domingo, 10 de fevereiro de 2019

2019 - Perder ou ganhar, qual a melhor saída?


Perder ou ganhar, qual a melhor saída?

Crônica | Por Pedro Cláudio, estudante de Teologia , história -  jornalista e radialista

A história da humanidade é atravessada por disputas. Desde que o Homo erectus descobriu o fogo, ali por volta de 79 a.C., acendeu-se mais do que brasas — acendeu-se o desejo de poder. Quem dominava o fogo era mais forte, mais respeitado, mais temido. Era um sinal de controle, de vantagem, de sobrevivência. Desde então, pouca coisa mudou no coração do ser humano. Continuamos, século após século, disputando. Mas agora, não apenas pela sobrevivência, e sim pelo status, pelo ego, pelo espelho.

Na modernidade — ou pós-modernidade, se preferirem os mais antenados —, ninguém quer perder. Perder é quase sinônimo de fracassar. O ser humano quer vencer sempre. Ser o melhor no emprego, o mais bonito na rede social, o mais forte na academia, o mais inteligente na roda de conversa. O problema é que essa busca por estar por cima, muitas vezes, faz com que a gente perca a própria essência. Vencer, a qualquer custo, nos transforma.

As disputas, mesmo nas modalidades esportivas que deveriam ser celebrações do talento e da coletividade, acabam por alimentar o individualismo e a rivalidade desmedida. Já não se joga pelo time, mas pelo destaque individual. Já não se participa para somar, mas para sobressair. E, nesse mundo onde o ter se sobrepõe ao ser, criamos uma cultura do descarte, da indiferença, da eliminação do outro.

Estamos todos dentro de um funil sem fundo — cada um querendo sua parte maior, sua vitória pessoal, sua glória, mesmo que às custas do próximo. E o mais perigoso: vamos nos acostumando com isso, vamos achando normal. Afinal, dizem, é assim que o mundo funciona. Mas a que custo?

Vivemos um tempo em que os valores que poderiam nos nortear estão sendo relativizados ou simplesmente ignorados. O senso de limite se esvai. Vale tudo. Vale passar por cima, mentir, manipular, calar a verdade. Não se teme mais nada. Deus virou personagem secundário, quando não uma figura descartável. A vida após a morte? Bobagem. Coisa de gente ingênua ou "sem estudo", como ouço por aí.

Mas e se estivermos errados? E se essa busca desenfreada por vencer for, na verdade, uma corrida rumo ao abismo? Seremos todos kamikazes modernos, detonando a própria vida em nome de uma vaidade que, no fim, não salva, não cura e não permanece.

Talvez perder, às vezes, seja a melhor saída. Perder para si mesmo, para o orgulho, para o ego. Perder para ganhar em humanidade, em empatia, em compaixão. Porque nem sempre quem chega primeiro vence. Às vezes, a grande vitória está em parar, respirar e deixar o outro passar.

E você? Está mesmo ganhando? Ou só perdendo tempo?


Pedro Cláudio é jornalista e radialista.

 


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Decreto da Congregação para o Culto Divino - Missa de Paulo VI

Papa amigo de Dom Carmelo, Paulo VI

"Considerada a santidade de vida deste Sumo Pontífice, testemunhada nas obras e palavras, e tendo em conta o grande influxo exercitado pelo seu magistério apostólico pela Igreja dispersa por toda a terra, o Santo Padre Francisco, acolhendo a petição e os desejos do Povo de Deus, dispôs que a celebração de São Paulo VI, Papa, seja inscrita no Calendário Romano Geral, em 29 de maio, com o grau de memória facultativa".
Cidade do Vaticano
A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos apresentou nesta quarta-feira (06/02), o Decreto para a celebração litúrgica de São Paulo VI inscrita no Calendário Romano Geral. A data para a celebração será dia 29 de maio, com o grau de memória facultativa. Segundo a Congregação, esta nova memória deverá ser inserida em todos os Calendários e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas.
Leia na íntegra o decreto:
DECRETO SOBRE A INSCRIÇÃO DA CELEBRAÇÃO DE SÃO PAULO VI, PAPA, NO CALENDÁRIO ROMANO GERAL
Jesus Cristo, plenitude do homem, vivo e agindo na Igreja, convida todos os homens ao encontro transfigurante com Ele, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6). Os Santos percorreram este caminho. Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo do qual assumiu o nome no momento no qual o Espírito Santo o escolheu como Sucessor de Pedro.
Paulo VI (de nome, João Baptista Montini) nasceu a 26 de setembro de 1897 em Concesio (Bréscia), na Itália e foi ordenado sacerdote a 29 de maio de 1920. Desde 1924 colaborou com os Sumo Pontífices Pio XI e Pio XII e, ao mesmo tempo, exerceu o ministério sacerdotal junto dos jovens universitários. Nomeado Substituto da Secretaria de Estado, durante a Segunda Guerra Mundial, empenhou-se em dar exílio aos perseguidos hebreus e também aos refugiados. Sucessivamente foi nomeado Pro-Secretario de Estado para os Assuntos Gerais da Igreja, razão pela qual conheceu e encontrou muitos impulsionadores do movimento ecumênico.
Nomeado arcebispo de Milão, dedicou-se inteiramente ao cuidado da Diocese. Em 1958, foi elevado à dignidade de cardeal da Santa Romana Igreja por São João XXIII, e, depois da morte deste, foi eleito à Cátedra de Pedro em 21 de junho de 1963. Perseverou incansavelmente na obra iniciada pelos seus predecessores, em particular, levando a cabo o Concílio Vaticano II.
Levou a bom termo numerosas iniciativas como sinal da sua viva solicitude nos confrontos da Igreja com o mundo contemporâneo. Entre estas, recordam-se as suas viagens na qualidade de peregrino, realizadas como atividade apostólica e que serviam, por um lado a preparar a unidade dos Cristãos, e por outro, a reivindicar a importância dos direitos fundamentais dos homens.
Exerceu ainda o seu Magistério em favor da paz, promoveu o progresso dos povos e a inculturação da fé. Deu cumprimento à reforma litúrgica aprovando ritos e orações seguindo ao mesmo tempo a tradição e adaptando-os aos novos tempos e promulgando com a sua autoridade, para o Rito Romano, o Calendário, o Missal, a Liturgia das Horas, o Pontifical e quase todos os Rituais, a fim de favorecer a participação dos fiéis na liturgia. Do mesmo modo, empenhou-se em que as celebrações pontifícias fossem revestidas de uma forma mais simples. A 6 de agosto de 1978, em Castel Gandolfo, entregou a alma a Deus e, segundo as suas diretrizes, foi sepultado humildemente, do mesmo modo como tinha vivido.
Deus, Pastor e guia de todos os fiéis, confia a sua Igreja, peregrina no tempo, àqueles que Ele mesmo constituiu vigários do seu Filho. Entre estes, resplandece São Paulo VI que uniu na sua pessoa a fé límpida de São Pedro e o zelo missionário de São Paulo.
A sua consciência de ser Pedro, aparece clara se nos recordamos de que, em 10 de junho de 1969, na visita ao Conselho Mundial das Igrejas em Genebra, se apresentou dizendo: “ O meu nome é Pedro”; mas a missão pela qual se sentia eleito deriva, também, do nome escolhido. Como Paulo, consumiu a sua vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta de uma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres.
A Igreja, de fato, foi sempre o seu amor constante, a sua solicitude primordial, o seu pensamento fixo, o primeiro e fundamental fio condutor do seu pontificado, porque queria que a Igreja tivesse melhor consciência de si mesma e pudesse levar cada vez mais longe o anúncio do Evangelho.
Considerada a santidade de vida deste Sumo Pontífice, testemunhada nas obras e palavras, e tendo em conta o grande influxo exercitado pelo seu magistério apostólico pela Igreja dispersa por toda a terra, o Santo Padre Francisco, acolhendo a petição e os desejos do Povo de Deus, dispôs que a celebração de São Paulo VI, papa, seja inscrita no Calendário Romano Geral, a 29 de maio, com o grau de memoria facultativa.
Esta nova memória deverá ser inserida em todos os Calendários e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas. Os textos litúrgicos a adoptar, em anexo ao presente decreto, devem ser traduzidos, aprovados e, depois da confirmação deste Dicastério, publicados sob a autoridade da Conferência Episcopal.
Não obstante qualquer disposição contrária,
Da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 25 de janeiro de 2019, festa da Conversão de São Paulo, apóstolo.
Robert Card. Sarah
Prefeito
Arthur Roche
Arcebispo Secretário

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

2019 - ANEEL inicia força-tarefa para fiscalizar barragens de usinas hidrelétricas em todo o país


ANEEL inicia força-tarefa para fiscalizar barragens de usinas hidrelétricas em todo o país

Ação presencial alcançará 335 empreendimentos até dezembro; 142 barragens com alto dano potencial começam a ser vistoriadas na próxima semana

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) inicia na próxima segunda-feira, 12 de fevereiro, uma força-tarefa nacional para fiscalizar, in loco, as barragens de 142 usinas hidrelétricas em 18 estados e no Distrito Federal. A ação faz parte de um cronograma que prevê, até dezembro deste ano, a inspeção presencial de 335 barragens classificadas como de “Dano Potencial Alto”.

A primeira etapa da operação, que se estenderá até o mês de maio, prioriza justamente essas 142 estruturas, cujas falhas podem afetar áreas densamente povoadas ou com relevância ambiental. A classificação, no entanto, não se refere ao estado físico das barragens, mas sim à gravidade dos danos que um eventual rompimento poderia causar.

A iniciativa foi alinhada em reunião realizada nesta segunda-feira (5/2), entre a ANEEL e agências reguladoras estaduais de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. As inspeções serão feitas por equipes técnicas da própria ANEEL, com o apoio de profissionais credenciados, e divididas entre a agência federal e as entidades estaduais conveniadas.

Das 142 barragens desta primeira fase, 71 serão vistoriadas diretamente pela ANEEL, enquanto as outras 71 ficarão sob responsabilidade das agências estaduais. A ação é parte do cumprimento da Resolução do Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastres, que reforça a necessidade de monitoramento constante e preventivo em estruturas potencialmente críticas.

Dois critérios principais

A ANEEL utiliza dois critérios principais na seleção das barragens que serão fiscalizadas: dano potencial e risco. No primeiro, são levados em consideração o tamanho dos reservatórios, a presença de populações próximas à barragem, a existência de áreas de proteção ambiental ou instalações importantes que seriam atingidas em caso de acidente.

No critério de risco, são avaliados aspectos técnicos, como a qualidade do projeto da barragem, qualificação da equipe responsável pela segurança, cumprimento de rotinas de inspeção, funcionamento de dispositivos de descarga e regularidade dos relatórios de segurança.

Planos de Segurança e Ação Emergencial

Além das inspeções presenciais, a ANEEL está exigindo de todas as usinas — inclusive aquelas com menor risco — a atualização dos Planos de Segurança de Barragens e dos Planos de Ação Emergencial. A partir deste ano, esses documentos deverão ser assinados não apenas pelo responsável técnico, mas também pelo presidente da empresa, como forma de garantir maior comprometimento institucional com a segurança.

A força-tarefa também inclui a reavaliação de 122 usinas já vistoriadas entre 2016 e 2018, que voltarão a ser inspecionadas na segunda etapa da operação, após o mês de maio.

Entre os empreendimentos que já têm visita agendada estão as usinas de Americana e Pirapora, em São Paulo. A fiscalização irá verificar se as melhorias recomendadas pela ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), em convênio com a ANEEL, foram efetivamente implantadas. A última inspeção nessas unidades ocorreu em agosto de 2018.

A ação da ANEEL ocorre em um momento em que cresce a preocupação nacional com a segurança das barragens no Brasil, especialmente após tragédias envolvendo estruturas de rejeitos. No setor hidrelétrico, a meta da agência é reforçar a prevenção, a transparência e a atuação coordenada com os entes reguladores estaduais.

 



Confira aqui a lista das 142 usinas a serem fiscalizadas até maio:
Usina Hidrelétrica
UF
Fiscal
Paranoá
DF
ANEEL
Chavantes
SP
ANEEL
Jurumirim (Armando Avellanal Laydner)
SP
ANEEL
Caconde
SP
ANEEL
Henry Borden
SP
ANEEL
Ibitinga
SP
ANEEL
Nova Avanhandava (Rui Barbosa)
SP
ANEEL
Promissão (Mário Lopes Leão)
SP
ANEEL
Ilha Solteira
SP
ANEEL
Jupiá (Eng° Souza Dias)
SP
ANEEL
Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta)
SP
ANEEL
Santa Branca
SP
ANEEL
Paraibuna
SP
ANEEL
Jaguari
SP
ANEEL
Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)
SP
ANEEL
Rosana
SP
ANEEL
Taquaruçu (Escola Politécnica)
SP
ANEEL
Fontes Nova
RJ
ANEEL
Lajes (Fontes Velha)
RJ
ANEEL
Funil  
RJ
ANEEL
Passo Real
RS
ANEEL
Dona Francisca
RS
ANEEL
Itaúba
RS
ANEEL
Governador Jayme Canet Júnior - GJC (Antiga Mauá)
PR
ANEEL
Governador José Richa (Salto Caxias)
PR
ANEEL
Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)
PR
ANEEL
Salto Osório
PR
ANEEL
Salto Santiago
PR
ANEEL
Estreito
MA
ANEEL
Pitinga
AM
ANEEL
Santo Antônio 
RO
ANEEL
Jirau
RO
ANEEL
Ângelo Cassol
RO
ANEEL
Cachoeira Cachimbo Alto
RO
ANEEL
Pedra do Cavalo
BA
ANEEL
Itapebi
BA
ANEEL
Luís Eduardo Magalhães (Lajeado)
TO
ANEEL
Peixe Angical
TO
ANEEL
Luiz Gonzaga (Itaparica)
PE
ANEEL
Sobradinho
BA
ANEEL
Paulo Afonso IV
BA
ANEEL
Xingó
SE
ANEEL
Pedra
BA
ANEEL
Boa Esperança (Antiga Castelo Branco)
PI
ANEEL
Irapé
MG
ANEEL
Machado Mineiro
MG
ANEEL
Miranda
MG
ANEEL
Nova Ponte
MG
ANEEL
Amador Aguiar I (Antiga Capim Branco I)
MG
ANEEL
Amador Aguiar II (Antiga Capim Branco II)
MG
ANEEL
Emborcação
MG
ANEEL
Água Vermelha (Antiga José Ermírio de Moraes)
SP
ANEEL
São Simão
MG
ANEEL
Itumbiara
MG
ANEEL
Marimbondo
MG
ANEEL
Porto Colômbia
MG
ANEEL
Camargos
MG
ANEEL
Funil
MG
ANEEL
Marechal Mascarenhas de Moraes (Antiga Peixoto)
MG
ANEEL
Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho)
SP
ANEEL
Furnas
MG
ANEEL
Igarapava
SP
ANEEL
Jaguara
SP
ANEEL
Três Marias
MG
ANEEL
Peti
MG
ANEEL
Serra da Mesa
GO
ANEEL
Corumbá I
GO
ANEEL
Garibaldi
SC
ANEEL
Manso
MT
ANEEL
Cachoeira Caldeirão
AP
ANEEL
Santo Antônio do Jari
AP
ANEEL
Ponte de Pedra
MS
AGEPAN
Assis Chateaubriand (Salto Mimoso)
MS
AGEPAN
Alto Sucuriú
MS
AGEPAN
Ponte Alta
MS
AGEPAN
Indaiá Grande
MS
AGEPAN
Verde 4A
MS
AGEPAN
Itiquira (Casas de Forças  I e  II)
MT
AGER
Primavera
MT
AGER
Juína
MT
AGER
Salto 
MT
AGER
São Lourenço (Antiga Zé Fernando)
MT
AGER
Ombreiras
MT
AGER
Figueirópolis
MT
AGER
Bocaiúva
MT
AGER
Graça Brennand (Antiga Terra Santa)
MT
AGER
Pampeana
MT
AGER
Juba I
MT
AGER
Poxoréo (José Fragelli)
MT
AGER
Ernestina
RS
AGERGS
Furnas do Segredo
RS
AGERGS
Rio dos Índios
RS
AGERGS
14 de Julho
RS
AGERGS
Monjolinho (Antiga Alzir dos Santos Antunes)
RS
AGERGS
Passo do Meio
RS
AGERGS
Toca do Tigre
RS
AGERGS
Bugres
RS
AGERGS
Castro Alves
RS
AGERGS
São José
RS
AGERGS
RS-155
RS
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Monte Claro
RS
AGERGS
Marco Baldo
RS
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Serra dos Cavalinhos I
RS
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Capigui
RS
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Salto
GO
AGR
Goiandira
GO
AGR
Riachão (Antiga Santa Edwiges I)
GO
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Irara
GO
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Rochedo
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São Domingos
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Santa Edwiges III
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São Domingos II
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