhecimento e a importância de preservar o meio ambiente, evitando assim incêndios em vegetação.


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

GO 174 , Diorama a Montes Claros de Goiás, uma novela sem fim. Começa mais um capitulo



Valéria e depu. Karlos - Foto Assessoria 
Nova tentativa para concluir o asfalto da G0 174 trecho entre Diorama e Montes Claros, nossa reportagem em Iporá, devido a importância dessa rodovia, acompanha os anúncios e início da obra há certa de 30 anos. Foram muitas viagens a Montes Claros, a obra já foi anunciada por Iris Rezende, por Maguito Vilela, por Marconi Perillo, por Alcides Rodrigues. Até os representantes de governos Antônio de Jesus Dias e  Naftali Alves de Sousa já anunciaram a obra. Pra se ter uma ideia de quanto isso é antigo. Então Governador Alcides Rodrigues, disse certa vez “ agora não é balela, não é conversa fiada, a obra será concluída”, Marconi Perilo “ parece que tem uma cabeça de burro enterrada ali, mas nós vamos desenterrar” E nada, a balela continua, a cabeça de burro não foi retirada do solo.
Foto; assessoria
No final da gestão de Marconi e início do atual governo uma empreiteira até que deu novo impulso, mas ficou faltando 08 quilômetros para o término. E agora?
O deputado estadual Karlos Cabral (PDT) e a prefeita de Diorama Valéria Ferreira foram até ao Governador Ronaldo Caiado (DEM) no dia 26/07/2019 e tiveram a informação que a obra está entre as prioridades, também visitaram na quarta-feira, 21/08/2019, o presidente da Goinfra, Ênio Caiado e reforçaram a reivindicação.

Enio Caiado, conforme a assessoria de imprensa do deputado Karlos Cabral, informou que aguarda liberação de recursos do BNDES para reiniciar a obra.
Nós da rede Diocesana de Rádio vamos continuar acompanhando, como o fazemos desde 1989.

2019 Mineração é um cavalo de Tróia para as cidades.



Jarbas Vieira - MAM

Rede Diocesana alerta: mineração pode representar riscos para comunidades locais

Por Pedro Claudio

A Rede Diocesana de Rádio, atenta aos fatos que impactam a vida da população, reforça seu papel de conscientização e reflexão crítica sobre temas que muitas vezes chegam à sociedade de forma distorcida ou superficial. Um desses temas, que ganha destaque, é a mineração — atividade cercada de promessas de progresso, mas que pode esconder graves consequências sociais e ambientais.

O que para muitos municípios parece um atalho para o desenvolvimento econômico, pode se revelar um verdadeiro “fogo de palha”: brilha intensamente no início, mas logo se apaga, deixando apenas cinzas e prejuízos. Essa é a avaliação de Jarbas Vieira, representante do Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), organização que atua desde 2002 junto às comunidades afetadas por empreendimentos minerários no Brasil.

O caso de Iporá: alívio disfarçado

Em meados dos anos 2000, a cidade de Iporá, no Oeste de Goiás, chegou a vislumbrar a instalação de um projeto de exploração de níquel, o que trouxe expectativas de geração de empregos e aquecimento econômico. No entanto, com a crise financeira global de 2008, o projeto foi interrompido — e hoje, para especialistas, como o professor Valdir Specian, geógrafo da UEG de Iporá, essa “frustração” pode ter sido uma sorte disfarçada.

Segundo o professor, o município escapou de uma série de impactos que costumam acompanhar esse tipo de atividade, e que são observados em dezenas de outras cidades do país.

Efeitos colaterais da mineração

Jarbas Vieira explica que a chegada de grandes projetos minerários altera profundamente a rotina e a estrutura social dos municípios. “Quando uma mina se instala, vem uma leva de trabalhadores de várias regiões do país. Isso gera aumento da prostituição, do consumo de drogas, da violência, da exploração sexual — inclusive de menores — além de outras formas de degradação social”, afirma.

Para ele, o retorno financeiro para as cidades é ínfimo frente aos prejuízos. “As comunidades arcam com as consequências ambientais, como a contaminação das águas e o desmatamento, e também perdem sua identidade e modo de vida. Tudo isso para atender a interesses econômicos externos, que nada deixam de legado positivo”.

Panorama nacional: impacto em 3.500 municípios

Hoje, mais de 2.000 municípios brasileiros recebem a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como o "royalties da mineração". Além disso, o MAM estima que outros 1.500 municípios enfrentam a mineração de forma irregular ou ilegal. Somados, são cerca de 3.500 cidades onde o extrativismo mineral está presente.

O Brasil concentra 92% da sua mineração legalizada em apenas três estados: Minas Gerais, Goiás e Pará, com 62 municípios abrigando as maiores operações minerárias. Apesar da magnitude econômica, o impacto real sobre as comunidades locais é motivo de grande preocupação.



Consciência e resistência

Organizado em 13 estados brasileiros, o MAM atua com ações concretas para ampliar o debate sobre os direitos das populações locais e os limites da mineração predatória. A proposta do movimento é que a atividade mineral seja repensada com base na soberania popular, respeitando os limites ambientais e sociais de cada território.

A Rede Diocesana de Rádio reforça: informar é essencial. Só com conhecimento e participação social será possível construir uma sociedade que não troque sua saúde, sua água e sua dignidade por promessas passageiras de crescimento.