quarta-feira, 27 de março de 2019

É preciso refletir


Bolsonaro recomenda comemorações do golpe de 1964 e recebe críticas de entidades e setores da sociedade

Por Pedro Claudio

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recomendou que as Forças Armadas realizem atos para marcar o dia 31 de março, data que simboliza o golpe militar de 1964, que instaurou no Brasil uma ditadura de 21 anos. A orientação, transmitida pelo porta-voz do Palácio do Planalto, gerou forte reação de defensores de direitos humanos e de entidades da sociedade civil, que consideram a medida um estímulo à intolerância e à negação das violações cometidas no período.

Para Bolsonaro, a tomada de poder pelos militares não configura um golpe. “O presidente não vê golpe militar nessa ação de 1964”, afirmou o porta-voz. A posição contraria a interpretação oficial de órgãos de memória, universidades e documentos históricos, que registram o período como marcado por censura, perseguição política, tortura e mortes.

Entre as vozes críticas está a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), que divulgou nota pública repudiando a decisão. Segundo a entidade, a comemoração “estimula o ódio e a tortura” e “ignora a dor de dezenas de brasileiros” perseguidos, presos ou mortos durante a ditadura.

“Celebrar a data é retroceder aos direitos conquistados sob a morte daqueles que lutaram por um país livre, entre eles índios, sindicalistas, líderes rurais e religiosos, desaparecidos e assassinados durante o período”, afirma o texto da Anadef.

A associação destaca que respeita o papel institucional das Forças Armadas, mas ressalta que, em 1964, sua atuação foi “deturpada e corrompida” ao instaurar um regime que violou o Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro, capitão reformado do Exército, já havia manifestado publicamente simpatia por figuras e ações do regime militar. Para críticos, essa postura indica uma tentativa de estender suas convicções pessoais à condução do governo, desconsiderando a pluralidade cultural, política e religiosa do país.

O golpe e suas consequências
O golpe de 31 de março de 1964 depôs o presidente João Goulart e deu início a um governo militar que durou até 1985. Documentos da Comissão Nacional da Verdade apontam que, nesse período, houve perseguição sistemática a opositores políticos, com prática de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados.

Embora ainda haja divergências sobre o contexto geopolítico da época — marcado pela Guerra Fria e pelo temor de expansão do comunismo —, historiadores e organismos internacionais convergem em considerar que o regime feriu gravemente direitos fundamentais.

Para setores que se opõem à recomendação do governo, a comemoração oficial do golpe representa não apenas uma reinterpretação da história, mas também um risco de enfraquecimento das conquistas democráticas obtidas após a redemocratização.

 


terça-feira, 26 de março de 2019

Iporá Goiás - Militar destaque em curso da Rotan é do interior






Militar de Iporá é destaque em curso de formação da ROTAM

O soldado Hugo Fernandes Sousa, natural de Iporá, conquistou o primeiro lugar em desempenho no 18º Curso Operacional de ROTAM (COR), treinamento voltado para a preparação de policiais na atuação em Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas. O feito foi celebrado pela corporação e pelo Subcomandante do 12º BPM, major Messias, que destacou: “Quem ganha é a sociedade”.

O curso, com duração de três meses e sete dias, iniciou em 17 de fevereiro e foi concluído no dia 22 de março, totalizando 620 horas/aula divididas entre atividades teóricas e estágio operacional.

A capacitação reuniu policiais militares de Goiás e de outros estados, como Mato Grosso, Tocantins, Pará, Paraíba, Amapá, Santa Catarina e Distrito Federal. A alta exigência ficou evidente na taxa de conclusão: dos 118 policiais que iniciaram o treinamento, apenas 69 chegaram ao fim.

A solenidade de formatura contou com a presença do governador Ronaldo Caiado e do vice-governador.


 

O serviço realizado pelo BPMROTAM/GPT é considerado essencial como segunda malha protetora das tropas de área, selecionando os policiais mais preparados para operações de alta complexidade. A ROTAM é uma tropa de elite da Polícia Militar de Goiás, atuando no combate a crimes como roubos a bancos, veículos e estabelecimentos, além de enfrentar o narcotráfico e o crime organizado, prestando apoio tático a outras forças policiais do Estado.

Em entrevista, o soldado Sousa comentou sobre o desafio:
"Para se tornar um policial da ROTAM é necessário muita dedicação e perseverança. Durante o curso, passamos por diversas instruções que visam nos preparar física, psicológica e intelectualmente para o desempenho da função nas ruas", afirmou.

 


segunda-feira, 25 de março de 2019

UEG investigada, ato político ou cuidado com a coisa pública?


UEG investigada, ato político ou cuidado com a coisa pública?

Fogo arquivo


Está em curso na Universidade Estadual de Goiás, UEG, uma investigação para apurar indícios de irregularidades na gestão do PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Foi instaurada pela CGE (Controladoria Geral do Estado), uma auditoria que apura nomeação de parentes. Já existem pessoas nas redes sociais defendendo o afastamento do reitor para até que se apure os fatos, mas professor Haroldo Reimer declarou em entrevista ao jornal O POPULAR que a investigação em andamento não é motivo para que ele renuncie ao cargo. Segundo uma denúncia, as irregularidades são por conta da nomeação de familiares, sócios, amigos e ele próprio para atuação no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Haroldo Reimer é reitor eleito por voto, mas é também fruto de uma indicação política de Marconi Perillo, adversário político do atual governador.

Em nota no Twiter, o Governador Ronaldo Caiado escreveu: O Governo de Goiás defende a importância da UEG e por meio da SEDI vai dialogar com toda a  comunidade acadêmica. Como Governador vou seguir lutando para que o gasto público tenha qualidade, resultado, ética e transparência.

A reitoria da Universidade distribuiu uma nota a imprensa, onde ressalta a importância da UEG para a Sociedade Goiana, informa que a instituição nunca criou embaraços à qualquer investigação e, explica que o PRONATEC teve seu  convenio assinado e, 2015, e que no ano passado, 2018 houve a participação de 3 mil 871 estudantes. Sobre as suspeitas de irregularidades, a UEG explica na nota que é de competência da instituição conveniada a contratação de profissionais para atuarem, bem como dos estudantes, e que tudo deve estar de acordo com as exigências do FNDE, (Fundo Nacional de Desenvolvimento Estudantil), em assim sendo, não vale, conclusões precipitadas ante a conclusão das investigações.
EIS A NOTA
Com mais de 26 mil estudantes distribuídos em 158 cursos de graduação, 14 mestrados, 2 doutorados e 78 cursos de especialização, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) é o espaço em que milhares de pessoas conseguiram mudar suas vidas.
Prestes a completar 20 anos, presente em 39 cidades, mas que atinge 236 municípios goianos via educação a distância – dispondo de 21 polos de EaD e 45 polos do UEG em Rede – e que presta relevantes serviços ao estado de Goiás, sempre prezou e continuará prezando pela total transparência de suas ações.
A Instituição nunca se furtou a investigar e a buscar soluções para possíveis problemas, bem como sempre contribuiu para a resolução dos mesmos e deu total apoio a inspeções ou auditorias de qualquer natureza. E agora não será diferente.
Em vista dos acontecimentos dos últimos dias e de insinuações que recaem sobre, a Instituição vem a público se manifestar em relação às diligências efetuadas pela Controladoria Geral do Estadual (CGE) no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Fruto de convênio assinado em 2015 com o Governo Federal, o Pronatec|UEG contabilizou no ano passado 3.871 estudantes divididos nas duas frentes de atuação: O MedioTec, voltado para estudantes do ensino médio que concomitantemente recebem formação técnica; e os cursos de Formação Inicial Continuada, de menor duração e voltados para a qualificação profissional.
A oferta destes cursos é orientada de acordo com as demandas apresentadas pelos munícipios parceiros e estão alinhadas com as potencialidades locais. Como instituição de ensino, a UEG segue elevados padrões para o oferecimento de cursos em todos os níveis, o que é garantido por seu corpo técnico altamente qualificado.
Esse fato também foi observado na oferta dos cursos via Pronatec. À exceção de cargos cuja a indicação dependia exclusivamente da Instituição, a intenção foi preencher as outras vagas com pessoal apto a desempenhar as funções para as quais foram contratados, buscando obedecer o regimento geral do Programa transcrito abaixo:
Da Contratação dos Profissionais
Art. 96. A contratação dos profissionais para atuar no âmbito da Bolsa-Formação será de competência exclusiva das instituições ofertantes, observadas as exigências legais e o previsto nesta Portaria.
Art.97. As instituições públicas ofertantes poderão conceder bolsas aos profissionais envolvidos em atividades específicas da Bolsa-Formação.
§1o As atividades dos profissionais que atuam na Bolsa Formação nas instituições públicas federais devem atender ao disposto em Resolução do FNDE.
§ 2o As atividades desempenhadas pelos profissionais que atuam na Bolsa-Formação nas redes estaduais, distrital e municipais de EPCT serão regulamentadas por ato do dirigente máximo do órgão gestor da educação profissional e tecnológica no âmbito de cada esfera.
A Instituição foi acionada a prestar informações sobre o desenvolvimento das atividades e, desde então, tem colaborado efetivamente com a CGE, não se furtando à responsabilidade que lhe cabe. A gestão da UEG tem dado total apoio ao órgão de controle, bem como é a maior interessada para que a verdade venha à tona.
Enquanto não houver conclusão das investigações em curso é precipitado qualquer tipo de julgamento e acusações levantadas contra a Universidade. Ressaltamos que não há parte mais interessada em que os fatos sejam esclarecidos que a própria UEG.

domingo, 10 de março de 2019

Iporá vence Aparecidense e renasce no Campeonato Goiano

Danilo Narra na Rio Claro, vitória do Iporá

Coisas do Futebol! Da zona de rebaixamento à faixa de classificação em duas rodadas.

O Iporá Esporte Clube deu um salto grande na tabela no campeonato Goiano, a duas rodadas era tida como certa o rebaixamento, grande parte dos torcedores não acreditava na reação, e o Iporá não só deixou a zona de rebaixamento como entrou na zona de classificação para as quartas de final, neste domingo, 10/03/2019.

jogando no estádio Ferreirão para um público pagante de 494 torcedores, muito aquém do esperado, o Iporá marcou aos 45 minutos do primeiro tempo, um gol de pênalti anotado por Bruno Menezes, depois de o Juiz Breno Souza ver o jogador Uenderson da Aparecidense tocar a bola com a mão.

A frente no placar o Iporá manteve o ritmo de jogo, se postando fechado em seu campo, suportou a pressão até o fim e garantiu a segunda vitória no Goianão 2019. Se antes a palavra de ordem era jogar para não ser rebaixado, agora já se fala em classificação. O Preparador Físico da equipe que substituiu o técnico Auecione, expulso no jogo anterior em Goianésia, mostra-se confiante, mas com os pés no chão disse. O Iporá ainda tem dois jogos nesta atual fase, domingo dia 17, 15:30h contra o CRAC de Catalão no estádio Ferreirão e dia 20 contra o Goiás em Goiania, estádio Hailé Pinheiro as 20:30h.

O Iporá jogou e venceu com Kaio Borges, goleiro que veio do Madureira, treinou só um jogo, Wallace, Rodrigo Milanez, Wadson e Danilo Ribeiro; Bosco depois Luizão, Recife, Tiago Ot e Bruno Menezes depois Diego, everton e Marcos Paulo, depois Lauro Cesar, outro jogador que veio como reforço, estava no Madureira RJ e treinou só um jogo.

A Aparecidense jogou com : Pedro Henrique, Rafael Cruz, Felipe Costa, Robson e Rayro; Tiago Luiz, Rayro, Washington depois Mário Sérgio e Uederson depois Aleilson,; Nonato depois Alex Henrique e Negueba.

2019 - Direitos das trabalhadoras ganham destaque no Dia Internacional da Mulher



Direitos das trabalhadoras ganham destaque no Dia Internacional da Mulher

Por Pedro Claudio – Jornalista, radialista, estudante de Teologia e História

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho reforça a importância da proteção social e trabalhista garantida às mulheres no Brasil. Entre os benefícios assegurados, está a licença-maternidade, que oferece amparo às trabalhadoras no período da gestação e nos primeiros meses após o nascimento ou adoção de um filho.

Segundo dados da Previdência Social, mais de 53,5 mil mulheres estavam em licença-maternidade em dezembro de 2018. Uma delas é a assistente administrativa Roseane Ferreira, de 29 anos, que destaca a importância do benefício para a convivência familiar. “É um período de extrema importância tanto para mãe quanto para o bebê. É muito bom poder estar em casa para acompanhar o desenvolvimento da minha filha”, afirmou Roseane, que optou por ampliar esse tempo unindo suas férias ao período de licença.

Prevista na Constituição Federal, a licença-maternidade garante 120 dias de afastamento remunerado às trabalhadoras seguradas pela Previdência, sem prejuízo do emprego. A mulher pode iniciar o afastamento a partir do 28º dia antes do parto, mediante apresentação de atestado médico. Em situações específicas, como parto antecipado, o direito aos 120 dias permanece assegurado.

Durante a gravidez, a legislação trabalhista também protege a mulher de demissão sem justa causa — desde a confirmação da gestação até cinco meses após o parto. São garantidas ainda, sem prejuízo do salário, dispensas para no mínimo seis consultas médicas e exames, bem como a transferência de função em casos em que a saúde da gestante assim exigir. Após o período de licença, a trabalhadora tem assegurado o retorno à função anteriormente exercida.

Outro direito relevante é o repouso remunerado de duas semanas em casos de aborto espontâneo ou previstos em lei, com garantia do retorno ao cargo. Além disso, até os seis meses de idade do bebê, a mulher tem direito a dois intervalos especiais de 30 minutos cada durante a jornada de trabalho para amamentação. Esse período pode ser estendido mediante recomendação médica.

Para mães que atuam em empresas com mais de 30 funcionárias maiores de 16 anos, é obrigatória a oferta de creche ou auxílio-creche, que pode ser fornecido por meio de convênios com instituições públicas ou privadas. Caso a empresa não tenha creche própria, pode repassar às funcionárias um valor específico para custear os cuidados com o bebê — o chamado reembolso-creche.

Além de proteger a maternidade, a legislação trabalhista brasileira combate qualquer forma de discriminação relacionada à gravidez ou à condição familiar da mulher. Conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei nº 9.029/95, é proibido usar esses critérios para impedir contratações, progressões na carreira ou justificar demissões.

Neste 8 de março, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho chama a atenção da sociedade para o cumprimento e valorização dos direitos das mulheres no mundo do trabalho. A equidade de gênero e a proteção à maternidade são pilares fundamentais para o desenvolvimento social e para uma sociedade mais justa.

 


08 de março 2019, morre Padre Hermógenes


Falece em Iporá, aos 93 anos, o padre passionista Hermógenes João Scopel

A Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Passionistas da Província da Exaltação da Santa Cruz comunicou, com pesar, na tarde de 8 de março de 2019, o falecimento do padre Hermógenes João Scopel, CP. A informação foi confirmada pelo superior da comunidade passionista de Iporá (GO), Pe. Célio, CP, que informou que o religioso faleceu no início da tarde.

O velório foi realizado na Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora, em Iporá, e o sepultamento ocorreu no dia seguinte, com grande participação de fiéis e amigos.

Natural de Caxias do Sul (RS), Pe. Hermógenes nasceu em 25 de abril de 1926, filho de Alberto Scopel e Caetana Veturini. Ingressou no seminário passionista em 1939, em Pinto Bandeira (RS), e fez o noviciado em Curitiba (PR). Em 28 de novembro de 1945, emitiu os primeiros votos religiosos, professando os votos perpétuos em 1950. Foi ordenado presbítero em 28 de fevereiro de 1952.

Com uma trajetória pastoral marcada pela simplicidade e dedicação missionária, destacou-se como missionário da Província do Calvário (atualmente GETH), especialmente na animação missionária. Após passagem por Costa Rica (MS), foi acolhido no então Vicariato Cristo Libertador, hoje Província da Exaltação da Santa Cruz, na Diocese de São Luís dos Montes Belos (GO).

Atendendo a convite de Dom Stanislaw van Mellis, CP, atuou brevemente na Paróquia Divino Espírito Santo, em Caiapônia (GO), e em seguida assumiu, por quase três décadas, a Paróquia São João Batista, em Bom Jardim de Goiás (GO), onde permaneceu até 2007. Depois, passou a integrar a comunidade passionista de Iporá, onde viveu até seus últimos dias.

Em 2014, já idoso, manifestou por carta ao então superior provincial da Província do Calvário, Pe. Amilton Manoel da Silva, CP, seu desejo de permanecer em Goiás: “Depois de tanto tempo servindo em terras goianas, venho através desta, manifestar o meu desejo de permanecer na Província da Exaltação da Santa Cruz”.

Carinhosamente chamado de “um bom velhinho”, Pe. Hermógenes era lembrado como homem de oração, pai espiritual, exemplo de vida comunitária e respeito aos irmãos. Aos 93 anos, após uma vida inteira dedicada ao Evangelho e ao carisma da Paixão de Cristo, fez sua páscoa definitiva.

Em nota, assinada pelo Pe. Giovanni Cipriani, Superior Provincial, a Província da Exaltação da Santa Cruz agradeceu à comunidade de Iporá, aos fiéis da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora e aos amigos de Costa Rica (MS) e Bom Jardim de Goiás (GO) pelo carinho e cuidado dedicados ao sacerdote, expressando condolências à família e reafirmando a esperança cristã na vida eterna.